Review | Acerto de Contas de John Grisham

Acerto de Contas é o ultimo livro de John Grisham lançado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro.

SINOPSE: Em Acerto de contas, os segredos e as mentiras, os preconceitos e a culpa transformam a vida de pessoas inocentes e determinam o futuro de toda uma família.

O que leva um homem bom a se tornar um assassino?

Numa cidadezinha no interior do Mississippi, Pete Banning era considerado herói da Segunda Guerra, além de fazendeiro próspero, marido apaixonado, pai devotado e membro fiel da Igreja Metodista. Até que, numa manhã de outono, ele entrou calmamente na igreja e matou o reverendo Dexter Bell com três tiros.

Por que Pete fez isso? Essa pergunta iria pairar por anos sobre a cidade.

Como se o assassinato a sangue-frio já não fosse chocante o suficiente, era ainda mais desconcertante saber que Pete não tinha absolutamente nada a declarar sobre o crime. Nenhuma explicação, nenhuma motivação, nada que os advogados pudessem argumentar em sua defesa.

Os advogados tentam de tudo para salvar Pete de uma sentença que irá condená-lo à cadeira elétrica. Mas ele não tem medo da morte e está disposto a levar suas razões para o túmulo

Eu sempre gostei muito da escrita de John Grisham e também dos seus thrillers jurídicos extremamente envolventes, embora nos últimos tempos nenhuma das obras dele que encontrei conseguiram me atrair, e na realidade as achei bem medianas.

No entanto, quando anunciaram o lançamento de Acerto de Contas criei altas expectativas já que a sinopse me soou muito promissora, e quando iniciei o livro as minhas expectativas foram se confirmando, tanto que eu imaginava que esse era um livro que era um forte candidato para ganhar cinco estrelinhas.

Dessa maneira o ritmo seguiu incrível até cinquenta por cento do livro, com uma narrativa ágil, um mistério bastante intrigante, descrições de cenários e costumes que conseguiam envolver, bem como personagens extremamente cativantes, e gostei demais das abordagens realizadas em relação ao preconceito entre negros e brancos, da narrativa de como funcionavam as fazendas de algodão, bem como dos trâmites legislativos do Mississípi naquela época do pós guerra.

Porém, infelizmente quando a narrativa passou para a segunda parte do livro eu senti o ritmo diminuir drasticamente, como um carro que vai ficando sem combustível e só continua porque já começou.

Inicialmente, imaginei que era apenas um momento e que logo voltaria ao ritmo, mas o livro acabou indo por água a baixo, com uma narrativa completamente lenta, descrições completamente técnicas e um tanto entediantes sobre a Segunda Guerra Mundial, e eu sou uma pessoa que gosta de tramas sobre esse período desde que sejam bem conduzidas, e ao final de tudo para encerrar com chave de ouro o segredo revelado nem se mostrou assim tão grandioso para tudo o que causou.

Enfim, acho que John Grisham inseriu muitas coisas desnecessárias no enredo para entregar uma trama longa, mas bem poderia ter cortado umas duzentas páginas, o que o deixaria com um livro perfeito em mãos.

Se recomendo? Sim, mas com as ressalvas já citadas.

E você, é fã de John Grisham? Qual seu livro favorito do autor? Tem algum para indicar para nós?

Vamos conversar nos comentários.

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#pracegover,  na capa vê-se uma bela paisagem, com uma casa de uma fazenda, uma arvore e um céu com um lindo Pôr do Sol alaranjado ao fundo.

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