Review | A Sétima Morte, de Paul Cleave

Serial Killers amedrontam e ao mesmo tempo intrigam a cultura pop, desde Elyzabeth Bathory a Charles Manson, com exemplares igualmente insanos ao longo da história, como Jeffrey Dahmer, Ted Bundy, Jack Estripador entre tantos outros. Mas o foco aqui não será nenhum deles, mas um pouco da psique do assassino que veremos no livro A Sétima Morte.

Acompanharemos as investigações do assassino conhecido como o “Carniceiro de Christchurch”, ou, como logo no início descobrimos, se chama Joe. Ele é um simples faxineiro de uma delegacia com uma suposta deficiência mental, porém, suas ações e pensamentos mostram sua verdadeira intenção no prédio, que é ficar próximo das investigações das mortes que ele mesmo comete durante a noite.

Mas algo está errado, uma nova vítima atribuída ao nome do carniceiro, só que ele não cometeu esse assassinato, muitas características da cena do crime lembram seus atos, mas o desleixo em alguns detalhes o perturba, e ele decide descobrir por seus meios quem tentou passar essa vítima para sua sinistra cota de mortes.

Nos envolvemos com a história principalmente pela narrativa em primeira pessoa, que nos coloca como um ouvinte de Joe, participando de seus pensamentos e observando de perto suas atitudes, extremamente confiante que os policiais jamais o encontrarão pois não possuem sua inteligência, e nem seu modo de pensar.

Joe se gaba a todo momento de como suas investigações evoluem mais do que os oficiais que trabalham com ele, porém, precisa manter seu disfarce diurno, principalmente para a preocupada colega de trabalho Sally, sempre próxima e prestativa com Joe, e também com seus próprios problemas, e temos mais um disfarce que Joe também mantém, com sua mãe, ao visita-la todas as segundas a noite para ser interrogado e passar por chantagens emocionais. Para ela, Joe é apenas um vendedor de carros com seus dois peixes em casa.

A linha narrativa acompanha basicamente esses três personagens, e em certos momentos as atitudes e pensamentos de Joe se repetem, e quando o livro parece que irá ficar nessa mesmice de narcisismo, machismo e julgamentos ácidos de tudo e todos que o rodeiam, temos a adição de uma personagem que balança o mundo de Joe e um acontecimento perturbador com o protagonista (mesmo para um serial killer) que o leva a mudar algumas prioridades da investigação.

O autor consegue seu objetivo, de nos fazer odiar Joe, não que seja muito difícil, pois ele é um serial killer declarado, que não demonstra piedade em seus atos. Algo na história nos força a ir até o final, de acompanhar as resoluções que ele mesmo causou e que culmina em uma reviravolta digna de um suspense bem executado.

Para fãs de histórias de serial killers, fica a dica de A Sétima Morte da Editora Fundamento.

1 COMENTÁRIO

  1. Parece bom. Nunca ouvi falar sobre este livro, mas curti esta ideia de um serial Killer tendo que descobrir quem está “usando sua fama” para cometer crimes.

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