Review | A Grande Odalisca, de Bastien Vivès, Florent Ruppert e Jérôme Mulot

O nome Bastien Vivès já é conhecido dos leitores brasileiros, com títulos como O Gosto do Cloro (ed. Leya) que levou o Prêmio de Revelação no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême em 2009, Uma Irmâ de 2017 (ed. Nemo), as obras Last Man (já adaptado para uma animação) e Polina (que já recebeu uma adaptação para o cinema em 2016 e ovacionada como uma de suas melhores obras) essas duas últimas ainda inéditas no Brasil. E chegando com a já tradicional qualidade da editora Pipoca & Nanquim, temos A Grande Odalisca.

Em uma inusitada parceria com Florent Ruppert e Jérôme Mulot, também premiados no festival de Angoulême, em 2007, pela obra Panier de Singe, decidem criar uma aventura recheada de ação com pitadas de comédia, nos moldes dos filmes de “brucutus” dos anos 80, que tinham como protagonistas Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone, Jean-Claude Van Damme e outros que se reuniram recentemente em Os Mercenários.

Alex (acima) e Carole

Mas a diferença aqui é que temos duas belas assaltantes nos papéis centrais, Alex Carole, sedutoras, desbocadas e muito bem preparadas para qualquer tipo de roubo, como vemos no início, em um assalto ao Museu de Orsay para levarem o quadro impressionista O Almoço na Relva de Claude Monet, com um atrapalhado desfecho, digno dos filmes de ação.

Sam em ação

Após essa “missão” as garotas recebem uma proposta para roubar nada menos do que A Grande Odalisca, do pintor neoclássico Jean-Auguste Dominique Ingres no imponente Museu do Louvre. Porém, devido a grandiosidade do assalto, elas precisam de mais uma no time, e para isso recrutam a perita em motos Sam. O desenrolar da HQ vai desde um treinamento de tiro para Sam e saltos de pára-quedas à um cartel de drogas no México, com muitos tiros, explosões e fugas mirabolantes.

Temos aquela aura cinematográfica nas páginas da HQ, um humor negro e piadas inesperadas, sem esquecer o charme, que fica por conta das cores e traço dos autores, e um ponto interessante à se notar, não temos onomatopeias de armas de fogo, golpes e vidros quebrando, mas a ação é muito bem transmitida e a adrenalina está lá, graças a dinâmica e carisma das personagens, e esse carisma emprega na obra uma velocidade impressionante, quando menos percebemos já chegamos ao final da história, ávidos por mais cenas marcantes como vimos durante toda a HQ.

Não podemos nos esquecer também do maravilhoso cliffhanger na última página, que nos deixa ansiosos para o volume dois, que será lançado no final de janeiro, com o título Olympia. O terceiro volume já está em produção na França e os autores já afirmaram que têm interesse em continuar com as aventuras das ladras mais sexy dos quadrinhos atuais. Todos agradecemos!

Carole passeando pelo Louvre

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