Review | A Filha do Rei do Pântano, de Karen Dionne

A Filha do Rei do Pântano de Karen Dionne é um livro que mistura drama e suspense e já havia sido lançado pela Tag Inéditos. Quem traz agora a edição para o mercado é a Editora Verus.

SINOPSE: Helena tem um segredo: ela é o fruto de um sequestro. Sua mãe foi raptada quando ainda era adolescente e mantida em uma casa escondida no pântano de Michigan. Nascida dois anos depois do sequestro, Helena aprendeu a amar sua infância fora do comum – e aprendeu, até mesmo, a amar seu pai, um homem selvagem e brutal. Quando ele escapa da prisão, ela precisa encarar o passado que ocultou tão habilmente do marido e das filhas. Em uma caçada de tirar o fôlego, ela faz de tudo para encontrar seu pai enquanto reexamina os episódios da infância que moldaram seu futuro.

Já faz algum tempo que ouvi falar desse livro pela primeira vez, e na ocasião quando ele foi lançado pela Tag Inéditos fiquei interessada e ansiosa para que alguma editora resolvesse lançá-lo em seu catálogo para que eu pudesse ler, então quando a Verus o anunciou não perdi tempo e resolvi embarcar nessa história que foi muito diferente do que eu esperava e já havia imaginado em minha mente.

O tipo de trama que é apresentada em A Filha do Rei do Pântano não é estranha para mim.

Já li 3096 dias, um livro real sobre a história de um sequestro, e já li várias outras ficções como Identidade Roubada, Quarto, Ao por do sol, dentre outros, e cada um me marcou de uma maneira diferente e única, e em todos senti empatia demais com as vítimas.

Porém, sobre essa trama, preciso admitir que ela é muito fluída, instigante, com um suspense bacana, mas que embora tenha esses bons atributos não se tornou a minha favorita e na verdade até mesmo frustrou minhas expectativas, o que foi inesperado para mim.

É difícil colocar em palavras o que me perturbou nessa história, mas acredito que o fato principal foi que eu não consegui desenvolver um amor, uma empatia intensa pela protagonista, pelo contrário, por várias vezes me senti irritada com esta e discordei de seus atos, e embora ao final ela tenha de certa maneira se redimido, para mim não foi o suficiente.

Nesse livro a protagonista, Helena, é o fruto de uma relação de estupros frequentes, ocorridos desde que Jacob, o pai de Helena sequestrou uma garota de 14 anos, e essa garota era a mulher que viria a ser mãe de Helena.

Assim, no pântano, um lugar inóspito e desabitado carcereiro e sequestrada criaram a filha em comum, fazendo o que estava ao seu alcance para dar o melhor que podiam na ocasião para a menina.

Porém, Helena sequer sabia que era fruto de um sequestro e aquele era o único tipo de família que ela conhecia, o que fazia com que ela imaginasse que as agressões, as atitudes entre os pais e o modo como ela era tratada era normal, até o dia em que surge uma oportunidade de fugir, a história toda vem à tona e Helena tenta mudar de vida, para não ser associada ao rei do pântano.

Sim, a história tem uma ótima premissa, o que lá naquele primeiro contato que tive com a sinopse me atraiu, mas senti em muitos momentos uma exaltação do sequestrador e uma relação de Helena não tão boa com a mãe, e apesar de ser compreensível em partes Helena amar o pai pois aquele era o único que ela conhecia, em vários momentos não consegui engolir os argumentos apresentados por ela, e não aceitei o modo como ela nunca tentou compreender a sua genitora, mesmo depois que percebeu o monstro que seu pai era.

Além disso, a atitude da protagonista para com outras pessoas que estavam ao seu redor me agoniou e me perturbou, especialmente com o marido, Stephen, mais um motivo de frustração para mim.

Já pelo lado positivo achei as descrições muito vívidas, as memórias de Helena muito realistas e suas lembranças intensas e fortes, e por alguns momentos meu coração doeu por aquela menina que ela foi e com as crenças que construiu, e doeu mais ainda pela mãe de Helena, tendo que todos os dias por quatorze anos suportar aquela situação e seguir em frente.

Eu acredito que eu teria gostado mais de A Filha do Rei do Pântano se o livro ao menos intercalasse visões da mãe de Helena com as da própria filha, e talvez se tivesse visto os dois lados da balança isso poderia ter me agradado mais.

Quanto ao suspense, não o achei arrebatador embora a trama em si seja envolvente, mas eu diria que é mais um livro cheio de nuances psicológicas do que de suspense mesmo, o que talvez explique a minha pouca afeição para com o livro, pois em geral não gosto tanto dos enredos muito psicológicos.

Enfim, apesar das minhas críticas, acredito que seja um livro que deva ser lido por quem tenha interesse, e assim como eu o achei mediano, ouvi leitores que o amaram, então certamente essa é uma história que divide opiniões e gera boas reflexões e debates

E você, já leu este livro? O que achou da trama?

Vamos conversar nos comentários.

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#pracegover a capa é esverdeada e tem um rio no meio de um pântano, de onde estão saindo as letras do titulo.

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