Review | O Planeta dos Macacos, de Pierre Boulle

Sua compreensão sobre racionalidade mudará para sempre!

O livraço da vez aqui no Mundo Hype é o clássico O Planeta dos Macacos escrito em 1963 por Pierre Boulle. A versão que traremos aqui é a mais recente da Editora Aleph.

Nessa maravilhosa ficção científica, um casal de jovens estão a desbravar o espaço quando de repente encontram uma garrafa que contem manuscritos de um homem desbravador de mundos, conhecido como Ulysse Mérou. Ao se deparar com tal história o jovem casal se põe a ler a grande narrativa e daí em frente começa a grande viagem de Ulysse.

Em futuro distante por volta do ano de 2500, o planeta terra já não é mais o mesmo. Diferente do que conhecemos hoje a terra já não é tão próspera e o futuro até mesmo do sistema solar é incerto. Pensando em uma forma de sobrevivência Ulysse e mais dois amigos renomados, decidem por viajar ao espaço em busca de um novo planeta com novos recursos e uma nova perspectiva. Ao singrar o espaço os 3 jovens e seu pequeno mascote chegam depois de mais de 2 anos de viagem a um novo sistema solar chamado  Betelgeuse e de um planeta que se assemelha muito á terra, Soror.

Assim como sugere o próprio título, o novo planeta possuí vida inteligente e civilizada. O que o próprio Ulysse e seus amigos não sabiam era que essa população intelectual de Soror são compostas por símios e a vida humana nesse planeta não passa de algo selvagem e de pouquíssimo intelecto, não sendo mais inteligente que os macacos de nosso planeta. Agora Ulysse e seus amigos terão que tentar fugir ou se adaptar a essa terrível distopia.


O Planeta dos Macacos além de ser um livro atemporal, carrega em si características de uma ótima obra de ficção científica. Viagem ao espaço, relevância de tempo e o descobrimento de novas espécies e planetas, tornam a estória muito interessante e digna da pompa que adquiriu através dos anos. A narrativa em partes lembra outro grande livro que trouxemos aqui como A MÁQUINA DO TEMPO de H.G. WELLS (Leia clicando aqui) e todo peso do desconhecido. O próprio personagem principal Ulysse também segue sua “odisseia” espacial com muita coragem em busca do novo. A narrativa toda é em primeira pessoa, muito bem escrito, conciso e bem estruturado leva o leitor a devorar as páginas. Um livro memorável.

Não poderia terminar esse review também em primeira pessoa. Será mais fácil entender os pontos deve entender

As grandes mensagens que Pierre nos passa ao longo da história.

Em um mundo dominado por macacos inteligentes, o que poderia fazer os selvagens e desprovidos de inteligência (humanos) para sobreviver? A questão causa aflição ao desenrolar das páginas pois os seres inferiores são os humanos. Submetidos a experimentos, testes, procedimentos cirúrgicos e maus tratos. Talvez torturar macacos aqui na terra não tenha o mesmo peso se a causa for nobre. É assim que pensa a cruel humanidade e é assim que pensa os Símios de Soror.

O autor apresenta essa troca de espécie dominante talvez para nos abrir os olhos, talvez para enxergarmos os nossos comportamentos de uma forma diferente em relação aos animais da terra. Tudo que é apresentado em Soror não passa de um espelho de nossos próprios comportamentos.

O desejo de Ulysse Mérou de ser aceito nessa nova sociedade como um igual, a vontade de juntos desbravarem o desconhecido é algo otimista e beira a incoerência por estar claro como a água que isso não será possível. A metáfora não se prende apenas aos animais mas também uma forma de adaptação de nós mesmos a outras regiões, costumes e crenças de nosso próprio planeta.

Talvez o livro cause mais aflição pela fácil troca que conseguimos fazer com Ulysse e nos imaginar sozinho em um planeta totalmente desconhecido e hostil. Você vive a expectativa do personagem, sente sua alegria e tristeza e por isso quer ver logo o desfecho de tudo.

A estória tem um final sufocante e um plot twist de arrepiar. Talvez o sentimento que mais aflorou ao término da leitura tenha sido a incredulidade, até acima da própria satisfação de ter lido essa maravilhosa história.

Os cinemas foram felizes em adaptar esse livro. Em 1968 o filme ganhou as bilheterias e consequentemente até continuações que foram de produções próprias. Em 2001 O diretor Tim Burton trouxe mais uma vez uma nova versão aos cinemas e por fim em 2011 o diretor Rupert Wyatt e o diretor Matt Reeves foram os responsáveis por uma baita trilogia adaptada mais uma vez desse grande livroQuando a estória é boa, basta que pessoas motivadas e inteligentes encontrem recursos pra uma boa adaptação.


E você caro leitor conhece a história de O PLANETA DOS MACACOS?

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Leia aqui outros grandes reviews como: 1984, Admirável Mundo NovoA Ilusão do Tempo e Cem Anos de Solidão.

REVER GERAL
Nota
9.5
Leitor compulsivo, bebedor de café e entusiasta quando se trata de leitura. Técnico em Marketing por formação e Locutor por paixão. A minha missão declarada é te tornar um leitor tão apaixonado quanto eu. A leitura é uma fonte inesgotável de conhecimento, todo livro é interessante, basta conhecer a si mesmo!

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