Review – Guardiões da Galáxia & X-men: O julgamento de Jean Grey

Unir dois grandes grupos de personagens e desenvolver uma narrativa que atrai pela maneira que une o tema perseguição racista e ficção científica, como fizeram Jack Kirby e Jin Starlin, é uma tarefa difícil. É o que Brian Michael Bendis faz em Guardiões da Galáxia e Novíssimos X-men – o Julgamento de Jean Grey, título que reúne vários números da Marvel Comics que a Panini lançou por aqui.

O encardenado tem uma capa de Sara Pichelli e Justin Ponsor, edição em capa dura, reunindo as edições 11 e 13 de Guardians of the Galaxy e 22 a 24 de All-New X-Men. E vamos a minha análise, em primeiro lugar é interessante ver os X-Men originais,Scott, Jean, Hank, Warren e Bob, ainda adolescentes, em nosso tempo.

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Essa viagem do tempo não passa despercebida. O Gladiador e o Império Shi’ar descobrem sobre o caso e de imediato temem um futuro, que poderia repetir o evento destrutivo da Força Fenix, que originalmente assumiu o controle da falecida Jean Gray. O Império Shi’ar planeja sequestrar Jean Grey e responsabilizá-lo pelos crimes que poderá cometer no futuro. A menos que, os Guardiões da Galáxia atrapalhem os planos dos Shi’ar.

Um crossover que me levou para um tempo quando era criança, fã dos X-Men da época das histórias de Chris Claremont. Atualmente, dentro dos títulos da Marvel, sigo os Guardiões e em paralelo, as edições do título que trazem os jovens mutantes, All-New X-Men, e aquele gosto nostálgico em um ambiente contemporâneo é que Bendis faz em ambas. Como escritor principal de O Julgamento de Jean Grey, um evento que atravessa duas séries e diferente de outros eventos do tipo que recebem numerosos escritores e equipes criativas encaixa bem as duas equipes, além dos Piratas Espaciais. E mais um encontro do pai com o filho (Scott e o Corsário), bem mais emotivo do que o primeiro, a batalha contra a Guarda Imperial, o foco nos mutantes, as boas sacadas de Groot e Rockett e do Fera, mas limita a narrativa, focando mais na vulnerabilidade de Jean que conduz a um final emocionante e conflitante. Mas é outra história…
17296329-_sx540_A arte é fantástica, pois Pichelli, a artista principal do crossover continua a fazer  um excelente trabalho.  Consistente, em comparação com outros trabalhos seus, posso dizer  que aqui está melhorando, pois os personagens se sentem menos cartunescos e com um padrão mais detalhado e real. Além da italiana, temos Stuart Immonen e, embora tenham estilos distintos, seus estilos não são tão diferentes para desmerecer a arte do encardenado. Os painéis que ele desenvolve, com uma série de emoções em expressões faciais, de Jean com os Shi’ar, são belíssimos.

Bendis narra uma história com bastantes personagens que poderia ter se perdido, mas consegue compor a interação necessária para a narrativa e a ação da HQ.  A arte de Immonen e Pichelli (com as cores de David Marquez) é excelente. Para concluir, temos uma história que traz a nostalgia das histórias de Kirby, Starlin e Claremont numa derivada contemporânea que levará o quinteto clássico a um caminho bem diferente de suas contrapartes adultas. Recomendo a leitura.

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