REVIEW | GOTHAM 4 – DPGC: CORRIGAN

Gotham Central conta com dois grande roteiristas da atualidade, o mestre Ed Brubaker com seu estilo dark e Greg Rucka, magnífico no gênero policial e espionagem. Uma série, um spin-off excepcional que ganha mais um volume pela Panini, a narrativa se centra no Departamento de Policia da cidade de Gotham, afastando-se um pouco do gênero super-heróico e aproximando mais da realidade, no dia a dia, mostrando um lado que as histórias do Batman não mostram.

O certo é que ainda não tinha experimentado Gotham Central, e já era tempo, pois já foram lançados quatro tomos que formam a série principal e que finaliza neste volume. A Panini lançou todas, quem sabe saia ainda um quinto, mas quem ainda não leu, garanto que é uma das melhores séries que a editora traz ao mercado. Gotham volume 4 – Departamento de Polícia de Gotham City, tomo: Corrigan traz os números #32 al #40 da série original, o que no início compreenderia a narrativa final desta obra.

A história que abre o volume é uma das minhas favoritas,  Natuleza, escrita por Greg Rucka e ilustrada por Steve Lieber. Uma história contado pela perspectiva de um dos muitos agentes de policia corruptos da cidade e centrada nessa vilã maravilhosa que é a Hera Venenosa.

Segue um arco narrativo fenomenal que engloba quatro números, com um título chamativo: Robin Morto. Escrito por Brubaker & Rucka e coma arte de Kano e Stefano Gaudiano; e começa com um corpo encontrado, morto em uma rua desolada de Gotham. Está com o uniforme do Robin…O Departamento de Investigação de Homicídios assume que o jovem seja realmente o Robin, pois ninguém sabe ou sabia antes quem realmente era.  Suspeitos? Batman, supostamente. Uma história incrível, por isso a série é tão aclamada.

Mistério e intriga que envolve os Novos Titãs continua em Sunday Bloody Sunday. Escrita por Greg Rucka e desenhada por Steve Lieber, conta acontecimentos relacionados com Crise Infinita. O protagonista Crispo Allen quer chegar em casa para recuperar sua família do desastre que Gotham está sendo submetida. Uma narrativa curiosa com a participação de vários super-heróis, como o Shazam e que lembra em parte o dia 11 de setembro que Manhattan sofreu.

O volume fecha com uma história que passou em três números. Corrigan II continua repassando dados, como o lesbianismo de Renée Montoya e por que Jim Corrigan sofre e deseja esconder todos seus problemas.

Gotham Central foi nomeada aos Prêmios Eisner em 2003 como Melhor Série, Melhor Escritor (Rucka), Melhor Escritor (Brubaker), e Melhor desenhista/cores para Michael Lark. Sua publicação foi mensal, começou em 2003 e terminou em 2006, com um total de 40 números que se encerra neste Gotham Central: Corrigan.

Rucka escrevia histórias que ocorriam no período diurno e Brubaker no período noturno. Ambos contariam com Lark e vários desenhistas para o todo. Quantidade de detalhes são a base dos títulos, atraem da maneira como são bem construídos. Uma premissa genial. Um propósito que garante o sucesso desta série, em especial pelos autores e artistas que estão a sua frente. Uma das séries de quadrinhos mais esperadas para ler por minha parte e que agora pelo tomo final, fico ávido a espera dos demais que não tinha lido e pelo anúncio de um quinto tomo que será lançado logo. Recomendo a leitura, os tomos não seguem uma linha narrativa, mas há arcos bem construídos como os encontrados neste tomo. Recomendo sua leitura.

REVER GERAL
Argumento
8

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here