Review | As Sobreviventes de Riley Sager

Com a expectativa alta para ler um livro que o Sr. Stephen King alegou ser o melhor thriller de 2017, logo na primeira página somos levados para o interior da mata ao redor do Chalé Pine no interior da cidade, a protagonista Quincy Carpenter foge freneticamente de seu perseguidor para ser salva pelo policial Frank Cooper. Assim temos início ao martírio de Quincy, que se torna a única sobrevivente de um massacre, onde todos seus amigos foram mortos na mesma noite.

Dez anos depois ela vive sua vida com o procurador público Jeff, afastando seus demônios do passado com um site de dicas de confeitaria em um bom bairro de Nova York. Ela recebeu ajuda de outra sobrevivente, Lisa Milner de um sinistro massacre, que intitula as vítimas que ela ajuda de Garotas Remanescentes.

Com os capítulos aos poucos construindo a tensão para nos mostrar o que realmente aconteceu no chalé Pine, temos um destaque na personagem da sobrevivente Quincy, gradativo, e na mesma proporção sentimos ódio (em muitos momentos mais ódio que qualquer outro sentimento) e pena acerca de suas ações cada vez mais impensadas. Ao conhecer Samantha, uma das garotas remanescentes de outro massacre, logo após um trágico acontecimento com Lisa, Quincy passa a ser altamente influenciável pelas atitudes e palavras de Samantha, revelando mais um lado de sua já problemática personalidade.

Personalidade essa, que mostra a clara atração de Quincy por Cooper desde o início já mostra o que está a acontecer em algum momento, a disposição dele para estar ao seu lado a qualquer momento indica isso, sua devoção a ela é quase doentia mesmo ele tentando não demonstrar isso. E graças a isso temos algumas cenas descartáveis durante a reta final da trama.

As últimas páginas, nos guia a uma descoberta que realmente surpreende no momento de sua revelação, porém não salva todo o livro, ajuda a melhorar alguns pontos, mas muitos clichês acontecem e empobrecem muito a experiência da leitura, que poderia ser melhor, na minha opinião, não é o melhor thriller de 2017. A história segue a um término que nos mostra que a psique humana é indecifrável, um sangrento ciclo de morte sem fim é o que aguarda suas vítimas em cada esquina, em cada parque escuro ou em cada Chalé Pine diário.

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