Review | Um Gato Entre Pombos de Agatha Christie

Primeiríssima história que leio sobre Agatha Christie e foi o suficiente para me tornar fã! Claramente não sendo uma de suas primeiras obras, a história tem diversos aspectos interessantes, sendo eles um roubo de jóias, mortes misteriosas e um final surpreendente.


O livro, aparentemente, é uma porta de entrada para aqueles, – como eu, que não tem/tinha conhecimento das obras literárias da romancista Agatha Mary Clarissa Miller, ou, mais conhecida como apenas Agatha Christie (1890-1976), pelo fato de ter um a narrativa bem linear, com diálogos interessantes.

A história de Um Gato entre Pombos (1959) conta sobre o desaparecimento das jóias do príncipe Ali Yusuf, morto devido a uma queda de avião. Antes, havia deixado aos cuidados de seu fiel companheiro, o inglês Bob Rawlinson para que levasse o mais longe possível para quem ninguém pudesse por as mãos em sua fortuna.

Bob também falece, e o leitor não sabe ao certo se ele havia concluído sua missão. Entretanto, o serviço secreto inglês e entre várias outras pessoas tentam seguir pistas para localizar as jóias.

Eis então, que surge a principal ambientação da história: o colégio para meninas Meadowbank. Palco de três assassinatos e um seqüestro. Os desdobramentos da história acontece conforme vai descobrindo-se segredos, onde todos, – até mesmo as alunas são suspeitas. Apenas quase no final da historia, o detetive Hercule Poirot aparece com suas deduções e análises sobre tudo.

É um livro relativamente curto para quem é um leitor fervoroso (Eu, por exemplo, li em dois dias). Uma leitura de 223 páginas e muitos diálogos. Estes por sua vez são bem dinâmicos e é possível imaginar perfeitamente as personagens conversando entre si e discutindo sobre os casos. É perceptível, para os fãs deste tipo de gênero, como funciona a narrativa investigativa, contudo, a surpresa sempre fica para o final.

Sobre a escrita, impecável. Mesmo para os padrões da época, é de fácil entendimento e é uma linguagem entendível para todos os tipos de leitores. Vale ressaltar novamente que é um livro quem contem muitos diálogos, entretanto, a narrativa em terceira pessoa faz com o que o leitor se conecte com o mundo narrado.

Você se simpatiza e/ou crias teorias sobre os personagens. Professoras, alunas, investigadores de polícia estão sempre presentes na trama. A descrição de cada personagem é baseada em alguns detalhes importantes, como tipo de roupa, tipo manias e afins sendo divertido para os leitores mais imagéticos.

Um fator apenas que me decepcionou foi o detetive Hercule Poirot, já solucionando o problema com pouquíssimo tempo de aparição, claro, que respeitando o trabalho do  inspetor Kelsey, que convenhamos foi de grande ajuda. Todavia, acabou um pouco “forçado”.


Conhecendo um pouco sobre a autora: Nasceu dia 15 de setembro de 1890 em Torquay no sul da Inglaterra no condado de Devon, faleceu dia 12 de janeiro de 1976 devido a uma forte pneumonia. Em 1920 já lançava livros protagonizando seu personagem mais conhecido: o detetive  Hercule Poirot.

A romancista está no Guiness Book!

Sendo considerada a escritora mais bem sucedida da história da literatura popular mundial em número total de livros. Todas suas obras juntas venderam cerca de quatro bilhões de cópias ao longo dos séculos XX e XXI, cujos números totais só ficam atrás das obras vendidas do dramaturgo e poeta William Shakespeare e da própria Bíblia.

Suas principais obras: O Assassinato de Roger Ackroyd (1926), Assassinato no Expresso do Oriente (1934), O Caso dos Dez Negrinhos (1939).

 

REVER GERAL
RESENHA: Um Gato entre Pombos
8,0

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