Título: Se Eu Ficar
Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Páginas: 224
Classificação: 5/5

A última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Comecei essa leitura meio com o pé atrás porque andei lendo muito sobre o livro e não conseguia uma descrição muito favorável. Sempre ouvia ou lia que o livro deixava a desejar, que não era bom, e nem tão intenso; mas as primeiras páginas já foram suficientes para me deixar muito curiosa para ler as próximas
.
Eu tenho uma mania muito doida de ir lá na última página e ler o final. Sei que isso não é legal, pois o final é a parte mais emocionante e tal, mas nunca me senti tentada a abandonar as minhas leituras só por fazer isso. Muito pelo contrário, isso sempre me deixa mais curiosa, me incentiva a continuar, e mais que depressa a terminar.

Gostei de muitas coisas no livro: a própria Mia parecia ser um amor de pessoa, com sua timidez, e sua sensibilidade. Sua amizade com a Kim é linda, o que me lembrou a amizade eterna que quero ter com as minhas amigas. O grande amor que sempre tem pela sua família, é muito lindo ela descrevendo seu irmão Teddy. E a maneira como se sente ligada ao seu namorado Adam.

Adaptação lançada esse ano!

Quando percebi que a Mia começa a narrar sua vida estando num estado vegetativo, eu fiquei meio pé atrás com o livro, porém lembrei da minha graduação técnica em saúde e que isso é totalmente possível por que Mia não teve morte cerebral. Esse fato me motivou ainda mais. Coisas da mente me fascinam e observar isso de um lado literário é melhor ainda. Não queria ler nada sobre algo além da vida, ou tipo assim. Achei a narrativa totalmente leve e de uma sensibilidade eterna. Se o livro tivesse mais páginas com certeza eu passaria horas agarrada nele.

Uma das coisas que achei diferente no livro é que ele não tem capítulos, e sim marcações das horas que a Mia passa dentro do hospital, e como a sua vida passa em seus olhos como uma recordação do passado e de uma decisão que precisa tomar.  Outra fator muito atrativo é a relação da Mia com a música. No começo achei meio estranho ela ter escolhido um instrumento tão peculiar como seu favorito, no entanto, gostei muito e diferente sempre é bom. O amor que ela tem pela música é tão intenso que me deu muita vontade de chorar; me sinto como ela, a música é um deleite que poucas pessoas tem a capacidade de sentir. Minha vida seria muito diferente e vazia sem uma voz que dê personalidade a melodia e sem os acordes dos instrumentos.

Seu relacionamento com o Adam é igualmente emocionante, achei fantástica como algo em comum pode aproximar as pessoas e torná-las importantes para sempre. Ele é fofo, carinhoso e muito preocupado com o relacionamento deles. As pessoas sentem de forma diferente, senti que muitas das vezes a preocupação principal da Mia era a amiga e o namorado vinha depois; porém isso faz muito sentido porque Kim sempre esteve presente e o que Mia passa a sentir por Adam é completamente novo. E aquele final hein? Fantástico!

Gayle Forman entrou para o hall das queridinhas do meu coração. Preciso ler o livro seguinte agora né…

“Havia coisas que somente eu podia fazer para ele. Quando era bebê, na fase dos choros noturnos, ele só se acalmava quando eu tocava uma cantiga de ninar para ele no meu violoncelo. Quando entrou na fase de gostar de Harry Potter, só eu tinha permissão de ler um capítulo para ele todas as noites. E quando ralava o joelho ou batia a cabeça, se eu desse um beijo mágico no machucado e, depois disso, ele tinha uma recuperação miraculosa. Eu sei que nem todos os beijos mágicos do mundo poderiam tê-lo salvo hoje. Mas eu faria qualquer coisa do mundo para poder dar um nele.”

Está recomendadíssimo!! E vou colocá-lo na lista para uma breve futura releitura pois vale muito a pena.

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