Não é novidade pra ninguém como sou louca por Jane Austen. Não só gosto dos livros dela, como também queria ter nascido naquela época e ter usufruído as melhores sensações que hoje em dia não temos tempo pra sentir.

“Orgulho e Preconceito” não é meu livro favorito da Srta Austen, mas ler a versão dos fatos pela visão do Darcy foi impagável. Amanda Grange fez um lindo trabalho em mesclar suas pesquisas e o original.

Se você algum dia quis tentar entender o Mr. Darcy, essa é sua oportunidade pra isso.
O que Lizzy pensa sobre ele durante o livro todo não é veraz. Foi o que realmente me consolou. Ver que os dois são tão orgulhosos e preconceituosos, me deixou mais relaxada pra tudo o que se seguiu.

Lizzy com seu péssimo hábito de se julgar conhecedora da verdade e Darcy por achar que tem um bom julgamento de outros. Mas quando ele se vê tão submerso naqueles olhos, o desejo de conquistá-la é maior.

“Porque ela me recusou? Porque ela me ouviu dizendo que não era bonita o bastante para me tentar? Claro que sim! Me encontrei admirando seu espírito. Meus dez mil por ano não significavam nada para ela comparado ao desejo de vingança dela sobre mim.”

Eu já disse que amo a Lizzy?? Porque sim, isso é verdade! Quando a conhecemos ficamos tão encantados por sua inteligência e autoestima que rapidamente tomamos o lado dela e a defendemos com unhas e dentes. Porém, nossa querida protagonista é imperfeita e possui julgamentos absurdos. Mas depois de uma relida (no original) aprendi a verdade contida ali.

Darcy não é nada mais do que uma pessoa que sempre foi sincera, e o é. Tanto que não sabe o que fazer com o que sente e pensa: que apenas diz a verdade. Se ela – a verdade – vai magoar outros ou se os deixará feliz. Ele é simplesmente verdadeiro consigo mesmo. E quando Fitzwilliam lhe mostra que nem sempre a verdade deve ser dita e em como magoou Lizzy com sua proposta de casamento, entende o quanto a feriu.

“Elizabeth poderia ter sido amante disso tudo. Mas ela recusou minha mão […] eu não sabia se alguma mulher já agira assim antes. Eu senti novamente toda a miséria e a dor de tê-la perdido […] Parei em frente a casa, percebi o quanto eu a valorizava como minha mulher, como a vivacidade de seu espírito teria amolecido o meu próprio.”

Ai meu Deus, como a minha vontade foi grande de esganar a Caroline Bingley. Perdi as contas de quantas vezes revirei os olhos #aff Tá aí uma personagem pra odiar o resto da vida! E o Sr. Darcy fez minha felicidade ao esnobá-la – com muita educação, como sempre – todas as vezes que tinha oportunidade. E nem todo o sarcasmo e má reputação que atribuía a Lizzy foi suficiente pra desanimá-lo. #amém

“Eu a deixei falar. É totalmente indiferente para mim o que ela diz. Se eu desejo ter admiração por Miss Elizabeth Bennet, então eu terei, e nem todos os comentários de Caroline irá me fazer pensar o contrário.”                                             (É isso aí!! o/)

E o felizes para sempre após o casamento é mais bonito ainda na versão dele. Muitos “ownnnn” para o Sr. Darcy.

Leitura mais do que recomendada!

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