Review | Umbrella Academy – Suíte do apocalipse de Gerard Way & Gabriel Bá

A ficção UMBRELLA ACADEMY, escrita por Gerard Way  e ilustrada pelo brazuca Gabriel Bá, nos traz uma literal, peculiar e intrigante família de jovens superpoderosos e destinados a grandes feitos.

Tudo começa quando em um segundo exato nasce exatamente 43 crianças ao mesmo tempo. Espalhadas pelo mundo. Os bebês possuem dons e poderes sobre humanos. O curioso é que em geral as mulheres nem se quer haviam percebido que estavam grávidas, e os pequenos vem ao mundo sem aviso prévio.

Após tal fato o gênio/filantropo Sir Regínald vulgo Sr. Monóculo, parte em sua missão para resgatar o máximo de crianças possíveis e adotá-las para que ele possa ensinar o necessário, manipular suas escolhas, treiná-los e principalmente salvar o mundo de uma ameaça ainda não existente. 
As crianças adotadas pelo Sr. Monóculo possuem personalidades fortes e gênios diferentes. O conflito entre sí é inevitável, elas são ensinadas a trabalharem em equipe, porém na ausência do Sr. Monóculo. os problemas se afloram e as emoções ficam evidentes a cada personalidade.

O tempo passa, cada qual toma um rumo diferente, vivem experiências diversas,  desenvolvem suas habilidades e características e se veem reunidos mais uma vez para enfrentar um mal comum. Agora o mundo se encontra em iminente caos, novos perigos, viagens temporais e sangue, muito sangue. Cabe a essa desconexa super equipe proteger a terra do apocalipse que parece chegar depressa, protegendo um ao outro mesmo sem se dar conta.


Tenho lido bastante ultimamente, isso faz com que nosso senso crítico fique mais exigente, a história tem que surpreender de alguma forma, mostrar algo diferente. Mas nessa edição não foi o caso.

Umbrella Academy, tem várias e várias vantagens, a premissa é ótima, é algo diferente, me lembrou em partes um pouco Hellboy, (um time de esquisitões que defendem a terra do final dos tempos) me lembrou também em partes a recente HQ que lí, SAGA (pelos personagens bizarros e de características mutantes). Uma série de coisas que poderiam ter ganho minha admiração, mas como já vi algo similar, não me traz diferentes emoções.

Gerard Way como roteirista, desenvolveu até melhor que muito escritor consolidado no mercado, mas, PRA MIM não foi algo que classificasse UMBRELLA ACADEMY como uma das melhores coisas que já li. A construção do principal vilão, além de ser um gigantesco clichê, nos apresenta uma motivação pífia, algo pequeno pra tamanha revolta. O passo da própria história é algo veloz, isso pra mim é um ponto positivo, porém a interação e motivação dos personagens é algo muito simples pro tamanho da premissa inicial. A história vai caindo, caindo, e termina simples demais, parece que a dupla não confiava muito que haveria uma continuação e quis resolver tudo em apenas uma edição.

Eu gostei da premissa, mas tem essas falhas que atrapalham um pouco, pelo contexto que foi apresentado da pra fazer mais umas 400 edições posteriores, tem personagem bom e tem história boa a ser contada, mas como fã e leitor acho que precisa melhorar um pouco mais essas questões.

Sou muito fã das obras do Gabriel Bá o traço dele nessa edição ficou bem legal, esse com certeza é um dos pontos positivos. Já admirei outras obras de Bá como Daytripper (clique aqui) e Dois Irmãos (clique aqui) Lembrando que o segundo volume já foi apresentado ao grande publico na CCXP 2016.

Como sempre digo aqui, leia e tire suas conclusões, deixe nos comentários o que achou da edição e vamos conversar sobre essa e outras indicações aqui do MN.

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