Review | Justiceiro MAX – Desabrigado de Jason Aaron & Steve Dillon

Ao ler, vista um avental.

Olá navegantes do Mundo Hype! Hoje, falaremos um pouco a respeito sobre o quarto e último volume da sensacional saga de Frank Castle – o Justiceiro, roteirizada pelo escritor americano Jason Aaron (Thor: Deus do Trovão, Southern Bastards, clique aqui) e mais uma vez magistralmente desenhada pelo lendário Steve Dillon (Preacher, Hellblazer). Estamos falando de Justiceiro MAX – Desabrigado. Todo o arco corresponde a 22 edições lançadas, sendo distribuída no Brasil pela Editora Panini em 4 edições encadernadas e em capa dura, através do selo Marvel Max.

Acompanhamos no primeiro encadernado o surgimento e a ascensão de Wilson Fisk até se tornar o Rei do Crime (Justiceiro MAX – Rei do Crime), no segundo, temos a entrada do psicopata sádico Mercenário em um conflito sanguinário e doentio contra o Justiceiro (Justiceiro MAX – Mercenário). No terceiro, temos Frank Castle confinado no já conhecido presídio Ryker, no qual ele consegue escapar e também faz algumas lembranças sobre o período pós Guerra do Vietnã no qual combateu (Justiceiro MAX – Frank).

Justiceiro MAX – Desabrigado, começa com Frank Castle após saír do presídio Ryker e se vê completamente desamparado e desabrigado, sem armas, mais velho e disposto a lutar até o fim para desbancar e eliminar o Rei do Crime. Aos poucos, Castle consegue se abrigar, consegue armas dos próprios criminosos que mata pelo caminho e volta a fazer aquilo que mais sabe: justiça com as próprias mãos.

Temos também na trama a volta da ninja Elektra e o pessoal do Tentáculo, que acabam se envolvendo na batalha entre Fisk x Castle com interesses questionáveis. O encadernado flui bastante bem, Aaron e Dillon mais uma vez acertam a todo momento, com boas doses de violência extrema e aquele característico humor negro que já conhecemos quando o título do Justiceiro estava nas mãos de Garth Ennis. Mais do que isso, eu diria que este quarto e último volume é o mais pesado de toda a fase de Aaron frente ao personagem, talvez equiparando em violência somente no encadernado que insere o Mercenário. Podemos ver pelo menos 3 atos extremamente violentos que quase chegam a incomodar – coisa que nós valorizamos muito em HQs do Justiceiro. Retornamos também neste volume, fragmentos doo período da guerra e missões de Castle junto do Coronel Fury.

Por fim, digo que é uma leitura obrigatória para quem acompanhou a saga até aqui. Jason Aaron consegue dar uma conclusão justa e ousada para todos os personagens e todas as pontas da trama, amarrando tudo com uma refinada competência. O falecido Steve Dillon mais uma vez demonstrando que é um dos desenhistas que mais entendia de expressões faciais, sobretudo em expressões de sofrimento ou de insanidade. Com este trabalho, Jason Aaron com certeza sagrou-se como um dos melhores autores que já passou pelo personagem. Sem dúvida alguma – ele teve a manha!


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REVER GERAL
Nota
8
Sou psicólogo e um fã assíduo de filmes, HQs, livros, séries, videogame, cerveja, rock n' roll e futebol. Me ingressei no mundo dos quadrinhos lendo Tex em formatinho e nunca mais parei de ler. Dentro dos quadrinhos, sou apaixonado pelo selo Vertigo e meus autores prediletos são Garth Ennis e Alan Moore. Meus personagens favoritos são: John Constantine, Conan, Batman, Demolidor e Justiceiro.

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