Review | Grandes Astros: Batman #1 – Caçada ao Morcego (Renascimento)

Aguardar All Star Batman era algo que me angustiava. Era Scott Snyder e John Romita Jr a frente do título. Quando a Panini lançou o Grande Astros: Batman, após cinco anos de orfandade, a expectativa foi sanada e valeu aguardar. Mas antes de analisar o título, um contexto histórico é importante.

Vamos voltar ao tempo, para o ano de 2014, quando o Romita Jr chegou na DC Comics, e querer desenhar o Batman era uma das razões de migrar da Marvel Comics, após 40 anos de trabalho. Porém, Greg Capullo já estava a frente do título Detective Comics e deveria esperar um pouco mais para desenhar o Homem-Morcego. Após o intenso título do Supeman que assumiu junto com Geoff Johns, o artista entra no novo projeto, sujeito a um dos grandes autores do Batman, Snyder, que sai do título principal para assumir esse título. Para o ilustrador nova-iorquino está sob medida, um bom escritor a frente do título e o anúncio que terá outros artistas como Sean Gordon Murphy, Jock, Paul Pope, Afua Richardson e Tula Lotey, entre outros, que darão descanso para suas mãos que não saço mais capazes para cobrir um título mensal. Algo para evitar o que ocorreu com Superman Unchained.

E a resposta do artista foi a altura, estamos a frente de um dos melhores quadrinhos já desenhados na editora DC. E comparando o que fez com o Super-Homem com o Batman, parece que foi dois artistas diferentes que desenharam. E não é nos personagens, mas também na ambientação e na ação das cenas. Tratando do trabalho roteiro/arte, a dupla transmite a sensação de um filme de estrada (um Road Movie), como Sem Destino do Denis Hooper. A trama está ambientada numa típica cafeteria a beira de uma rodovia e num campo de trigo, numa conjunção que oferece ao leitor uma sensação que sem a arte-final de Danny Miki e as cores de Dean White não teriam o efeito desejado.

A estrada perigosa que Batman e o Duas Caras já é algo tão interessante, que Snyder se atreve a inovar com uma narrativa elíptica com saltos no tempo, que ajuda a apresentar amplamente a situação e os personagens. Duas Caras coloca um preço pela cabeça do Batman e pessoas comuns perseguem o herói de Gotham.

Assim temos uma HQ de primeira, com o melhor de Romita Jr lembrando muito a época que desenhou o Capitão América, um Scott Snyder arriscando num monólogo inovador que leva às cenas de perseguição a la Born to be Wild. A dupla parece que estão livre das ataduras dos títulos principais, jogando um pouco mais com os personagens sem preocupação com a continuidade oficial e fazendo algo enfim decente para um vilão como o Duas Caras. Esperava algo assim deste Grandes Astros e recomendo a leitura.

ALL STAR BATMAN

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