Review | Esquadrão Suicida #1 – Atire primeiro, pergunte depois (Renascimento)

Em meio as informações de um Esquadrão Suicida 2 e ainda lembrando da polêmica do primeiro filme, e das muitas análises, críticas e de todo o fenômeno sociológico que foi provocado nas redes sociais, trazemos hoje a resenha do primeiro número do Esquadrão Suicida no Renascimento DC.

Lançado na época da estreia da película no cinema, tratava de apresentar a novos leitores a equipe a priori igual ou muito similar ao filme do Esquadrão Suicida: Arlenquina (Harley Quinn), Pistoleiro (Deadshot), Rick Flag, Capitão Boomerang, Magia, El Diablo, Katana e Crocodilo (Killer Croc). Vamos analisar esta HQ que a Panini que retorna com a equipe de supervilões mais macabra e violenta da DC Comics.

Se não me falha a memória, esta é a sétima formação do Esquadrão Suicida, destaco especialmente a mítica etapa de John Ostrander, que merecia uma republicação já há um tempo. Entretanto, como um todo, a etapa recente de Adam Glass e Sean Ryan não me atraiu e apesar da Arlequina, abandonei após ler os quatro primeiros números, bem por deixar espaço e tempo a outras leituras.

Sem dúvida, reconheço que as histórias do Esquadrão Suicida sempre foi uma das minhas leituras mais rápidas, pela ação e ritmo perpetradas pelos autores. Esquadrão Suicida: Renascimento #1 é uma HQ que entretém, sem mais,  com o carisma de seus personagens característicos, desconfiança por todo os lados, com dose de violência e ação desenfreada e os métodos peculiares para solucionar os problemas.

A história começa com Amanda Waller na Casa Branca discutindo com o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, sobre a existência e o futuro do Esquadrão. Enquanto o senhor presidente que manter enclausurado o grupo e ocultá-los pelos problemas que causam, Waller segue confiando na sua ideia de seguir com um grupo de super-vilões tentando salvar o mundo, onde a Liga da Justiça e outros super-heróis não podem chegar. Consegue convencer o presidente de continuar com a iniciativa, mas com a condição da liderança da equipe seja de Rick Flag, um militar com diversas medalhas ao mérito. Enquanto Waller busca Flag, além de convencê-lo, o Esquadrão vive uma bizarra missãp na Mongólia.

Pronto chega de spoilers, como um título de transição entre os Novos 52, a Convergência e o Renascimento, o roteirista responsável, Rob Williams, oferece uma narrativa bem usual do Esquadrão, com bastante ação e com os aspectos e características do grupo. Comparando com outros números, não temos propriamente um recomeço, mas acredito que Williams vai brindar uma etapa interessante com esses caras. Digo isso mesmo pela quantidade de informações passadas em meio aos blackops de espionagem e mesmo com o uso da versão cinematográfica e seu imediatismo, vou dar uma chance ao jogo de poder que o roteirista está criando.

Para finalizar esta resenha, vou tratar brevemente da equipe artístico, composto por Philip TanAlex Sinclair, Jonathan Glapion, Sandu Florea e Scott Hanna. Tan é um artista filipino que podemos no mais recente He-Man, ou para o Batman Beyond e ficou encarregado do one-shot Suicide Squad: Rebirth #1 com seu traço ligeiramente caricaturesco e estilo animado, que para a curta apresentação está bom, mas para uma coleção regular não seria demasiado continuar. Por isso que em Suicide Squad 1 que o grande Jim Lee continua, usando seu conhecido toque e o resultado está bem melhor do que a Liga da Justiça.

Trabalho que promete, pois como um alicerce para uma casa, Lee e Williams são ótimos mestre de obras, agora aguardemos o próximo número, para compreendermos o que se espera para cada personagem ou para com o grupo inteiro.

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