Opa galera, blz ?
Hoje venho resenhar sobre a graphic novel
Batman Asilo Arkham: Uma séria casa em um sério mundo, uma publicação da
Panini, capa dura, 220 páginas, ao preço de R$60,00. Escrita por Grant Morrison
e ilustrada por Dave Mckean.

Antes de mais nada, eu devo alertar: Essa
não é uma hq convencional do Batman
. Grant Morrison, aqui praticamente desmonta
aquele batman preparado, sempre pensando um passo à frente de seus adversários,
e nos entrega um batman falho, psicologicamente inseguro e de sanidade
questionável. Afinal, seria o Batman tão louco quanto os inimigos com que ele
alimenta” o Arkham?

A trama parece bem simples: o Coringa
junto a outros pacientes do asilo, estão em posse de reféns e, como exigência,
demanda a presença do homem morcego ao local. E em paralelo a trama principal,
nós temos a origem desse curioso manicômio, através de notas do diário de
Amadeus Arkham.

O Coringa está mais insano do que nunca 

A dualidade do Duas-caras, aqui se “multiplica”

A primeira coisa que podemos notar da hq é
o clima constante de estarmos vivenciando um pesadelo. A todo o tempo a arte de
Dave Mckean (que ilustrou as capas de Sandman) nos transmite muito bem essa
sensação. Suas ilustrações e enquadramentos nos remetem ao expressionismo
alemão, passando a idéia de obscuridade e cenários soturnos. Com sua técnica de
pintura, fotografias e colagem das mais variadas formas, a história ganha um
tom completamente claustrofóbico, no bom sentido.

Um dos muitos simbolismos da HQ

Além do clima obscuro, é interessante notarmos também, como Morrison trabalha
os vilões presentes em
arkham. Suas loucuras são muito bem retratadas através de
simbologias das mais variadas formas. Simbologias essas, que aliás,
permeiam toda a história. Essa com certeza é uma hq que precisa ser lida, pelo
menos duas vezes: a primeira para vermos o desfecho da história e após, para
catar todas as referências e símbolos ocultos que Grant Morrison mescla na arte
de Dave Mckean. A trama de Amadeus Arkham não fica de segundo plano, sendo tão
importante quanto a história principal (e por vezes até se mesclando com a
narrativa principal).

Uma interpretação interessante do que seria o Arkham, de acordo com o chapeleiro maluco
Achei o espantalho pouco desenvolvido na história, mas a sua aparição é assustadora

A edição da panini ainda trás páginas e mais páginas contendo o roteiro original pensado por Morrison, (que na época idealizou a história com um robin de sobretudo e um coringa vestido de madonna !!!) concepts originais das páginas, e uma entrevista com Karen Berger, editora do selo vertigo, na época. 

Apesar do Batman estar um tanto diferente do que conhecemos para entrar no enredo da história que o Morrison queria nos contar, vale muito a pena a leitura de Asilo Arkham, por nos trazer uma interpretação diferente do que estamos habituados nas histórias mais heroicas do homem morcego.

Até a próxima, pessoal.

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