Veja a Opinião do Planeta sobre Batman – Lendas do Cavaleiro das Trevas – Alan Davis Volume 1, encadernado que reúne as edições #569-572 da revista Detective Comics, escrita por Mike W. Barr e desenhada por Alan Davis.

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Sinopse:

O Coringa rapta uma regenerada Mulher-Gato para fazê-la voltar a ser uma
criminosa. O Espantalho ataca novamente e, desta vez, retirando totalmente o
medo das pessoas. E um sequestro leva Batman e Robin a Londres, nos passos de um antigo caso de Sherlock Holmes.

Opinião:

As edições #569 e 570 reúne um miniarco em que o Coringa tenta descobrir a
identidade secreta do Batman realizando uma lavagem cerebral em Selina. Apesar do Palhaço do Crime ser preso no final, a Mulher-Gato acaba retornando a seu estado vilanesco. É o Coringa sempre deixando sua marca. Na edição seguinte, e a vez do Espantalho espalhar seu reinado de terror ao desenvolver uma nova droga numa época em que o Batman ainda não estava tão imune aos ataques psicóticos do vilão. Uma história fechada, mas bem profunda para a época, principalmente mostrando os piores temores de Bruce e Jason. Aliás, Jason Todd como o Robin ainda é um adolescente em treinamento, com um espírito mais inocente, o que o leva a tomar atitudes impensadas muitas vezes.

A última história é comemorativa dos 50 anos da revista Detective Comics e leva o detetive Slam Bradley, Batman, Robin e o Homem-Elástico (outro detetive) até Londre para desvendar um antigo caso inacabado de Sherlock Holmes que envolve seus parentes. Há um interlúdio mostrando o mesmo caso há 100 anos atrás quando Holmes e Watson tentaram resolvê-lo. Esse especial reuniu vários desenhistas clássicos como Dick Giordano, Carmine Infantino, além do próprio Davis. Uma bela homenagem ao personagem Slam Bradley que apareceu na edição #1 de Detective Comics, além de homenagear o próprio título. Uma história envolvente com mistério e suspense na dose certa. Só essa história já vale a leitura desse encadernado sensacional.

Mike W. Barr já havia feito o incrível Camelot 3000 (leia a resenha aqui) e nos
brindou com boas histórias numa época em que as situações conseguiam ser
resolvidas em poucas edições e a cronologia não era um problema tão crítico. Tramas para entreter, afinal, esse é um dos objetivos das histórias em
quadrinhos, mas também com alguns tons mais sérios. Alan Davis é um desenhista que eu aprecio muito e seus traços únicos combinaram bem com o tom mais leve dessas histórias. Um encadernado que acertou em cheio na escolha das edições. Leitura altamente recomendada.

Por Roger

 

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