Relembrando Animes – Dragon Ball GT

Pra finalizar esse “especial” Dragon Ball aqui no Relembrando Animes, eu vou falar sobre essa saga tão controversa do Anime, aquela que muitos fãs odeiam, mas que tem a abertura mais bonitinha da série. Mesmo que você não goste de Dragon Ball GT, tenho certeza que já cantou: “Seu sorriso é tão resplandecente.
Que deixou meu coração alegre. Me dê a mão pra fugir desta terrível escuridão”

O Anime estreou no Japão, também pela Fuji TV em 7 de fevereiro de 1996. Das 3 primeiras sagas, GT é a mais curta com apenas 64 episódios e ao contrário de DB Clássico e DBZ, a série GT não é baseada nos mangás (mas já vamos falar um pouco mais sobre isso), a série se encerrou em 19 de novembro de 1997. No Brasil sua estreia foi em Dezembro de 2002, na também estreia da versão brasileira do bloco Toonami do Cartoon Network. Já a Rede Globo exibiu a série a partir de Maio de 2003. Em 31 de maio de 2011 a série começou a ser exibida na Band. o Cartoon Network brasileiro exibiu a série antes do americano, que havia decidido reprisar Dragon Ball entre as fases Z e GT.

Como eu prometi ali em cima, vou falar um pouco sobre a produção do GT. Em 1995, Akira Toriyama decidiu terminar a série de mangá Dragon Ball, mas o estúdio Toei Animation achava que deveria continuar a série por mais um tempo. Enquanto a série Z estava no final da saga Majin Boo, a Toei já estava criando a equipe para a continuação. Osamu Kasai foi escolhido como diretor, Aya Matsu e Jun Maekawa como os roteiristas, enquanto Katsuhiro Nakatsuru, o criador do personagem Bardock, ficou responsável pelo desenho dos personagens. Toriyama participou com dicas iniciais, alguns desenho dos personagens, ambientes e objetos e deu o título da série. Ele disse: “GT vem da terminologia automobilística Gran Turismo. Em outras palavras, um carro rápido e eficiente. Nesse caso como teremos viagens pelo universo, GT tem o significado de Jornada Magnífica”.

Durante o desenvolvimento da história de Dragon Ball GT, os autores perceberam que no final de Dragon Ball Z, o protagonista Goku se tornou muito velho e forte para continuar a falar sobre o seu crescimento e por isso eles decidiram transformá-lo em criança novamente e enfraquecê-lo. Para Goku combater inimigos mais fortes, a Toei Animation decidiu oferecer ao público um novo estágio do Super Saiyajin, que ultrapassaria os anteriores: O Super Saiyajin 4.

10 anos após a saga Z, Pilaf, após reunir as sete Black Star Dragonballs, vê Goku adulto e diz sem pensar que era bem melhor quando o Goku era pequeno. Red Shenlong ouviu isso e achou que era esse o desejo de Pilaf. Com isso, Goku voltou a ser criança. Aí começa a saga de Goku, Pam (sua neta, filha de Gohan e Videl) e Trunks pela galáxia, a procura das Dragon Balls, com o auxílio do Radar do Dragão. Tudo andava bem até que um dia encontraram Gill, um robô comedor de metais. Esse robô comeu o radar e Goku, Pam e Trunks tiveram que levar Gill com eles, porque sem o radar não poderiam seguir em frente.

Eles foram desde planetas desertos até planetas onde vivem gigantes. Num certo dia, Goku e sua turma pararam em um planeta onde encontram Baby, um bebê de uma raça que odiava Saiyajins. Odiava por um simples motivo: os Saiyajins destruíram todo o planeta deles. Os Saiyajins eram um povo bárbaro e nômade, que invadiam planetas. Um certo dia invadiram o planeta de Baby. Esse planeta tinha uma alta tecnologia e por isso, resolveram ficar com os aparelhos, como naves, visores de combate, etc. Com isso, essa raça se extinguiu e quem sobrou foi Baby, guardado num reservatório. Um cientista decidiu tirar Baby do reservatório para ele destruir Goku e todos os outros Saiyajins. Depois de livre, Baby ficou seguindo Goku e os outros e os atrapalhando na missão deles de encontrar as sete Dragon balls universais. Baby vai à Terra e começa a lutar com Gohan e Goten. Após ter controle total sobre a Terra e sobre seus habitantes, Baby entra no corpo de Vegeta. E esse é só o começo da série GT.

Em comparação com as séries anteriores, Dragon Ball GT recebeu muitas críticas negativas, levando muitos fãs a desconsiderar GT como uma continuação canônica de DBZ. Como eu falei no ínicio do post, GT é uma série que a maioria dos fãs não aceitam. Na minha opinião, perdeu a essência do que era Dragon Ball, apesar de eu não achar a série tão ruim como a maioria diz. Vale a pena assistir mais uma vez as aventuras de Goku, mesmo não tendo o mesmo nível das outras séries.

É com um pouquinho de tristeza que termino esse Relembrando Animes, sempre é bom falar de Dragon Ball e foi um dos Relembrando que eu mais gostei de escrever. Então, como de costume, deixo a música de abertura do GT, para vocês se sentiram tão nostálgicos como eu estou me sentindo agora, para finalizar bem esse “especial” Dragon Ball: