Rebobinando – Star Wars Episódio VI – O Retorno de Jedi

“It’s a Trap”
  Finalmente depois de ter que comentar sobre o desastroso Episódio I, agora vou falar sobre um filme bom de Star Wars e um dos que eu mais gosto particularmente.
  Depois de incontáveis derrotas pro lado dos mocinhos e inúmeras perguntas deixadas no Episódio V, o episódio seguinte chega como um ponto final na jornada de nossos protagonistas, colocando pingos nos is tanto do império como da aliança rebelde, o ponto mais peculiar no enredo de O Retorno de Jedi é que não existe muito mais para ser desenvolvido nos personagens ou na história é literalmente marco final da velha trilogia e da saga (até o Episódio VII).
  O Filme começa com o resgate de Han Solo congelado em carbonita e preso no palácio de Jabba the Hutt, onde temos nossos protagonistas pondo em pratica seu plano arquitetado para o seu libertamento, primeiramente oferecendo C3PO e R2D2 como moeda de troca e logo depois usando Leia e Chewbacca, que acaba não dando muito certo pois todos são capturados até a chegada de nosso cavaleiro Jedi, (O que até hoje não entendo esse plano de ir um por vez para o palácio do Jabba e serem capturados, para no final o Luke acabar com todo mundo, mas tudo bem, relevo e entendo a sequência porque gosto muito do filme), além de todo o plano temos um novo vislumbre de Luke Skywalker agora como um cavaleiro Jedi mais experiente e mais poderoso mostrando ter absorvido bem os ensinamentos do metre Yoda sobre a força, um fato curioso de que Luke tem sua primeira aparição com um manto negro, parecendo mais um Sith do que um Jedi. O primeiro ato da obra se encerra com o sucesso da missão de resgate e a destruição de Jabba e sua estirpe perante a clássica cena do buraco do Sarlacc.
  Na sequencia temos o segundo ato em que o rebeldes estão prontos para seu golpe final no império, como dito antes, não há mais o que desenvolver agora é a conclusão da batalha, Luke já não mais procura por uma busca por si mesmo e sim por um jeito de salvar seu pai das mãos do lado negro. Uma passada rápida em Dagobah temos os momentos finais de Yoda revelando a Luke uma nova “esperança” e que ele não é o único com a força. Logo depois uma aparição rápida de Obi Wan, O Mentiroso, Kenobi revelando o já fatídico destino de Luke e seu pai.
  Já em Endor o clima do filme da uma quebrada, depois de uma sequencia extremamente bem dirigida com as cenas de perseguição com as motos num ritmo frenético, o aparecimento dos ursos fofinhos, os Ewoks (que nunca são chamados assim durante o filme) deixa o longa com um tom mais ameno e despretensioso, com a missão de destruir a base do campo de força da nova estrela de morte tendo que esperar. Justamente nesse segmento temos uma cena genial de C3PO usando uma metalinguagem para contar histórias para os Ewoks, usando as aventuras vividas pelos personagens ao longo dos outros filmes… Além da cena clássica de Luke usando a força para fazer C3PO Flutuar e enganar os ursinhos, que o consideravam um Deus. É incrível vermos que nesse filme o androide é um alivio cômico inteligente e sutil que funciona muito bem para a trilogia, ao contrário da trilogia nova onde ele é usado de forma pífia e estupida e não me façam comparar ele com Jar Jar Binks.
  É nesse momento em que a narrativa se divide em três polos principais; Luke, Vader e Palpatine na estrela da morte, Rebeldes Vs Império e Han, Leia e outros rebeldes em Endor tentando destruir o base do campo de força… Agora um ritmo mais acelerado entra em cena, como se as coisas tivessem que se resolver logo.
  O principal ponto positivo que eu destaco é a tensão em todas as cenas, como por exemplo a luta final de Luke e Darth Vader tem um peso emocional gigantesco, significativo pra o que tudo que foi a serie, enquanto o que Luke menos queria virar o que seu pai se tornou vemos sua leve caída para o lado negro onde um jogo de luzes muito bem montado, sutilmente mostrando o rosto do personagem dividido entre luz e sombras, enquanto temos uma atuação fenomenal de Ian McDiarmid como imperador, nos passando o ar de um pessoa repulsiva e manipuladora, toda hora tentando-o durante a cena de luta. Ao final sobre ameça a sua irmã, recém descoberta, nossa protagonista sucumbe ao lado negro por um breve momento descepando a mão robótica de seu pai, uma coisa muito simbólica, agora finalmente entendendo sua visão em Dagobah, nosso herói completa sua jornada não sucumbindo a tentação do imperador e o vencendo psicologicamente. Mas o titulo Retorno de Jedi não se refere ao retorno de Luke como Jedi e sim ao de Darth Vader vencendo o lado negro e se sacrificando pelo seu filho em uma cena emocionante de seus últimos momentos juntos o pai se redimi perante o filho.
  Com a destruição da nova Estrela da Morte e a derrota do imperador o mal sucumbe e os rebeldes comemoram sua conquista.
  Outro ponto que gostaria de destacar é a trilha sonora de John Williams, novamente, ele sabe exatamente quando elevar sua canção ao fundo nas cenas de batalha, você sente a tensão dos pilotos e da batalha Vader VS Luke, a progressão de suas composições juntamente com a história passam todo sentimento do filme, só elogios para suas composições icônicas.
  É um filme que gosto bastante e se tivesse que destacar um ponto negativo seriam os Eowks, algumas pessoas acham que eles não infantilizam o filme, mas sinceramente acho que poderiam ser usados raças diferentes, em minha pesquisa descobri que originalmente seriam Wookiee a raça de Chewbacca o que para mim seria muito melhor e mais factível, ainda acho um pouco os ursinhos derrotarem o império daquele jeito meio forçado.
Hayden Christensen é o [email protected]#%& 
  Em suma o Episódio VI se da como finalizador da trilogia antiga, respondendo varias perguntas deixadas nos filmes anteriores, e encerando os desenvolvimentos dos nossos protagonistas, Leia e Han enfim juntos, Luke se tornando um Jedi e a Aliança vencendo. Alguns consideram esse filme como mais fraco da trilogia, na opinião ele é um dos melhores só perdendo para Episódio V nos mostrando uma bonita redenção de Vader, um dos personagens mais icônicos do cinema.