Primeiras Impressões | Ninguém tá olhando

Como não tenho andado muito empolgada com as séries que estou assistindo e nem com os filmes (a lista é quase interminável) que tenho para assistir, hoje resolvi aceitar uma sugestão da Netflix de uma série brasileira. Ninguém tá olhando conta a história do anjo da guarda Ulisses, um angelus recém criado depois de mais de 300 anos. Uli, como prefere ser chamado, é cheio de personalidade que, insatisfeito com o quão arbitrárias são as ordens que ele recebe diariamente, decide se rebelar contra o sistema, mas as coisas não acabam do jeito que ele planejava.

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Na série criada por Daniel Rezende, Uli (Victor Lamoglia) é questionador, observador e acaba fazendo coisas que os outros angelus não fazem: quebrar regras. Chun e Greta (Danilo de Moura e Julia Rabello) são os dois angelus responsáveis pelo treinamento de Ulisses, e têm a missão de mostrar para o novo anjo como devem proteger os humanos. Destaque para a atuação destes dois atores que está bem divertida, mas não apresenta nenhuma nuance de complexidade, pois angelus devem apenas obedecer ordens e fazer relatórios dos seus dias de trabalho – talvez isso mude quando descobrirem o que Uli descobriu no fim do episódio. As regras, na verdade, são bem simples:

1- Cumprir a ordem do dia.

2 – Não aparecer para os humanos.

3 – Não proteger os humanos fora da O.D.

4 – Jamais entrar na sala do chefe.

Como sabemos que a série é uma comédia, regras serão descumpridas e a partir daí se desenrola a temporada de 8 episódios. Logo no primeiro episódio duas dessas regras são quebradas.

Ninguém tá olhando tem um humor mais ácido, de situação, que não vai te fazer dar gargalhadas no sofá, mas te fará dar alguns sorrisos com a quebra de expectativa. Chega a ser bem divertido a explicação que é dada na série para o sumiço de meias e canetas (já não sei quantas perdi ao longo da vida).

A montagem é bem divertida, sendo o cenário do quartel angelus um pouco diferente do que estamos acostumados a ver as representações do  céu dos filmes americanos. O ambiente não é desorganizado, mas não é aquele lugar branco de quase cegar os olhos como representado na série Belas Maldições ou no filme Todo Poderoso. Foi um toque de originalidade que me chamou a atenção e que gostei bastante.

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O elenco também conta com Augusto Madeira, Telma Souza, Kéfera e Projota, sendo que esses dois últimos não aparecem muito no primeiro episódio. Mirian, a personagem de Kéfera, salva um senhor que foi atropelado e solta uma frase de efeito que impactou Uli, ditando o tom mais rebelde da personagem. Uli, por ser recém criado, é um anjo que aprecia tudo o que é novo, sendo necessário um ar de inocência ao personagem. Só que essa inocência empregada pelo ator Victor Lamoglia chegou bem perto de ser pastelão, o que destoou com o tom que a série aparentemente tenta passar.

A cena final do primeiro episódio literalmente justifica o título da série  – e o nome do primeiro episódio Eita – e não sei o que esperar dos próximos capítulos. Espero que seja mantido o tom mais mordaz de comédia, e que essa atitude meio bobalhona do protagonista melhore ao longo dos episódios.

Não assista com muita expectativa ou esperando uma comédia que vai te fazer gargalhar, pois pode acabar frustrado. Ninguém tá olhando vai arrancar alguns sorrisos e plantar alguns questionamentos na mente dos mais desavisados. Não acredito que será algo marcante no audiovisual brasileiro, mas é um bom meio de se distrair com algo leve e fora do padrão.

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