Primeiras Impressões | BEASTARS

Estava em um dia sem muito o que fazer na Netflix, apenas olhando as sugestões da plataforma (quem nunca?) quando reaparece para mim um anime que havia deixado um tempo parado na minha lista para assistir depois: Beastars. Completamente despreocupada, comecei a assistir e quase que viraria a noite assistindo esse anime. Hoje venho falar para vocês leitores do Mundo Hype minhas impressões dos dois primeiros episódios da série.

A série da Netflix foi baseada em uma série de mangá japonês escrita e ilustrada por Paru Itagaki e produzida pelo Estúdio Orange. A série conta a história do lobo Legoshi, que é um estudante de uma escola onde predadores e herbívoros convivem, e que precisa lidar com seus problemas escolares, seus instintos e seus conflitantes sentimentos que passa a sentir por Haru, uma coelha anã. A série toma seu nome da classificação instituída de Beastars, um indivíduo dotado de talento enorme, serviço e notoriedade.

Quando li a sinopse, achei que seria parecido com Zootopia. Bem, parecido é só a premissa de que carnívoros e herbívoros podem viver em paz. A partir disso, as coisas tomam rumos bem diferentes. Nesses dois primeiros episódios somos apresentados a três personagens de forma um pouco mais aprofundada: Legoshi, Haru e Louis.

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Como já disse anteriormente, Legoshi é um lobo cinzento que precisa controlar seus instintos de carnívoro, lutando constantemente contra si mesmo. Ele é um estudante tímido que participa do clube de teatro e que prefere ficar nos bastidores a aparecer no palco. Ele, em uma noite, quase ataca uma coelha, sem saber ao certo quem era ela. Além disso, um de seus colegas de escola foi morto por um carnívoro, mas a morte ainda está envolta de mistérios.

Logo no início, Legoshi recebe a tarefa de pegar flores para a montagem de um cenário, e, ao ir ao clube de jardinagem, descobre que a coelha que ainda caminhava em seus sonhos/pesadelos era Haru, uma coelha anã branca, que apenas parecia inocente. Ela era conhecida na escola como uma ‘predadora de homens’, e acaba ficando encabulada ao descobrir que Legoshi não queria ser mais uma de suas ‘presas’, e si, queria apenas as flores.

Outro personagem que aparece na frente do palco e que é praticamente uma estrela é Louis, um veado vermelho, que, apesar de ser um herbívoro, quer a atenção e a adoração de todos ao seu redor, e, logicamente, o título de Beastars.

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Eu adorei o anime por mostrar personagens fora do padrão, ainda que antropomorfizados, mas que tem muitas camadas de complexidade. São personagens que não são completamente bons ou completamente maus, mas que precisam lidar no meio em que vivem de forma a ser notado, como Louis, ou ser esquecido, como Legoshi.

Outro detalhe sensacional da série que, ainda que seja em 2D com imagens sensacionais, tem sua abertura feita em stop motion, o que dá um ar de leveza e diversão à série.

Com certeza terminarei de assistir e volto para contar o que achei de Beastars.

Sobre o autor

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