Um breve resumo sobre o Festival de Angoulême de 2019

O Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême (França) teve sua 46ª edição, entre os dias 24 a 27 de janeiro de 2019. Para os amantes de quadrinhos e profissionais de mídia,  o Festival de Angoulême é um local maravilhoso, inteiramente construído para os quadrinhos. O que me surpreendeu, acompanhando por um canal europeu é a enormidade que se apresenta, pois não é só a premiação, há exibições, seminários, palestras, tudo envolvido com os quadrinhos.

Entretanto, na edição de 2019 notamos um Angoulême que tenta superar um clima de uma França que não vive um dos seus melhores momentos. O terrorismo jihadista manteve sob cerco as principais cidades francesas. Soldados armados circulam nas ruas, uma visão comum em Paris, Lyon e até em pequenas cidades como Angoulême. Além disso tiveram os protestos sociais que foram organizados contra o governo. No entanto, os esforços feitos para afastar esses problemas foram importante e a premiação aconteceu sem probelmas. Logo abaixo, temos uma lista dos premiados, lembrando que grande parte desses quadrinhos, são inéditos no Brasil.

Capa de Moi, ce que j’aime c’est les monstres

Minha coisa favorita é monstro (Moi, ce que j’aime c’est les monstres), de Emil Ferris, publicada pela Monsieur Toussaint Louverture, ganhou o prêmio Fauve d’or, como Melhor Álbum. A narrativa gráfica é um caleidoscópio imaginativo que trata de uma moça, fã de tudo que sai de monstros, e imagina ser uma lobisomem em meio às situações terríveis que vive.

Páginas da Moi, ce que j’aime c’est les monstres

O Prêmio Especial de Jurado foi para Les Rigoles de Brecht Evens, uma homenagem à vibrante noite de Paris.

“The Gullies”: as ondas ondulantes de Brecht Evens – © Brecht Evens

A melhor HQ Alternativa foi Experimentation, do coletivo libanês Samandal.

Revista libanesa“Samandal“

Villevermine Tome 1 – L’homme aux babioles, de Julien Lambert, recebeu o Fauve Polar – SNCF (Categoria policial, patrocinada pelo Serviço Nacional Ferroviário da França), que narra as investigações de um detetive particular lacônico e rabugento que tem o dom extraordinário de poder se comunicar objetos do cotidiano que foram perdidos, esquecidos ou roubados.

 

Melhor Série: Danskerde Halfdan Pisket, que narra a emigração turco-armênio para a França por meio da história de seu pai.

 

 

Gustave Doré com Les travaux d’Hercule (Os trabalhos de Hércules), publicada originalmente em 1847, venceu na categoria Patrimônio. Le Prince et la Couturière, de Jen Wang, ganhou na categoria Juventude.

Emilie Gleason.

Ted, drôle de coco de Emilie Gleason, foi premiado como Revelação.

Prêmio René Goscinny foi entregue ao veterano Pierre Christin, pelo álbum Est-Ouest, em parceria com o ilustrador Philippe Aymond. A BD relata suas viagens em ambos os lados da Cortina de Ferro, na época da Guerra Fria.

O vencedor do Grande Prêmio, o principal de Angoulême, foi Rumiko Takahashi, autora de mangás como Ranma 1/2 e Inu-Yasha.

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