Livro conta um crime no Rio de Janeiro do século 19

Um corpo amanhece em um beco, envolto em uma manta e com pequenas partes cortadas. O crime do cais do Valongo, publicado pela Malê, de Eliana Alves Cruz, é um romance histórico-policial que começa em Moçambique e vem parar no Rio de Janeiro, mais exatamente no Cais do Valongo. O local foi porta de entrada de 500 mil a um milhão de escravizados de 1811 a 1831 e foi alçado a patrimônio da humanidade pela Unesco em 2017.

A autora em sessão de autógrafos.

A história acontece no início do século 19 é uma ficção baseada em anúncios publicados no século XIX pelos jornais Gazeta de Notícias e Jornal do Commercio. A partir do anúncio do assassinato de Bernardo Lourenço Viana, conhecido comerciante nos arredores do Cais do Valongo, o livro apresenta as condições de vida no Rio de Janeiro, ainda impactado pela violência do sistema escravista brasileiro e com marcas culturais indenitárias dos povos que viriam a formar a cultura brasileira ainda bastante definidas. A história é contada por dois narradores — Muana e Nuno — que conviveram com a vítima.

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