Aniversário de 10 anos de Batman Begins! Parte 1

Heeeeeeey galera de infinitas Terras ! 

No último dia 15 fizeram 10 anos que estreava lá fora o filme Batman Begins, um reboot com Christopher Nolan e Christian Bale sobre o universo do Homem Morcego da DC! E deu certo! E sem Bat-Mamilos!

Neste filmes vimos uma versão “sombria e realista” do Cavalheiro das Trevas que revolucionou mais um pouco o mundo dos Super heróis nos cinemas. Primeiro vimos com X-Men e Blade que os super heróis nos cinemas não tinham acabado com Batman Eternamente, Geração X e etc.. O mundo do cinema viu uma obra de blockbuster arrasando quarteirões. Separei alguns trechos de críticas ao filme de 10 anos atrás, vejam conosco: 

“A história deste novo Batman começou com uma tragédia. O cineasta Christopher Nolan estava preparando uma cinebiografia de Howard Hughes, que seria protagonizada por Jim Carrey, quando ficou sabendo que Martin Scorsese estava começando as filmagens de seu O aviador (2004). Acho que não escrevi rápido o suficiente, disse o diretor de Amnésia (2000) e Insônia (2002) à revista Empire. Então eu decidi fazer um filme sobre um tipo diferente de milionário excêntrico, brinca.
A escolha de quem já havia demonstrado mão boa em filmes menores, porém de grande profundidade psicológica, não poderia ser mais acertada. Nolan, que confessa nunca ter sido leitor voraz de histórias em quadrinhos, trabalhou ao lado de David S. Goyer (roteirista dos Blade e que atualmente escreve o longa The Flash), fã desde pequeno do Cavaleiro das Trevas. O que os dois sempre buscaram foi a resposta mais próxima da realidade possível para o caminho trilhado por Bruce Wayne, desde que ficou órfão até o momento em que colocou a capa, a máscara e o cinto de utilidades.
 


[…] Mas assim como Bruce Wayne, Christopher Nolan é humano e erra (ou cede aos desejos do mercado). Há um número exagerado de vôos do Batman, provavelmente criados para vender bonequinhos que planam por aí. Há também alguns vícios hollywoodianos, como a repetição incessante da frase você precisa cair pra aprender a se levantar. Mas a verdade é que nem isso, nem a criação de uma personagem – Rachel Dawes – , que foi claramente colocada no longa para ser o interesse romântico de Bruce Wayne/Batman, estragam esta volta triunfal do Batman. Sem dúvida, o título – que pode ser traduzido livremente como Batman, o início – reflete o começo de uma lucrativa e, principalmente, promissora franquia.”

– MARCELO FORLANI – Omelete

“Como qualquer adolescente nos anos 80, eu vivi a era de ouro dos quadrinhos com títulos como O Cavaleiro das Trevas, Watchmen e Sandman chegando nas bancas regularmente. Eram quadrinhos revolucionários, com narrativas adultas e arte mais ousada. O Cavaleiro das Trevas e A Piada Mortal me apresentaram ao universo do Batman, magnificamente recontado em Ano Um, outra genial revista. Por causa disso, nunca fiquei satisfeito com os filmes antigos do personagem, para mim, os filmes do Tim Burton eram mais um exercício de estilo do diretor, em que o personagem ficava em segundo plano para o visual delirante e os vilões, sempre muito melhor explorados. Os filmes do Joel Schumacher nem contam. 


Mas Batman Begins ignora tudo o que foi feito antes e recomeça a história estabelecendo um tom muito mais próximo dos quadrinhos. Saem o “freak show” de Tim Burton e o carnaval do Schumacher, entra Christopher Nolan de Amnésia com seu estilo de narrativa não linear, mais focalizado em esclarecer a psicologia e os mitos de Batman. Bruce Wayne se torna o centro de interesse e o filme destrincha o personagem com uma avalanche de detalhes que podem pegar o espectador de surpresa. Não é exatamente o que se esperava em um blockbuster de super heróis, mas é muito bem vindo.
[…] Na minha opinião, Batman foi um filme tão bom ou superior aos da Marvel, ele respeita o universo e os personagem como os filmes dos X-Men, encanta e diverte como os do Homem-Aranha e foi mais bem sucedido em explorar os dramas e complexidade dos personagens do que o Hulk. Se o filme do Super-Homem ficar nesse patamar, a DC tem tudo para emplacar e nós, como espectadores, só temos a agradecer.”

– Ary Monteiro Jr. – Cineplayers

“[…] Dessa combinação, medo e tragédia, que a personalidade de Batman foi entalhada. Além de ser um super-herói sem superpoderes, completamente humano, todos os traços de sua psicopatia estão presentes desde a sua primeira aparição. Sua individualidade consciente é o seu elemento de assimilação. Essas características o fizeram o herói mais popular desse universo segundo pesquisa realizada pelo Discovery Channel. Seu flagelo é uma alusão as figuras dramáticas skakesperianas. Em Batman Begins (EUA, 2005) diretor Christopher Nolan utiliza-se dessa origem para construir um belo filme sobre o Cavaleiro das Trevas. Antenado com as idéias de Kane e Finger, Nolan faz uma fita autoral, mas comprometida com a realidade. O único traço que prende o personagem ao mundo imaginário é o mitológico traje. Sem ele, poderíamos identificá-lo nas dezenas de justiceiros que surgem de tempos em tempos nas páginas policiais.
Christian Bale, que interpreta Batman/Bruce Wayne, é o pilar de sustentação dos objetivos de Nolan. Sua performance é instintiva e técnica, provando de vez ser ele um dos melhores atores de sua geração. Além da busca pelo real, essa é a primeira vez que Batman é o verdadeiro protagonista. Nas outras produções, ele era colocado como coadjuvante de vilões ou situações constrangedoras.
 


[…] Batman Begins é um ótimo filme sobre o universo dos super-heróis, mas ainda precisa de alguns ajustes. Agora resta saber se o público irá preferir as versões anteriores, autorais, mas pouco convincentes, ou a concepção inicial. Até então, os filmes tem sido interpretações e variantes que infelizmente inventaram um híbrido do Morcego original. Batman Begins resgata sua linhagem e devolve a couraça original do Cavaleiro das Trevas, a mesma que vem sendo editada nos quadrinhos desde o seu surgimento em 1939. E se for pela cabeça do ator Christian Bale, os vôos do morcego deveriam ser ainda mais ousados. Ele disse que o segundo longa-metragem deveria ter duas versões do mesmo filme. Uma mantendo a proposta de Batman Begins e outra com muito mais violência e sangue, que seria direcionado para o público inteiramente adulto. Uma sugestão digna de um interno do Asilo Arkham, mas que seria a catarse de qualquer fã do Cavaleiro das Trevas.”



– Mário “Fanaticc” Abbade – Jovem Nerd

Muitos acertaram em cheio e outros apostaram mal, como o caso de Superman, O Retorno. Mas não os culpo porque apostas são apostas. Não tinham algo de concreto. Mas Batman Begins revolucionou e virou uma trilogia poderosa. Apesar de achar as cenas de ação mal coreografadas, bem lentas e robóticas, não há como não enxergar o brilho da visão “Nolísticas” do Homem Morcego que teve seu auge no segundo filme, Cavaleiro das Trevas. 

Fiquem no aguardo que vem muito mais homenagem à esta obra por ai no MN!! 

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