Grupo Record relança Rosa dos Tempos

No ano em que as mulheres foram às ruas protestar pelos mais diversos direitos, o filme da Mulher-Maravilha bateu recordes de público e de bilheteria e em que campanhas como a “me too” inundaram as redes sociais com denúncias de assédio sexual, a palavra “Feminismo” foi a escolhida pelo dicionário americano Merriam-Webster para representar 2017. No Brasil, a Festa Literária de Paraty, a mais importante do mercado editorial, teve pela primeira vez mais mulheres que homens na programação. A hashtag #leiamulheres ganhou força e grupos espalhados pelo país movimentam um dos maiores clubes de leitura, de mesmo nome, em torno de livros escritos por e para mulheres. No Grupo Editorial Record, que completa 75 anos em 2017, um grupo de editoras está liderando um dos projetos selecionados para comemorar a data: o relançamento do selo Rosa dos Tempos, criado em 1990 e que marcou época lançando por aqui clássicos do movimento feminista brasileiro e mundial, com a editora Rose Marie Muraro à frente.

O primeiro livro do selo já está pronto: “Feminismo em comum”, da escritora Marcia Tiburi, chegará às livrarias em janeiro de 2018. Durante o ano, serão publicadas oito obras. Para o primeiro semestre, já estão em produção os livros “O mito da beleza”, de Naomi Wolf; “Mamãe&Eu&Mamãe”, de Maya Angelou, e “A terra das mulheres”, de Charlotte Perkins Gilman. Para Roberta Machado, vice-presidente e diretora comercial do Grupo, o selo Rosa dos Tempos volta para atender a uma demanda de mercado identificada pelas editoras da casa.

“Começamos a notar o aumento de interesse por livros sobre feminismo, ao mesmo tempo em que as editoras de diferentes selos do Grupo Record passaram a captar projetos nessa linha, correndo para incluí-los na programação de 2018. Daí a ideia de relançar a Rosa dos Tempos: abrigar num mesmo chapéu todos esses livros, unificando melhor a comunicação, os objetivos e ideias para eventos e debates. Ficou bacana, porque montamos um modelo bem “feminino” de gestão dessa editoria. A “Rosa” é totalmente colaborativa, sem hierarquia, com editoras de perfis distintos, todas motivadas e unidas pelo objetivo que é gerar o melhor conteúdo para contribuir pro debate, sempre”, afirma Roberta Machado.

Em parceria com o Instituto Rose Marie Muraro, sediado na Glória, cada exemplar publicado pelo selo será enviado à biblioteca mantida pela instituição.

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