Não deixem o Quarteto Fantástico morrer…

Levei
uma semana pra entender… Durante a qual, fico feliz em dizer, descobri
maneiras novas para manter o quarteto na mídia… Mas aqui está o resumo: esses
caras não são super-heróis.

Sr. Shertzer.
Quarteto Fantástico: Imaginautas

Bela releitura da capa de Fantastic Four 1 por Alex Ross

Quarteto Fantástico… Os
Quatro Fantásticos… A Família Fantástica… Tantos nomes para uma mesma
equipe, a primeira super-equipe da Marvel, a revista de super-herói na qual
Stan Lee e Jack Kirby puderam estabelecer e, a partir daí, aumentar e refinar o
modo no qual eles iriam tratar este vasto universo que amamos chamado
quadrinhos. Uma revista tão icônica quanto importante, mas que está sempre
lutando pela própria sobrevivência. Por que?
Primeiramente, a culpa são
dos vários roteiristas que passaram pela revista que não conseguiram entender o
básico dos personagens. O quarteto NÃO É um grupo de super-heróis. Eles não são
os guardiões da galáxia, não são os defensores muito menos os vingadores. São simplesmente
uma família que teve o azar de, em uma viagem ao espaço, serem banhados por
radiação cósmica que alterou seu DNA e lhe deu poderes. E basicamente é isso.
Quarteto Fantástico é uma revista de uma família de um cientista e cujos
membros são poderosos. E isso é mais interessante do que parece.

Quarteto po Jack Kirby

Jonh Byrne, lendário
desenhista que, ao lado de Chris Claremont, mudou a forma como quadrinhos de super-herói
eram lidos em X-Men, era um profundo viciado em ficção cientifica. E quando ele
tomou as rédeas do quarteto, elevou o conceito deste gênero pra revista à um nível
absurdo. Tínhamos viagens temporais, troca de mentes, inteligências artificiais,
dimensões paralelas… Tudo o que Stan Lee já havia colocado na revista, só que
muito maior e melhor.
Porque, como já dito, o
Quarteto não funciona como grupo de super-heróis. Reed Richards é inteligente,
mas seu poder é se esticar, e não usar uma armadura de guerra, Susan Storm fica
invisível, um poder bem menos “apelão” de que telepatia e telecinese, como os
da Jean Grey. Por isso, as melhores histórias são justamente aquelas em que
vemos o quarteto como a ponta da lança do conhecimento, explorando uma nova dimensão
com regras e possibilidades absurdas, evitando o rompimento do tecido
espaço-temporal e, de vez em quando, evitar que uma entidade cósmica devore o
planeta.

O pavoroso filmede 2007
        
Mas talvez esta característica seja o ponto forte e o fraco
da revista ao mesmo tempo. Do mesmo modo que na mesma proporção que pessoas amam
Star Trek outras pessoas odeiam por ser muito cerebral. Isso pode afastar
alguns leitores e é a justificativa de porquê aqueles filmes de 2005 e 2007
serem tão leves e despropositados. Tentaram tornar o quarteto em um grupo de heróis
para torna-los mais populares, e falharam miseravelmente. Nesta nova versão,
aparentemente, o foco será bem mais a ficção cientifica do que a ação. Nada
mais justo.
E mesmo assim, a Marvel esta
boicotando o filme. A HQ foi cancelada, não se pode mais fazer Action Figures dos personagens… Uma decisão tão estupida quanto inaceitável. É como tentar
esconder aquilo que foi a sua gênese, a origem de tudo. Tudo isso por causa de
uma briga por direitos de imagem que, de uma forma ou de outra, evitaram a falência
da empresa no começo dos anos 2000.

Um novo filme, um novo amanhecer.

Bem, Quarteto Fantástico,
como tentei expor aqui, é um grupo singular. É um grupo único que merece ser
melhor tratado na casa das ideias. Coloquem um roteirista com a coragem de
inovar em conceitos científicos, deem a ele liberdade para viajar nestas
historias e vejam este símbolo dos quadrinhos ressurgirem das cinzas. E Não
deixem o Quarteto morrer, Não deixem o Quarteto acabar, A Marvel foi feita do
quarteto, do quarteto pra gente viajar…   

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