Mulheres que escrevem: Chimamanda Ngozi Adichie

Escritora nigeriana e feminista, Chimamanda é um sucesso de vendas com suas palavras tocantes

Olá leitores! Continuando a nossa série Mulheres que escrevem, hoje trago para vocês um pouco da Chimamanda Ngozi Adichie. Chimamanda é uma escritora nigeriana feminista que vem conquistando leitores em todo o mundo, com seus romances já traduzidos em mais de 30 idiomas. Ela nasceu na Nigéria em 1977 e aos 19 anos se mudou para os Estados Unidos para estudar comunicação e ciências políticas, na Universidade Drexel, na Filadélfia. Porém, Chimamanda logo se transferiu para a Universidade de Connecticut para ficar perto de sua irmã.

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Em 2014 Chimamanda foi convidada para se apresentar no TED Talk, e esse foi um dos vídeos mais assistidos do TED. Sua apresentação virou livro O perigo de uma história única, e parte do discurso foi musicalizado pela cantora Beyonce. Todos os livros da autora foram publicados no Brasil pela Companhia das Letras.

Seu primeiro romance, Hibisco Roxo, foi muito bem recebido pela crítica: foi indicado para o Orange Prize para Ficção em 2004 e recebeu o Prêmio Commonwealth Writers como Melhor Primeiro Livro em 2005.

Meio sol amarelo, seu segundo romance, nomeado em homenagem a bandeira da nação de Biafra, se passa antes e durante a Guerra de Biafra. Foi premiado com o Orange Prize de 2007 na categoria de Ficção. O livro também foi adaptado para um filme de mesmo título, dirigido por Biyi Bandele, estrelado pelo ator indicado ao Oscar, Chiwetel Ejiofor e por Thandie Newton, e foi lançado em 2014.

Hibisco RoxoPurple Hibiscus” – Resenha aqui

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Livro Hibisco Roxo

O primeiro romance da autora nigeriana foi publicado em 2003 no exterior e em 2011 no Brasil. O livro conta a história de da adolescente  Kambili, que mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país.
Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.

O livro mistura autobiografia com ficção, e já recebeu diversas premiações.

Meio Sol AmareloHalf of a Yellow Sun”

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Livro Meio Sol Amarelo

Lançado em 2006 no exterior e em 2017 no Brasil, Meio Sol Amarelo conta a história da guerra de Biafra. O Livro foi vencedor do National Book Critics Circle Award e do Orange Prize de ficção 2007, e foi adaptado para o cinema em 2013.

Filha de uma família rica e importante da Nigéria, Olanna rejeita participar do jogo do poder que seu pai lhe reservara em Lagos. Parte, então, para Nsukka, a fim de lecionar na universidade local e viver perto do amante, o revolucionário nacionalista Odenigbo. Sua irmã Kainene de certo modo encampa seu destino. Com seu jeito altivo e pragmático, ela circula pela alta roda flertando com militares e fechando contratos milionários. Gêmeas não idênticas, elas representam os dois lados de uma nação dividida, mas presa a indissolúveis laços germanos – condição que explode na sangrenta guerra que se segue à tentativa de secessão e criação do estado independente de Biafra.

No Seu PescoçoThe Thing Around Your Neck

Livro no Seu Pescoço
Livro no Seu Pescoço

Lançado em 2009 no exterior e em 2017 no Brasil, o livro reúne doze contos escritos por Chimamanda.

A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie vem conquistando um público cada vez maior, tanto no Brasil como fora dele. Em 2007, seu romance Meio sol amarelo venceu o National Book Critics Circle Award e o Orange Prize de ficção, mas foi com o romance seguinte, Americanah, que ela atingiu o volume de leitores que a alavancou para o topo das listas de mais vendidos dos Estados Unidos, onde vive atualmente. Ao trabalho de ficcionista, somou-se a expressiva e incontornável militância da autora em favor da igualdade de gêneros e raça. Agora é a vez de os leitores brasileiros conhecerem a face de contista dessa grande autora já consagrada pelas formas do romance e do ensaio. No seu pescoço contém todos os elementos que fazem de Adichie uma das principais escritoras contemporâneas. Nos doze contos que compõem o volume, encontramos a sensibilidade da autora voltada para a temática da imigração, da desigualdade racial, dos conflitos religiosos e das relações familiares. Combinando técnicas da narrativa convencional com experimentalismo, como no conto que dá nome ao livro – escrito em segunda pessoa -, Adichie parte da perspectiva do indivíduo para atingir o universal que há em cada um de nós e, com isso, proporciona a seus leitores a experiência da empatia, bem escassa em nossos tempos.

Americanah

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Livro Americanah

Com uma diferença menor de tempo, Americanah foi lançado no Brasil em 2014, apenas um ano depois de seu lançamento no exterior. Os direitos para cinema foram comprados por Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar, porém, ainda não há previsão de estreia.

Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.
Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo.

Sejamos Todos FeministasWe Should All Be Feminists”

Sejamos todos feministas
Livro Sejamos Todos Feministas

Publicado pela Companhia das Letras em 2015 no Brasil. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações

Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. ‘Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!’.” Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e – em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “antiafricanas” e que odeiam homens e maquiagem – começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.
Neste ensaio preciso e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade.

Para Educar Crianças Feministas – Um ManifestoDear Ijeawele, or A Feminist Manifesto in Fifteen Suggestions

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Livro Para educar crianças feministas

Publicado no Brasil e no exterior em 2017 (2017 foi o ano dela!). O livro foi baseado em uma carta escrita para uma amiga que havia pedido seu conselho de como educar sua filha como feminista.

Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

O Perigo de uma história única

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Livro O perigo de uma história única

Uma das palestras mais assistidas do TED Talk chega em formato de livro. Para os fãs de Chimamanda, e para todos os que querem entender a fonte do preconceito.O que sabemos sobre outras pessoas? Como criamos a imagem que temos de cada povo? Nosso conhecimento é construído pelas histórias que escutamos, e quanto maior for o número de narrativas diversas, mais completa será nossa compreensão sobre determinado assunto.
É propondo essa ideia, de diversificarmos as fontes do conhecimento e sermos cautelosos ao ouvir somente uma versão da história, que Chimamanda Ngozi Adichie constrói a palestra que foi adaptada para livro. O perigo de uma história única é uma versão da primeira fala feita por Chimamanda no programa TED Talk, em 2009. Dez anos depois, o vídeo é um dos mais acessados da plataforma, com cerca de 18 milhões de visualizações.
Responsável por encantar o mundo com suas narrativas ficcionais, Chimamanda também se mostra uma excelente pensadora do mundo contemporâneo, construindo pontes para um entendimento mais profundo entre culturas.

Além dos romances publicados, Chimamanda tem alguns contos publicados no Jornal New Yorker – Checking out e Apollo – e no The New York Times Book Review – A work of Fiction.

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Gostaram de conhecer um pouco mais sobre a autora? Eu gostei muito de fazer essa pesquisa e aprender um pouco mais sobre Chimamanda. Qual outras autoras vocês querem ver no site? Comentem!

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