Notícia

Livro de poemas inspirada em sítios arqueológicos é lançado pela Chiado

Serra da Capivara, Vale do Catimbau, Carnaúba dos Dantas, Pedra do Ingá, Lajedo do Pai Mateus, são sítios arqueológicos presentes no Nordeste do Brasil. Deles foram encontrados cerâmicas, pinturas rupestres e outros materiais, um precioso acervo importante para resgatar história do homem no continente americano e reconstituir a vida antes da colonização.

Foi a partir da história por trás desses achados que André Zahar identificou temas como amor, guerra, perdas, migrações, germinações, inspirações de poetas desde tempos imemoriais e se entrelaçam às histórias de cada um de nós para compor o livro Todas palavras feitas da terra publicado pela Chiado Books.

Com 172 páginas o livro foi toda escrito à mão, explorando a poética do carvão, e teve cada página digitalizada separadamente. Uma estética que vem da experiência deste itinerário pelos sítios arqueológicos. E assim vai ao encontro da própria caligrafia ao estirar no traço inquietações que vão do íntimo ao político. O livro se inspira nos sítios onde desenhos e incisões deixados na rocha por povos pré-coloniais revelam narrativas essenciais de muitas Eras. De forma análoga, a poesia de Zahar busca na vivência pessoal do tempo o que há de mais remotamente humano.

Lançamento de poesia que indicamos.

 

O AUTOR

A experiência da itinerância, com todo assombro que lhe é inerente, marca a vida e a produção de André Zahar. Como poeta e jornalista, nascido no Rio de Janeiro e hoje vivendo no Recife, faz da palavra seu instrumento de expressão vital, dando continuidade à trajetória de uma família forjada em migrações, memórias e esquecimentos, como muitas no Brasil. Sua deriva, que o levou aos sítios arqueológicos do Sertão nordestino, é, também, estética. Já participou de exposição de fotografias, composições musicais, lambe-lambes, um programa de rádio e um espetáculo de teatro em que pela primeira vez apresentou trechos de Todas palavras feitas da terra. Seu livro anterior, mafuá — autoajuda para mamutes, feito em parceria com o artista carioca Leo Sales / Szel, lançou as bases poéticas e gráficas para os demais trabalhos. Mantém um blog constantemente desatualizado:

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