Livro conta sobre danos mentais e físicos do Ayahuasca, através dos depoimentos de 43 vítimas

“Um trabalho de pesquisa de uma mãe que não quer que ninguém passe pelo desespero que a nossa família passou”. Assim BRita BRazil define o seu primeiro livro, Relatos, que será lançado pela editora Fontenelle Publicações, no dia 31 de janeiro, data do aniversário da autora, às 20h, no quiosque QuiQui, em São Conrado, no Rio, e que tem entre os sócios, Rick Amaral, filho do empresário Ricardo Amaral. Em São Paulo, o lançamento acontecerá na sexta, 15 de fevereiro, às 19h, no Espaço Cultural ‘Integra núcleo de desenvolvimento humano’, na Vila Mariana.

O objetivo de BRita BRazil é alertar à população brasileira dos perigos da bebida ayahuasca, mais conhecida como Santo Daime, uma droga natural, que contém como substância alucinógena, o DMT, ilegal na Holanda, mas comercializada no Brasil e está na lista dos ópios e dos psicotrópicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A obra surgiu após a morte drástica e precoce, em 2016, do seu filho, o baixista Rian Brito, que tinha 25 anos, neto do humorista Chico Anysio e filho do ator Nizo Neto. Segundo ela, o jovem pesquisou e como não encontrou nada que falasse sobre os efeitos colaterais, aceitou o convite do melhor amigo para experimentar. Em dezembro de 2014, teve um surto psicótico na Porta do Sol, conhecida como o Centro de Estudos Xamânicos de Expansão da Consciência.

Foram dois anos de pesquisas, diante de muita dor para nascer a publicação, que possui 43 relatos de vítimas e familiares delas, por consequência da experiência do ayahuasca e depoimentos de médicos conceituados, a opinião técnica do Delegado da Polícia Federal de Brasília, Bruno Fontenele Cabral, entre outros.

Em ‘Relatos’, BRita também mostra sua visão, após ter enfrentado com profundidade esse assunto, além de apresentar uma lista com 33 sintomas da doença, gerada pelo Ayahuasca.

Segundo ela, a escolha pela data do seu aniversário para lançar ‘Relatos’, é para reencontrar amigos e, principalmente, compartilhar a liberdade democrática de poder revelar essa pesquisa e ajudar quem clama por uma solução.

Além dessa obra, que estará à venda no site da ‘americanas.com’, a partir de 1 de fevereiro, a autora já escreveu outros seis livros, que serão publicados até 2020

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1 COMENTÁRIO

  1. Com todo o respeito à mãe do rapaz, cuja dor deve ser incomensurável, o que ela não comenta em nenhum momento é a versão oficial, da delegada Ellen Souto, que afirmou que calor e jejum podem ter causado alucinação. ‘Tudo indica que ele tenha entrado no mar e se afogado’. Fonte: http://ego.globo.com/famosos/noticia/2016/03/policia-da-detalhes-sobre-morte-de-rian-brito-neto-de-chico-anysio.html

    A dor da perda pode tê-la deixada com o entendimento ofuscado. Eu bebo ayahuasca ritualisticamente há muitos anos. Há pessoas que bebem há mais de 30 anos, sem termos conhecido pessoalmente um único caso trágico, distante disso. Como eu disse anteriormente, com todo respeito à perda dessa mãe, BRita BRazil, mas ela age como alguém que perdeu uma pessoa querida na rodovia e cria um movimento pra que ninguém mais dirija, em um movimento generalizante. Mesmo que a morte dele houvesse sido resultado de um conflito entre a fisiologia do rapaz e a ayahuasca (mas parece que morreu afogado), não se pode ouvidar os grandes benefícios que essa medicinada floresta trás. Não cabe aqui senso de julgamento, mas é preciso levar em conta a conclusão policial. Há tantos que comem arroz ou bebem café e morrem afogados, por que alguém que bebe ayahuasca e morre afogado teria, por força de uma lei natural, um tratamento diferente? É como se essa mãe estivesse enlouquecida atrás de um culpado, o que, em momento algum, nenhum dos pareceres oficiais indicam.

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