Lágrimas na chuva para Rutger Hauer

Herói. Vilão, Anti-herói. São tantas facetas para um ator como Rutger Hauer, que a sua perda foi sentida em vários níveis. Retrato dos anos 1980 como um androide que queria viver, de tantas sessões da tarde, o holandês faleceu no dia 19 de julho e nós, do Mundo Hype, queremos apresentar uma olhar para a vida deste senhor de 75 anos que nos deixou neste fatídico ano de 2019.

Não quero o ego do ator na minha frente. É por isso que tento viver quando interpreto!

É difícil resumir os talentos e habilidades de Rutger em poucas linhas, e é uma jornada que iremos trilhar pela vida deste ator, que ficou conhecido na Holanda como The Dutch Paul Newman. O único ator holandês a romper internacionalmente, Hauer marcou Hollywood dos anos 80 com seu nome batendo como o título de uma ópera de Wagner e seu frio carisma.

Nascido em 23 de janeiro de 1944 em Breukelen, numa Holanda devastada pela Segunda Guerra Mundial. Filho de um casal de atores, Arend Hauer e Teunke Hauer-Mellema, ativos no teatro amador. Depois da guerra, a família mudou-se para Amsterdã, onde Rutger e suas três irmãs foram criados por uma babá, enquanto seus pais viviam em turnê. Rebelde e travesso, preferia a rua do que a escola. Quando completou 15 anos e aproveitando que seu avô era capitão de uma escuna, foge num cargueiro da marinha mercante holandesa. E durante um ano conheceu lugares como o Paquistão, o Canadá, a Cingapura, a China e o Golfo Pérsico e a experiência o levou a se acostumar com a singularidade das diferentes culturas e o domínio da linguagem. Como seu bisavô, Hauer é daltônico, o que o impediu de continuar sua carreira como marinheiro. Após o seu regresso, frequentou a escola noturna e começou a trabalhar de bicos e na indústria da construção, sua paixão por carros e motocicletas começou neste momento.

Aos 19 anos, na Noorder Compagnie.

Em 1962, retoma os estudos teatrais em Amsterdã, mas vai servir o Exército por um curto período, retomando à dramaturgia. Sobre o período que ficou no serviço militar, há um caso bem engraçado, Hauer conseguiu convencer seus superiores de que era mentalmente inadequado e foi enviado para um local para pacientes psiquiátricos. Permaneceu lá, até convencer novamente de que os militares realmente não precisavam dele. Formado, entra numa trupe experimental que viaja o país para levar a arte do teatro para pequenas comunidades. Logo é descoberto pelo roteirista Gerard Soeteman, que terá um papel importante em sua carreira.

Em 1968 debuta no cinema, como figurante, em Monsier Hawarden, filme representante da Holanda à edição do Oscar 1969. Mas ao ser escalado para ser Floris von Rosemund, na série capa-e-espada Floris (1969), com Paul Verhoeven dirigindo e Soeteman escrevendo os capítulos, começa a ser reconhecido. A série apresentava um cavaleiro exilado e seu amigo indiano(?), querendo provar quem realmente são, e durante os 13 episódios a dupla enfrentou Senhores feudais que não queriam àquelas provas viessem a tona. Hauer, no papel-título, mostra uma facilidade para ao gênero capa e espada mais tarde explorada em outros filmes.

Cena de Louca Paixão (1973), especialmente icônica, se tornou um símbolo da Amsterdã livre e mágica naqueles dias.

Retoma ao teatro e participa como figurante para outras séries televisivas, até que Verhoeven o convida para o seu Louca Paixão (Turks fruit, 1973), considerado o melhor filme holandês do século 20. Hauer é Erik, um talentoso escultor que tem um romance tempestuoso, erótico e poético com uma linda jovem que se prostituía, interpretada por Monique van de Ven. As filmagens aconteceram em 1972 e Hauer aprendeu escultura para o papel e gastou todo seu cachê com uma motocicleta.

Michael Caine, Rutger Hauer, Sidney Poitier, e Prunella Gee em cena de Conspiração Violenta de Ralph Nelson.

De 1973 até 1975 participa de uma série para a televisão holandesa e dois filmes em língua francesa, até o Conspiração Violenta (The Wilby Conspiracy, 1975), seu primeiro filme em inglês. Com Sidney Poitier e Michael Caine, Hauer Rutger passou três meses no Quênia para as filmagens deste filme.

Verhoeven repete o casal Hauer e van de Ven em O Amante de Kathy Tippel (1975), um polêmico retrato da sociedade holandesa do século XIX, envolvendo corrupção e prostituição, o filme foi rotulado como pornográfico. Segue com mais três filmes menores, até retomar a série de Floris von Rosemund, para a TV alemã, agora com 19 episódios (1976).

Seguiu Soldado de Laranja (1977), novamente com Paul Verhoeven a frente. O filme holandês mais caro de todos os tempos que trazia a Segunda Guerra Mundial como cenário, seis jovens então descrentes, terão de decidir se aliar aos nazistas, lutar na resistência ou permanecer na clandestinidade. Um deles, Erik Lanshof prefere a liberdade e confia seu futuro ao imprevisível destino. Baseado num história real, o diretor queria um outro ator para o protagonista, mas Hauer o surpreendeu, dando uma leitura muito forte na audição. Versátil, compôs o personagem conhecendo o verdadeiro Erik, nas filmagens quase morreu devido ao uso de metal nas explosões e foi reconhecido pelas versatilidade de atuação, ao cantar e ao dançar, chamando a atenção de Hollywood.

Como Johan Nagel no filme Mistérios.

Interpretou Jean de Dunois em um filme para TV sobre Joana Darc (Heilige Jeanne, 1978) e um soldado nazista como participação especial (Pastorale 1943, 1978) antes de Mistérios, um filme de Paul de Lussanet, que Hauer conheceu numa viagem a ilha de Man, onde são feitas as filmagens. Sua interpretação do jovem Johan Nagel que chega em uma pequena cidade costeira norueguesa, que traz à tona todos os impulsos ocultos, pensamentos e sentimentos mais sombrios da população local, é assustadora, uma mistura intrigante de arrogância e humildade, virtude e depravação, sanidade e loucura, ainda mais quando se relaciona com uma moça interpretada por uma Sylvia Kristel jovem, erótica e drogada.

Antes de começar a década de 1980 faz várias pontas em filmes e séries de televisão, repete seu papel de Erik Lanshof numa minissérie (1979), ou numa ponta como um campeão de motovelocidade em Spetters de Paul Verhoeven (1980) para entrar no terreno norte-americano. Ao aceitar trabalhar em Falcões da Noite (Nighthawks, 1981) preferiu um filme menor do que uma superprodução feita por um grande estúdio, com o dobro do salário (A Esfinge, 1981), mas que demonstrasse o perigo do terrorismo internacional. Entretanto, o filme não seguiu o roteiro original, se tornando um Policial com Sylvester Stallone a frente de tudo. Curiosamente a primeira cena que Rutger Hauer filmou foi a morte de seu personagem, o vilão Heymar ‘Wulfgar’ Reinhardt, onde se feriu por duas vezes, uma delas, sob as ordens de Stallone, que mandou forçar um cabo às costas para simular a força de ser atingido. Hauer encarou o futuro Rambo, ameaçando que iria “break his balls”se voltasse a repetir. Dali em diante, as filmagens foram marcadas por dificuldades de relacionamento e a perda de sua mãe e de um grande amigo atrasam a filmagem. Retorna à Holanda, para os funerais, mas volta em poucos dias para terminar o filme. Finalizado a rodagem, Stallone sente que o desempenho de Hauer dominou o filme e mandou testar audiências, em duas versões, cada qual com mais ênfase nos personagens de Stallone e de Hauer.  Adivinhe qual versão foi melhor recebida pelo público? Isso mesmo e Stallone removeu algumas das cenas de Hauer para o que se tornaria a versão final do filme. Apesar de todo o drama pessoal e os problemas ocasionados pelo ciúme e competitividade de Stallone no set, Hauer afirmou em sua autobiografia que estava contente por ter continuado, já que este filme fez com que iniciasse uma impressionante carreira internacional. Segue Etienne de Balsan na cinebiografia de Coco Chanel (Chanel Solitaire, 1981) e o arquiteto de Adorf Hitler, Albert Speer em Inside the Third Reich (1982) antes do impactante replicante Roy Batty de Blade Runner.

Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva.”

Blade Runner, o Caçador de Androides de Ridley Scott é um marco na Ficção Científica cinematográfica. O enredo em si é um preâmbulo para o que nossa sociedade caminha, baseado no Androides sonham com carneiros elétricos?, de Philip K. Dick. Scott não teve trabalho de escalar Rutger como Nexus 6/Roy Batty, colocando no elenco sem conhecê-lo, tendo unicamente como base as performances de Hauer nos filmes de Paul Verhoeven que Scott tinha visto (O Amante de Kathy Tippel, Soldado de Laranja e Louca Paixão). O próprio Philip K. Dick considerava a interpretação de Hauer como perfeita, ainda mais quando soube que Hauer ajudou a moldar o personagem e reescreveu o discurso “lágrimas na chuva” e o apresentou para Scott no set antes da filmagem.

O icônico personagem replicante Roy Batty

Para quem não conhece o personagem Nexus 6/Roy Batty, é o líder dos replicantes rebeldes que querem ter mais tempo de vida. Os replicantes são androides construídos para trabalhar nas colônias que os humanos desenvolveram em outros planetas, têm aparência de pessoas comuns, sentimentos, se apaixonam, amam, odeiam e têm vontade própria. Acontece que são programados a viverem até um limite, quando chega o momento certo, elas desligam, como qualquer aparelho que temos hoje quando deixa de funcionar. Batty é um desses replicantes que serviu em outro planetas e de retorno à Terra forma um grupo de outros rebeldes e vão atrás de seu criador para exigir mais tempo de vida. Como terroristas os androides espalham terror pela Los Angeles do futuro. E aí que entra o caçador de androides, interpretado por Harrison Ford.

Hauer como o cínico e namorador Claude Maillot Van Horn, esposo de Theressa Russel, filha do protagonista em Eureka (1983)

Após o sucesso de Blade Runner, Hauer segue para a Inglaterra para filmar Eureka (1983), com Gene HackmanTheresa Russell, entre outros. Um garimpeiro se torna um dos homens mais ricos do mundo, compra uma ilha e forma uma família, enquanto sofre os reveses de ser milionário.

Hauer é John Tanner, na foto com sua esposa Ali (Meg Foster) que se envolvem numa conspiração nefasta que ameaça a segurança nacional em O Casal Osterman.

Primeiro filme de Hauer nos EUA, como protagonista, O Casal Osterman (1983), último filme de Sam Peckinpah que já muito doente, praticamente dirigiu com as sobrancelhas, como Rutger lembra em sua autobiografia. The Osterman Weekend atraiu grandes nomes da época como Sir John Hurt, Dennis Hopper e Burt Lancaster pela direção de Peckinpah na adaptação de um livro de Robert Ludlum.

Segue O Senhor das Águias (A Breed Apart, 1984), onde interpreta o protagonista, Jim Malden, um conservacionista que faz de tudo para proteger as águias.

“Quando você é um ator, você é como uma corda e a música toca em você.”

Ladyhawker ou O Feitiço de Áquila (1985) é daqueles filmes que marcam um período de sua vida. Para este que subscreve, foi um dos motivos de gostar tanto de fantasia e história. Ali, em tantas Sessões da Tarde, imergíamos numa história de amor como um conto de fadas. Dirigido por Richard Donner, a história trazia um jovem ladrão (Matthew Broderick) que involuntariamente se envolve com um cavaleiro (Hauer) e sua dama (Michelle Pfeiffer) que são caçados por um bispo (John Wood). Ao tomar conhecimento do passado e do segredo do casal, ele se vê determinado a ajudá-los a superar as opressões do bispo, tanto em armas quanto sob a forma de uma maldição.

Michelle Pfeiffer and Rutger Hauer in Ladyhawke (1985)
Navarre e Anjou, o lobo e a águia.

Donner tentou financiar o filme por vários anos e chegou perto de fazê-lo duas vezes, mas não conseguia, por causa das locações. Finalmente, em 1984, conseguiu a produção e falou com Hauer o convidando para o papel do maléfico capitão da guarda, pois queria um ator mais jovem para Navarre. No caso, Kurt Russell e Hauer não estava interessado no outro papel, mas expressou interesse em ser o cavaleiro. Quando Russell desistiu no início das filmagens, o diretor ligou para Rutger, que agarrou o papel com afinco, para felicidade de Donner.

No mesmo ano, faz Conquista Sangrenta (Flesh + Blood) de Paul Verhoeven, interpretando Martin, o líder de um grupo de mercenários rebeldes. O filme foi a primeira iniciativa do diretor holandês nos EUA, porém foi um martírio tanto para Paul Verhoeven como para todo a equipe artística e técnica. A produção, o baixo envolvimento dos participantes no filme e as disputas entre Verhoeven e Hauer, que depois de várias colaborações juntas começaram a discordar muito profissionalmente, transformaram a experiência Flesh + Blood nas palavras do próprio diretor em um pesadelo. Hauer tinha desempenhado dois papéis importantes naquela época (Blade Runner, Ladyhawker) e exigiu para Verhoeven que fosse o protagonista do filme, um herói para transmitir valores de honra e bravura aos americanos e aceitassem mais trabalhos daquele tipo. O diretor de Robocop recusou e daí veio o confronto entre ator e diretor, com discussões diárias que a equipe insistiu que brigassem em inglês para que pudessem entender sobre o que eram todas aquelas discussões.

Hauer e seu grupo de mercenários em Conquista Sangrenta

Mesmo com os problemas, Conquista Sangrenta é uma recriação magnífica daquela era medieval. Algo que o cinema comercial nunca teve a coragem de retratar, com tamanha dureza, amoralidade e violência. E seria a última parceria de Verhoeven-Hauer.

O cruel e sádico John Ryder de A Morte Pede Carona (1986)

A Morte Pede Carona de 1986 traz um Rutger Hauer marcante como o caronista psicopata, recusando dublês e fazendo uma performance assustadora até para o elenco. Vários atores foram escalados para o papel entre eles, Sam Elliott, Sam Shepard, Harry Dean Stanton e Terence Stamp, mas ao ler o roteiro recusaram e Hauer nem pensava em interpretar mais um vilão, mas após ler o roteiro, decidiu fazer o louco homicida.

Nick Randall de Procurado Vivo ou Morto

Após um vilão, protagoniza em Procurado Vivo ou Morto (Wanted: Dead or Alive, 1986) como Nick Randall, um ex-agente da CIA que trabalha como caçador de recompensas que acaba se envolvendo com terroristas.

Alan Arkin, Rutger Hauer, e Joanna Pacula em cena de Fuga de Sobibor (1987)

Ganhou um Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante em televisão por Fuga de Subibor (1987), de Jack Gold pela carismática interpretação de Alexander ‘Sasha’ Pechersky. Baseado em uma história real, o filme aborda a fuga de prisioneiros de um campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Sobibor, conhecido como “máquina da morte”,  um grupo de prisioneiros é temporariamente poupado para poder trabalhar no acampamento, sob condições degradantes impostas pelos oficiais nazistas. Relembrando o destino desumano de cada dia, os prisioneiros planejam o impossível.

Hauer como Andreas Kartak, baseado no personagem homônimo do livro de Philip Roth.

Em 1988, trabalha com o italiano Ermanno Olmi no premiado com o Leão de Ouro A Lenda do Santo Beberrão, interpretando um andarilho alcoólatra, que se envolve numa solitária jornada à redenção.

De volta aos EUA faz um musical da Broadway e protagoniza mais um filme de ação, Fúria Cega (1989), onde é Nick Parker, um veterano do Vietnã, que ficou cego durante a guerra. Encontrado por uma das tribos locais, que ensinaram a melhorar seus sentidos remanescentes e a habilmente empunhar uma espada. E que irá ajudar um amigo e seu filho contra mafiosos. O interessante é que Hauer aprendeu a usar a espada com um especialista na luta, realmente cego, como relatou em sua autobiografia.

Hauer com Nastassja Kinski no filme In una notte di chiaro di luna

Faz um drama In una notte di chiaro di luna (1989) sobre o problema da AIDS como um jornalista que escreve sobre a reação contra pessoas com AIDS, sem saber que ele também está infectado. Bem impactante por sinal.

Ainda em 1989 participa de mais um filme de ação Juggers – Os Gladiadores do Futuro (The Blood of Heroes), num cenário futurista parecido com Mad Max, as locações ocorrem até na Austrália, onde é o líder de uma equipe de uma forma brutal de futebol americano, o Jugging, sua performance é caricatural, devido aos clichês do gênero, um homem que age como se não se importasse com nada.

Hauer em Aliança Mortal, com Mimi Rogers ao lado e

Os anos 1990 sua carreira inclina para as séries B e as estreias diretas para videolocadoras protagonizando Aliança Mortal (Wedlock, 1991) que interpreta um fugitivo ligado a uma outra prisioneira (Mimi Rogers) com um dispositivo explosivo;

Hauer (Ben Jordan) com a lindíssima Natasha Richardon em uma cena tórrida em Sombras na Noite

Sombras na Noite (Past Midnight, 1991), um outro fugitivo que se envolve com uma assistente social (Natasha Richardson);

O Destruidor (Split Second, 1991), um detetive do futuro envolvido numa caça sobrenatural; Resgate Implacável (Beyond Justice, 1992) um ex-agente da Cia que tenta resgatar seu filho de mercenários árabes; Chantagem Fatal (Blind Side, 1993) um chantagista que aflige um casal (Rebecca De Mornay e Ron Silver); Uma Viagem ao Inferno (Voyage, 1993), casal se envolve com uma dupla de psicopatas; Fuga no Ártico (Arctic Blue, 1993), um caçador que tenta salvar um amigo.

Rutger Hauer, F. Murray Abraham, Charles S. Dutton, John C. McGinley, and William McNamara in Surviving the Game (1994)

Em Sobrevivendo ao Jogo (1994) se reúne a Gary Busey, F. Murray Abraham, Charles S. Dutton e John C. McGinley para caçar um sem teto que tentara suicidar e foi ‘salvo’ por esse grupo. Faz o rei dos vampiros Buffy, a Caça-Vampiros (1992), um monge em Nostradamus (1994)e  um famoso aviador em Amelia Earhart: The Final Flight (1994).

Retoma ao protagonismo em O Gosto Amargo da Paixão (The Beans of Egypt, Maine 1994), como um brigão da família Bean; um oficial da SS em A Nação do Medo (Fatherland, 1994)nomeado ao Globo de Ouro 1995; um cientista que cria um jovem com pele e órgãos retirados de outros homens e mulheres em Um Homem Sem Destino (Mr. Stitch, 1995) e um aventureiro espacial em Precious Find (1996). No período que vai de 1996 a 2000, Hauer participa de diversos filmes, dos mais diferentes tipos, destaco os de ficção científica Crossworlds (1996), Omega Doom (1996) e REdLIne (1997), a adaptação de uma obra de Jack London, The Call of the Wild: Dog of the Yukon (1997), o terror Pedaços da Morte (1998) e o policial Parceiros No Crime (2000).

Hauer como O Lenhador da série The 10th Kingdom (2000)

Com a virada do século continua a alternar produções menores e para o mercado doméstico e televisão com uma nova etapa em Hollywood, com importantes diretores reivindicando seus serviços. Faz uma participação especial em Smallville: As Aventuras do Superboy como Morgan Edge, um magnata da mídia relativamente simpático que adquiriu o The Daily Planet e empregou Clark Kent como jornalista de televisão para sua rede de TV;

Em 2003 participando da série Smallville.

Poderíamos ver isso em adaptações dos quadrinhos como Batman Begins (2005) ou Sin City: A Cidade do Pecado (Robert Rodriguez, 2005), interpretando o vilão Cardeal Roark.

Como Patrick Henry Roark em Sin City: A Cidade do Pecado.

Hauer como Earle, CEO da Wayne Enterprises após o assassinato de Thomas Wayne.

Hutger como vampiro Kurt Barlow.

Rutger fez o artista Pieter Bruegel, o Velho.

Interpretando o rei Frederico I do Sacro Império Romano-Germânico.

Como o frio pai do protagonista em o Ritual.

Como o caçador Van Helsing em Dracula 3D (2012)

Como Michelangelo Buinarotti.

Como Niall Brigant, líder soberano dos Stackhouse na 6ª temporada de True Blood.

Como um skald (um ex-conde) em The Last Kingdom

Em Confissões de uma Mente Perigosa (2002) faz um assassino; no remake de Salem’s Lot, A Mansão Marsten (2004) interpretando o vampiro Kurt Barlow; é o pintor Pieter Bruegel em O Moinho e a Cruz (2011); faz o rei Federico Barbarrossa no filme homônimo (2009), em O Rito (The Rite , 2011) é o pai do recém seminarista; o indescritível Drácula 3D de Dario Argento (2012), interpreta Michelangelo no bom documentário Michelangelo – Il cuore e la pietra (2012), nas séries True Blood faz o faerie Niall Brigant e em The Last Kingdom é Ravn, pai de Ragnar.

Como membro da terrível família Peach.

Embora tenha feito mais alguns papéis menores é a sua participação na série de terror Channel Zero seu último papel notável. Deixou em pré-produção 3 filmes (Viy 2, Emperor e Break)  e uma série (A Christmas Carol), antes de falecer.

‘Good guy’ or ‘bad guy’, hero or anti hero; doesn’t matter to me, what role I play, only the character have something magical.’

O Mundo Hype faz esse tributo em homenagem ao holandês errante que descobriu que viver com medo significava ser escravo e que estava além de Órion e do Portão Tannhäuser. Rutger morreu no mesmo ano que seu replicante em Blade Runner. Se chovia não sei, mas a dramática coincidência nos assombra, descanse em paz, Hauer!

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