Homem-Aranha: Em Memória da Tragédia do 11 de Setembro

11 de Setembro 2001 estava eu me aprontando para ir para
a escola (devia estar na oitava série), a televisão ligada no Dragon Ball Z
quando deu aquele intervalo forçado com a música medonha que já anunciava uma tragédia.
Mas não fazia ideia do tamanho dela. Lembro também da matéria do jornal das oito
na Tv: O dia em que o mundo parou! Um ano depois, já estava entrando no ensino
médio, colecionando mangás e vendo bastante anime, porém não lendo nada de hq Marvel
ou Dc. Passando em frente a uma banca perto da escola vi uma hq do Homem Aranha
de capa preta em memória do 11 de setembro. Juntei as moedas do bolso e comprei-a
com o seguinte pensamento: esta edição histórica valerá muito no futuro. Hoje esta
mesma edição está sendo vendida até por R$ 59,00 nos “mercenários livre”. Ainda
não está bem cotada por que acredito que todos tiveram a mesma ideia que eu.
Mas chega de historinha e vamos à revista em si.

Lançada em setembro de 2002 no Brasil, a revista custava R$ 2,50 e tinha pouco mais de 20 páginas. A coleção da Salvat de capa preta lançou não faz muito tempo.
O espetacular Homem-Aranha : de volta ao lar e Revelações (Volumes 21 e 22 da coleção respectivamente). Estas histórias vão originalmente do The Amazing Spider-Man (vol.2) 30 a 35 e depois saltam para edição 37 até a 45. E é aqui que esta história do 11 de setembro se encaixa (sendo lançada como a edição 36).
Com o roteiro de
Michael Straczynski e desenhos do John Romita Jr (ou Romitinha pros íntimos),
esta história é uma homenagem da Marvel aos mortos nos atentados das Torres
Gêmeas e mostram O dia em que todos os
heróis falharam
.  Iniciando com um
quadro de duas folhas, a história mostra as torres ao chão com o Homem-Aranha
do alto de um prédio próximo lamentando: “Certas coisas estão além das
palavras. Além do entendimento. Além do perdão”. E é através dos olhos do
amigão da vizinhança que esta história é contada.
            Mais do que uma homenagem, a hq mostra uma cena inédita
até então: os vilões Marvel (Magneto, Rei do Crime e Dr. Destino arrasados com
o atentado.

E o Dr. Destino chorando pelas vítimas. Alguns críticos não
gostaram e acharam muito forçado esta cena, apenas visando a venda das
revistas. Pode até que seja por isso mesmo, mas acredito que a história ficou
boa com esta cena. Até porque ela mostra quem eram os verdadeiros heróis
presentes durante a tragédia: os bombeiros, policiais e outros profissionais
que arriscaram suas vidas (e outros tantos que perderam) entrando nas torres
para socorrer as pessoas.

            
A hq se refere a eles sempre com as mesmas palavras que
ecoam em nossa mente: “Homens comuns…mulheres comuns.” Tal intuito das
palavras é claro: nos mostrar que pessoas comuns podem ser heróis, tornando-se
extraordinários por atos de compaixão, coragem e sacrifício.  As palavras finais também nos fazem refletir: “Erga
a cabeça”.

Mesmo em meio a tragédia, a dor, ao sofrimento o ser
humano é capaz de superar as adversidades e continuar caminhando, amando e
vivendo. Eu pessoalmente tenho uma frase que costumo dizer que encaixa com esse
final da história: “A vida é como um jogo ao vivo, mas não podemos ver o replay”.

Fica aqui a recomendação para esta história curta, mas
profunda. Uma homenagem às pessoas que tiram suas vidas ceifadas nos atentados
de 11 de setembro, bem como a suas respectivas famílias. Acredito que tal hq
tenha feito mais sucesso nos EUA devido ao seu valor sentimental e patriótico do
que no Brasil. 
Ps: A edição brasileira
tem páginas com propaganda que nos mostram o que estava em alta no ano de 2002
aqui.

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