Gustavo Ávila para o Mundo Hype

Foi com muita alegria e curiosidade pelo novo trabalho do autor de O Sorriso da Hiena (Editora Verus) que conseguimos uma entrevista pra falar sobre seu novo livro (Quando a luz apaga), em uma entrevista bem humorada, simples e direta o autor nos falou sobre seu processo de escrita, revelou futuros planos na literatura, falou sobre seu trabalho como redator e o que podemos esperar de seu novo livro e de futuros livros.

Gustavo é um escritor que tem muito a nos dizer com seus personagens carregados de suspenses e dramas pessoais, segue abaixo a entrevista que foi realizada graças a ajuda do crítico e resenhista Helder Gatti e a confiança de todos do Mundo Hype.

Desde já todos nós agradecemos ao escritor Gustavo Ávila pela entrevista e pelo carinho, seguimos atento a tudo que ele fizer e lhe dedicando todo amor e carinho.

 

 

Nesse novo projeto Quando as Luzes se Apagam, gostaria de saber o que podemos esperar, quais foram os desafios nesse novo trabalho e qual a relação dele com O Sorriso da Hiena.

A minha ideia era levantar o questionamento sobre como as coisas que sentimos na verdade são emoções construídas por outras pessoas, pela sociedade. Essa é a ideia central da história. Como tudo é uma grande farsa que a gente assume como verdade para entrar no jogo. Em relação ao O sorriso da hiena há o detetive Artur, mas só isso. Quando a luz apaga se passa antes de O sorriso da hiena.

Ainda falando sobre O Sorriso da Hiena gostaria de saber da adaptação para a televisão, já que os direitos foram vendidos pra Globo, gostariamos de saber quando essa adaptação vai acontecer ou se ainda não se tem ideia.

 

A Globo tinha um prazo de dois anos para decidir se iria fazer algo. Como o projeto não foi adiante, os direitos voltaram para mim e agora estamos atrás de uma outra produtora.

 

 

Como você enxerga o mercado nacional para este gênero de thriller? Você acha que autores como você, Victor Bonini, Raphael Montes, Claudia Lemes, criaram um nicho nacional para este gênero? As editoras estão vendo este gênero com bons olhos?

 

Acho que não foi a gente que criou, não. Tem outros autores que estão no mercado há muito mais tempo, com uma bagagem bem maior que a nossa, como o Luiz Alfredo Garcia-Roza e Rubem Fonseca, por exemplo. O que acontece é que no atual momento a gente acaba ganhando um pouco mais de destaque porque a gente está o tempo todo em diálogo com os leitores nas redes sociais, então acaba aparecendo um pouco mais. Os thrillers nunca saem de moda, né? Sempre tem algum nas mãos das pessoas.

 

 

Você já se considera um escritor, ou quando preenche formulário ainda escreve redator ou publicitário no campo profissão? Se sim, quando passou a se sentir assim?

Eu me considero um escritor, sim. Essa pergunta é daquelas doloridas de responder. Porque o que paga as minhas contas é o trabalho como publicitário. Espero que um dia seja o contrário.

 

Imagino que seu gênero de leitura favorito seja suspense. Quais seus autores favoritos? Só curte os clássicos (Agatha Christie, Conan Doyle) ou curte os novos? O que você tem lido neste gênero que tem mexido com você.

 

Na verdade meu gênero favorito não é suspense, não. Sinceramente, eu nunca pensei (e não penso) em me dedicar exclusivamente ao suspense ou policial. Acontece que essas duas histórias se encaixaram de maneira interessante no formato policial, então por isso fui por esse caminho. Mas meu terceiro livro, por exemplo, não será um policial, terá uma outra pegada. O livro que estou lendo agora é O escafandro e a borboleta, do Jean-Dominique Bauby, que também é uma pesquisa para um conto.

 

Sobre o trabalho Pá de Cal, ele foi apenas um pequeno ensaio para o livro Quando a Luz Apaga? Por que não foi disponibilizado para livros físicos?

 

Pá de cal não tem ligação com Quando a luz apaga. Quando eu estava terminando de produzir O sorriso da hiena, ainda de forma independente, eu aproveitei o tempo que tive para escrever esse conto. Agora eu pretendo escrever mais uns quatro ou cinco contos, juntar com Pá de cal e lançar como uma coletânea.

 

Gustavo pretende ficar apenas na literatura ou seria possível ver você escrevendo pra televisão ou cinema também?

Minha ideia é ficar na literatura mesmo. Mas, nunca se sabe. Vamos ver o que acontece no futuro.

 

Vi em um artigo seu na internet que uma dica importante era ter um prazo para terminar de escrever. Agora com este seu segundo livro, você trabalhou com um prazo? Editor te cobrando? Isso facilitou a escrita ou piorou o processo?

 

Não teve prazo. Eu acho que ter um prazo (que não seja muito apertado) pode ajudar a se dedicar melhor ao projeto. Embora seja cômodo ter o tempo que quiser, muitas vezes um aperto te ajuda a ter mais foco. Mas eu nunca trabalhei com prazo, em literatura, posso estar falando uma bobagem.

 

Com o livro novo poderemos esperar uma sessão de autógrafos pelas livrarias de varias cidades? (PS: Belo Horizonte tem que ser lembrada com carinho caso tenha essas sessões de autógrafos rsrsrs).

 

Eu adoraria poder ir para diversas cidades, mas eu dependo da editora ou de algum grupo de leitura para custear as passagens e hospedagem. Porque se eu tiver que arcar com esse custo fica mais difícil do que já é viver de literatura algum dia.

 

    Quais livros recomendaria para nossos leitores: Um thriller de um escritor antigo e um de um escritor contemporâneo. Um livro mais antigo de outro gênero, e um livro contemporâneo que tenha mexido com você de um gênero diferente do suspense.

 

Minha resposta não tem a ver com livros preferidos, mas os que eu gosto muito são:

O silêncio dos inocentes, Thomas Harris

Homens Elegantes, Samir Machado de Machado (thriller de espionagem com romance histórico. Sensacional.).

Homem comum, Philip Roth

Andarilhos, Rodrigo Tavares

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