Crítica | Era Uma Vez em Hollywood

Um conto de fadas Hollywoodiano

Era uma vez em Hollywood é o nono filme de Quentin Tarantino, e segundo ele, seu penúltimo filme.

Tomara Deus que isso seja só marketing, pois precisamos de muito mais Tarantino em nossos cinemas.

Era Uma Vez em Hollywood - Tarantino
Era Uma Vez em Hollywood – Tarantino

Quentin Tarantino talvez seja o diretor mais pop de Hollywood e sua biografia é extremamente conhecida. O rapaz cinéfilo que trabalhava em uma locadora de vídeos e virou diretor de cinema. Com Era Uma Vez em Hollywood, ele consegue fazer uma homenagem aos anos de ouro do cinema que ele tanto ama, mas sem deixar de lado as características Tarantinescas que todos seus fãs esperam de seus filmes.

Era Uma Vez em Hollywood conta a estória fictícia de Ricky Dalton, um ator de cinema e televisão que já não faz mais o sucesso que fazia no inicio de sua carreira e Cliff Booth, seu dublê e amigo.

Cliff Booth e Rick Dalton

A principio, o filme causa uma estranheza aos fãs do diretor, pois diferente de outros filmes do diretor onde a ação é constante e os diálogos verborrágicos, aqui temos um filme muito mais calmo, onde aparentemente não acontecem grandes fatos.

Mas, calma, pois isto não é ruim!

Era Uma Vez em Hollywood - Leonardo DiCaprio
Era Uma Vez em Hollywood – Leonardo DiCaprio

A ideia é mostrar o dia a dia de Ricky. Como ele faz testes para novos papéis, como é seu dia de trabalho, como é sua vida quando ele chega em casa.

É muito interessante ver que a vida de uma estrela de cinema às vezes se parece com a vida de um funcionário CLT, entrando as 08:00 e saindo às 17:00 hrs, após um dia de trabalho.

E para mostrar esta rotina diária, um dos grandes trunfos deste filme é seu elenco.

Leonardo DiCaprio está sensacional no papel de Ricky Dalton, um cara extremamente inseguro que acredita que seu tempo em Hollywood esteja acabando. O ator consegue passar isto para o espectador de maneira magistral. A cena com a pequena Trudie (Julia Buttters) e a cena em que ele se penaliza por esquecer os diálogos são sensacionais. Assim como as cenas onde ele interpreta o filme dentro do filme. Fica difícil imaginar outra pessoa fazendo aquele papel.

Era Uma Vez em Hollywood
Era Uma Vez em Hollywood

Ricky vive sozinho, e seu único amigo é Cliff  Booth, papel de Brad Pitt, que na verdade é seu duble em filmes de ação, mas nos momentos em que não está trabalhando, serve de faz tudo para Ricky, desde leva-lo ao trabalho como motorista, até trocar a antena de televisão de sua casa.

Era Uma Vez em Hollywood - Brad Pitt
Era Uma Vez em Hollywood – Brad Pitt

Brad Pitt também está muito bem em seu papel, e seu Cliff Booth é o lado mais misterioso do filme. Booth tem fama de ser violento, e parece ser extremamente fiel a Dalton. Mas até onde vai esta fidelidade? Quem é mesmo Cliff Booth? O que ele é capaz de fazer por seu amigo?

 

Era Uma Vez - Margot Robbins como Sharon Tate
Era Uma Vez – Margot Robbins como Sharon Tate

Em paralelo “a vida como ela é” que os dois levam, temos cenas com Sharon Tate, que mora junto com Roman Polanski na casa ao lado de Ricky. Sharon Tate é representada pela linda Margot Robbins, e nas cenas em que aparece vemos sempre uma garota linda e radiante.

Tate faz parte do núcleo real deste filme, e se você conhece a sua história, aquelas cenas que parecem jogadas e sem sentido, na verdade criam um grande clima de tensão, pois sabemos o que vai acontecer no final, e já imaginamos como aquilo será encenado no Estilo Tarantino de filmar.

Assim toda a calmaria do roteiro nos leva ao ato final, onde os personagens se cruzam com os hippies malucos liderados por Charles Mason.

A cena em que Cliff Booth leva a bela Pussycat(Margaret Qualley) ao acampamento dos hippies parece uma cena de filme de terror, e Tarantino sabe como nos deixar tensos.

Era Uma Vez em Hollywood - Os Hippies de Charles Mason
Era Uma Vez em Hollywood – Os Hippies de Charles Mason

Outros pontos que devem ser comentados são a direção de arte, que com certeza será indicada ao Oscar, pois nos leva diretamente aos anos 60 e a trilha sonora, onde mais uma vez Tarantino consegue escolher músicas antigas sensacionais.

Mas é no ato final que ele nos mostra seu estilo, entregando aquilo que esperávamos, mas ainda assim nos surpreendendo de uma maneira incrível.

Nada tinha me preparado para aquele final. Confesso que imaginei que teria cena pós credito, tão na moda ultimamente.

Quando o letreiro final aparece, é que me toquei que o Era Uma Vez do titulo não era algo gratuito.

Por incrível que pareça, após nove filmes, Tarantino conseguiu criar um conto de fadas.

Filmaço!

E você, já assistiu a este filme? Gostou ou esperava mais? O que você achou deste final?

É fã de Tarantino? Qual seu filme preferido do diretor?

Vamos conversar nos comentários.

E Não se esqueça que temos muitas outras indicações, clique aqui e conheça um pouco mais.

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