Emulando | Dynasty Warriors (PS1)

Acredito que muitos que leem esse artigo já tenham ouvido falar de Dynasty Warriors, uma série de jogos de ação histórica, da KOEI Corporation. Mas você sabia que o primeiro jogo do Dynasty Warriors era na verdade um jogo de luta? Isso mesmo, o hoje renomado sistema de combate estratégico em 3D por turnos, ambientado na história e mitologia tradicionais chinesas, tinha em seu estilo de jogo era uma reminiscência de Tekken, do Battle Arena Toshinden e de SoulEdge. Essa primeira edição é até considerada separada da famosa franquia desempenhando um papel de “spin-off reverso”.

Desenvolvido pela Omega Force para o console Playstation 1 (PS1) em 1997, Dynasty Warriors (真・三國無双, Sangoku musô) tem como personagens jogáveis os heróis guerreiros da era dos Três Reinos, um cenário que já foi usado pela Koei em outra série que produziu (Romance of the Three Kingdoms). Esses mesmos personagens seriam a base para todos os outros jogos da franquia, influenciando suas futuras encarnações.

Narrativa

Há mais de dois mil anos, estamos na China, após o fim da dinastia Han. Guerras e caos se seguem por séculos, devido a conflitos regionais, dinastias rivais e problemas burocráticos. Um grupo insurgente, os Rebeldes de Turbantes Amarelos, perambula pela China matando funcionários do governo. O atual imperador Shao é protegido por tropas criadas por nobres – mas cada nobre tem seu próprio plano de ganhar poder, formando o período dos 3 Reinos.

O jogo apresenta biografias rápidas sobre os personagens históricos importantes do período.

A narrativa do jogo baseia-se livremente no romance de Luo Guanzhong, do século XIV, Romance dos Três Reinos (三國演義), que praticamente fornece a base para todos os jogos de Dynasty Warriors.

Jogabilidade

Como um tradicional de um-contra-um, quem quer que você jogue, seu objetivo é continuar lutando contra todos no seu caminho até que seu reino seja o que governa toda a China. Quando jogamos temos dez personagens, sendo três de cada um dos três reinos (Shu, Wei e Wu) com um personagem diverso, além de 6 para desbloquear, bastante heterogênea e equilibrada, incluindo lançadores, espadachins e outras armas menos convencionais. Os personagens não parecem muito ruins e traz até um certo charme nos designs antiquados. A luta é baseada em artes marciais e armas reais (e suas táticas), em vez de focar em combos, movimentos especiais ou outros enfeites modernos de jogos de luta.

A jogabilidade consiste em quatro botões, o velho sistema de dupla guarda: dois de ataque (fraco e forte) e dois de defesa/esquiva. Há vários modos de jogo, como time atack e survival mode e personagens ocultos e secretos. Bacana, simples e divertida, dá para jogar com uma certa facilidade com todos os personagens. A luta consiste, como em Soul Edge, baseada em armas, mas em vez de serem desenhadas em um cenário ocidental, temos um cenário oriental oriental. Os gráficos realmente estão bem decentes para a tecnologia da época. Claro, não é muito avançado em comparação com o que temos hoje em dia, mas há certa qualidade no que a Omega Force desenvolveu. Além disso, os jogos da franquia Dynasty Warriors nunca foram realmente conhecidos por acompanhar as capacidades gráficas da época em que foram lançados. A trilha sonora é realmente muito boa, e o jogo em si tem um charme cativante.

Em relação ao jogo, a estratégia de ataque está em atacar o inimigo quando ele estiver vulnerável, enquanto tenta impedir que o inimigo faça o mesmo. No entanto, isso é bastante difícil, principalmente porque a CPU nos consoles de 128 bits às vezes pode nos fazer de idiota. Um dos problemas é que não tinha como salvar o jogo, a menos que entremos no menu de opções e salve o jogo sozinho. Aí tem que fazer isso toda vez que faz progresso, uma verdadeira dor de cabeça. Além disso, o jogo pode ficar bastante redundante quando desbloqueamos tudo.

No geral, é bom, mas poderia ter feito mais para superar o estado de ser um jogo de luta básico. Do ponto de vista pessoal, era um jogo de luta ambicioso, mas realmente não tinha a jogabilidade como um.

 

 

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