Drops Hype Nº 18 I “Millarworld”

Boa noite aos amigos da Mundo Hype !!!

Eu sou o Paulo Cruz e estou de volta com uma coluna sem data fixa de postagem (pintou a ideia, vai para o site).

Minha proposta é falar de tudo relacionado a “Cultura Nerd” mas de um jeito diferente; como se estivéssemos em uma roda de amigos, jogando conversa fora (sem regras e sem pesquisas mirabolantes).

Trazer conhecimento, curiosidades e abrir um espaço para trocarmos opiniões, nos divertindo falando do que realmente gostamos.

Muito se falou negativamente sobre a série da Netflix “O Legado de Júpiter”, ao ponto da plataforma de streaming anunciar o cancelamento da continuidade desta atração.

Eu esperei a poeira abaixar para dar a minha sincera opinião sobre o ocorrido….vamos lá?

Sejam bem vindos à décima oitava edição do DROPS HYPE.

Lembro da semana em que foi anunciada a estreia da série “O Legado de Júpiter” na Netflix, e a repercussão que foi gerada em todos os canais de comunicação direcionadas ao público adepto da cultura nerd.

Na sua grande maioria eram comentários ansiosos por poderem assistir a primeira produção da Netflix, com os personagens do “Millarworld” (nome dado as produções do escritor Mark Millar).

Passado a estreia e os dias posteriores a isto, a série foi massacrada pela mídia e por grande maioria das pessoas que tiveram a oportunidade de “maratonar”, ou simplesmente deram uma “olhada” (e isto foi o estopim para que a série tivesse o seu cancelamento anunciado).

Mas por que isso aconteceu?

A Netflix já tinha em seu catálogo algumas obras baseadas em super-heróis que deram um bom resultado como: Power, Origens Secretas e The Old Guard (que já estão resenhadas em nosso site), mas o atual momento que contava já com a existência de séries como “The Boys”, “Wandavision” e “Falcão e o Soldado Invernal“, foi extremamente contrário a aceitação do público pela comparação entre as produções.

É logico e notório que as produções acima já vem com um diferencial que é a história bem construída dos personagens da Marvel e a novidade que são as aventuras de “The Boys” (este exclusivamente por estar avesso às glórias e bons modos dos heróis da Marvel e DC), algo que até o momento pouco se conhecia pelo grande público do que se tratava o conteúdo de “O Legado de Júpiter” (tínhamos apenas um trailer e muita ansiedade por conhecer).

É praticamente impossível colocar em um filme ou série todo o conteúdo de uma obra em livro ou quadrinhos, e por isso toda obra desse tipo já vem com o salva-guarda “adaptação livre da obra tal”.

Mas por que não funcionou com o “Legado de Júpiter”?

Depois do anúncio de cancelamento da série, a Netflix divulgou uma nota que existia na produção um clima insatisfatório entre a plataforma de streaming e os produtores e que as ideias não tinham conexão, e que acabou resultando no cancelamento.

Me passou pela cabeça até mesmo uma “teoria da conspiração” envolvendo a Netflix e seus fiéis seguidores, que com a ajuda das mídias fomentaram a qualidade da obra dizendo que o “ritmo era lento demais”, “os efeitos eram ridículos”, “o elenco não apresentava conteúdo”…..etc.

Agora eu me pergunto: quantos desses pseudos entendedores leram a obra de Mark Millar? (e nisso eu estou englobando as duas edições de “O Círculo de Júpiter” e as duas de “O Legado de Júpiter”).

Eu particularmente me sinto lesado por não pode ver a obra completa em série e possivelmente não ver mais nenhuma obra de Mark Millar na Netflix (e olha que já tivemos notícias da produção da obra “Super Crooks”, que inclusive já tem a resenha em nosso Instagram).

Ou eu não posso mais sonhar em ver também “Nêmesis”?

Por isso encerro estas linhas com um sincero pedido: que a Netflix repense e respeite o material de Mark Millar, e que tenha mais cuidado ao escolher seus parceiros de produção, não somente visando lucros e cifras.

Respeite os fãs destas obras que estão impossibilitados de ver a continuidade das séries que esperaram anos para que isso acontecesse, e que nunca viram isso acontecer em outras plataformas (Disney plus e Amazon Prime Video).

“SALVEM O MILLARWORLD”

PS: e para vocês que acham o “Sweet Tooth” fofinho, leiam o quadrinho em que a série foi adaptada, para vocês verem que a realidade é outra (só para esclarecer, o quadrinho é para maiores de 18 anos e a série foi adaptada para 14 anos)…..o mundo dos quadrinhos não é tão doce assim !!!

E aí?….gostaram?

Deixem seus comentários, críticas e sugestões….e com base nas suas opiniões, vou postar assuntos de seu interesse e que agradem….para que continuemos nos divertindo e celebrando a amizade….conto com vocês….fuiiii !!!

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