Review | Desafio Histórico & Eu – Aposta Indecente

O marquês de Villeclaire é um homem de sorte, que tem tudo o que quer e na hora que quer devido a sua grande fortuna e prestígio na sociedade de Paris. Só não contava que toda essa sorte estava com os dias contados quando faz um aposta com um homem que está endividado até a alma e acaba herdando todas as suas dívidas, e também uma viúva. Ahn, como assim? Pois é… eu achei isso muito estranho de acabar tomando posse de uma pessoa, porém me convenci de que seria legal por talvez vir uma briga tipo cão e gato (como eu tanto gosto), e muitas farpas. E foi um pouco isso, até deixar de ser.
Louis Villeclaire realmente passa a ser “dono” de Catherine, cujo marido nunca a amou ou foi capaz de respeitá-la, e agora ela está nas mãos de um homem com essas mesmas características. Isso foi totalmente enfadonho para mim, pois esperava mais da história. Se eu fosse analisar todas as 238 páginas romanticamente, diria que odiei o livro porque Louis não tinha que um mocinho de um romance teria para acrescentar; no entanto o analisando racionalmente encontrei alguns pontos positivos.

– Não se trata de um convento. Mudei de ideia a seu respeito. É jovem e bonita, seria um desperdício escondê-la do mundo. Tenciono torná-la minha amante… por enquanto. Depois pensarei o que fazer…

A protagonista – Catherine foi o aspecto que mais abrilhantou o enredo porque sem ela seria sem graça e sem cor. Uma mocinha forte, com um histórico de vida triste, mas que mesmo assim não reclama de sua situação, mas também não fica de braços cruzados esperando tudo cair do céu, mas procura sempre uma solução para amenizar seus problemas.
Os personagens secundários – foram todo brilhantes de alguma forma. Ou pelas suas próprias personalidade ou pela função que exerciam dentro da trama. E aqui deixo registrado que a tia/ama de Louis, Mimi é uma personagem incrível, que poderia ter sido melhor utilizada pela autora durante o enredo.
Os vilões – foi uma das poucas leituras em que vi as mulheres aproveitadoras da época sendo bem descritas e envolvidas na trama de enganar o mocinho. Muito bom mesmo! Adorei o modo em que foi conduzida essa parte durante a leitura, pois às vezes os vilões só aparecem em certos momentos e logo depois desaparecem.
A narrativa em 3° pessoa – Não gosto muito desse tipo de narrativa pois acho me deixa muito deslocada dos pensamentos e sentimentos dos personagens. Realmente odeio isso! Porém a autora foi muito vivaz nos seus raciocínios e descreveu tudo muito bem.
Fundo histórico – essa foi a parte que foi mais positiva de todo o livro. Ver a Guerra da Crimeia sendo abordado foi muito instrutivo. Não vou ser hipócrita e dizer que enquanto lia sabia do que a autora estava falando. Tinha ouvido falar desse fato histórico, mas não sabia nada muito a fundo, então fui pesquisar (muito obrigada Google!). Tudo o que li foi muito interessante e saber que o mundo passou por uma transformação, e em como a autora deixou meu coração na mão com uma situação específica (não vou falar para não ser spoiler), é algo que nunca tinha passado pela minha cabeça dentro do contexto guerra x heroísmo. Adorei isso!
Então, sendo realista o livro não me agradou, mas não o considerei uma total perda de tempo. Fez o seu papel: me entreteu, deixou pontos positivos e me mostrou novamente coisas que eu já sei que não me agradam. Infelizmente a autora não fez um om trabalho, mas quem sabe na próxima não é mesmo?
É triste quando tenho que dar 3 estrelas ou menos para um romance histórico, quando na verdade eu queria dar todas as estrelas do céu por seu meu gênero favorito. E infelizmente foi isso que aconteceu com o meu primeiro livro do Desafio Literário Histórico & Eu sob o tema: Um livro ambientado no século 19.


Nota: 5 de 10 universos
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Admin – Sou a romântica desse enorme Multiverso! Livros são minha eterna paixão, HQs entraram arrombando a porta do meu coração e estão me levando a uma alegre falência… como não se apaixonar pelo Batman ou não amar o Aquaman vulgo Jason Momoa. Este é o meu mundo! Seja bem vindo a ele!