The Handmaid’s Tale foi a série mais aclamada de 2017. Ofuscando pratas da Televisão como Game of Thrones e esse mérito todo pode ser direcionado ao empenho de Elizabeth Moss em fazer o projeto acontecer com tanto afinco.

O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS DA PRIMEIRA TEMPORADA
E DO PRIMEIRO EPISÓDIO DA SEGUNDA TEMPORADA.

No final da primeira temporada, todas as Aias se rebelam contra o sistema, para evitar o apedrejamento publico de Janine. Todo do ato traz consigo uma consequência e esse primeiro episódio mostra que todas irão pagar pela rebeldia, exceto June, personagem de Elizabeth Moss.

Durante as severas punições, Tia Lydia descobre que Ofred está grávida e por estar nessa condição, será poupada do castigo, mas não da humilhação de ter que encarar todas suas irmãs aias sofrendo pelo ato comandando por ela que agora goza de sopa quente e roupa seca, enquanto suas irmãs são presas ao fogão e tem suas mãos queimadas. Tia Lydia deixa claro que June precisa se comportar ou terá um fim trágico. Nesse momento June também fica sabendo que de nada serviu o ato contra o apedrejamento de Janine, ela será enviada para a Colônia e viverá lá até definhar.

The Handmaid’s Tale

Em meio ao fardo de carregar um filho de pessoas que odeia, June recebe ajuda de Nick e consegue sair do hospital onde fez seu primeiro exame. Toda essa parte da história é contada entrecortada por flashbacks de momentos da vida de June com seu marido e sua filha.

The Handmaid’s Tale volta mostrando que todo o reconhecimento na temporada de prêmios no ano passado não foi a toa. Elizabeth Moss entrega aquele ar sofredor de June, que possui aquela faísca de esperança, pronta para o que der e vier para salvar sua pele. Todo o episódio é carregadíssimo de momentos angustiantes, passando pelas torturas de Tia Lydia até o momento final do episódio onde June se livra de todas suas amarras àquele universo imposto para as mulheres. Um dos momentos mais angustiantes é a fuga do hospital; June segue uma marca vermelha até o porão do hospital e a todo momento tememos pela segurança da personagem. A cena é extremamente bem dirigida, justamente para causar esse sentimento e recebemos um alivio ao final daquela jornada, quando percebemos que ela está prestes a fugir e se livrar completamente daquela situação.

The Handmaid’s Tale

A trilha sonora, como na primeira temporada inteira, é marcante e pontua momentos de suspense e sofrimento com cem por cento de acerto. A música da primeira cena do episódio é, praticamente, feita para aquela cena e complementa muito bem o momento que as Aias vivem, além do cenário e da fotografia que, como sempre, estão impecáveis. Em outro momento, na parte final, onde June está coberta de sangue, a música mesmo sendo mais tímida, nos coloca dentro da cena e colabora muito com o sentimento que temos durante o processo de June naquele momento.

The Handmaid’s Tale

O primeiro episódio de The Handmaid’s Tale prova que dá para manter um nível de excelência mesmo com apenas minutos. A qualidade da série, até o momento, não se perdeu na auto confiança que prêmios trazem aos produtores na maioria das vezes. Grandiosa, aterrorizante e inspiradora, a série se mantém em sua proposta inicial, mostrando que além de manter o nível, tem muito pano para queimar e continuar mostrando a saga de June sem se perder no roteiro e principalmente, nos diálogos nada expositivos

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