Gianni Versace, criador da gigante da moda que carrega seu sobrenome, foi assassinado com dois tiros na nuca em frente ao seu palácio em Miami, na Ocean Drive.

O Assassino do Designer se chamava Andrew Cunanan, um serial killer que, meses antes (até alguns dias antes) havia assassinado quatro homens com os quais se envolveu sexualmente. Com o carro da última vitima viajou para Miami, para colocar um ponto final na carreira brilhante e vida misteriosa de Versace.

O crime aconteceu em 1997, num momento de contemplação de Gianni, onde ele caminhava até o café que ficava próximo ao seu pequeno palácio em frente a praia e comprava revistas. Andrew, na época, tinha 27 anos e Versace completara 50 anos.

Existe uma bruma de mistério que permeia o caso. Andrew era um mentiroso patológico e era dissimulado. Contava histórias aos amigos e a quem quer que fosse, mas pouco era verdade. Mentia desde a infância aos gostos que possuía. Acreditava-se que ele era garoto de programa e que com o dinheiro que juntava, mantinha um padrão de vida alto. Além disso, pessoas próximas de Gianni negavam que o estilista conhecesse o rapaz, o que Andrew jurava, piamente, que era verdade.

American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace nos contará a história desde o momento onde, supostamente, vítima e algoz se conhecem, até o momento fatídico, onde Andrew atira na cabeça de Gianni.

O primeiro episódio intitulada de “The Man Who Would Be Vogue” possui os primeiros minutos mais bonitos de uma série, beirando algo parecido com Dexter (sim, calma, vou explicar). Aquele sol deixando a tela saturada, Miami fervorosa e jovem, exalando a alegria do ápice do verão, onde, em contra partida, um assassinato era premeditado à beira mar (o que me lembrou Dexter e CSI: Miami – parece piada, mas não é). Toda o mistério que a história real possui é bem empregado nesse episódio. Andrew tem um surto de dor antes de assassinar Gianni enquanto o mesmo está seguindo sua rotina de um homem que conquistou o topo do mundo.

A caracterização dos personagens é algo a ser destacado. Édgar Ramirez está impecável como Gianni Versace, escondido em baixo de um trabalho de maquiagem e cabelo primoroso. Darren Criss (de Glee, lembra dele?) é parecidíssimo com o Serial Killer (isso é um elogio?), mas não passa tão fortemente pelo processo de caracterização, não como Édgar Ramirez. E a Penélope Cruz está a personificação da irmã de Gianni, Donatella Versace baixou ali e ficou. Logo a gente nota que todo o peso dessa atuação vai roubar a cena. Voltando ao Darren Criss, quando mencionamos atuação: é surpreendente vê-lo encarnando alguém tão frio, calculista, dissimulado e perturbado. Nesse episódio o rapaz mostra que tem potencial para ser um destaque, ao lado de Penélope. E tem o bônus: Ricky Martin como o namorado oficial de Versace, sofrendo o pão que o diabo amassou na mão da impressa, polícia e cunhada.

Nesse episódio, assim como em People vs. O.J. Simpson, somos logo apresentados ao crime e tudo será contado de trás para frente, com flash foward e flash back à vontade. É instigante, desperta a curiosidade e prende atenção. Deixa você querendo mais. Principalmente por momentos em que você sente que existe algo mais nessa história, algo que precisa ficar por baixo dos panos e você é convidado para a primeira fileira de uma narrativa que pode te mostrar a quase ruína de um império que, depois daquele momento, será levado a diante, principalmente para manter o nome Versace vivo e é uma das frases marcantes desse primeiro episódio: “Enquanto Versace estiver viva, meu irmão estará vivo” – Penélope diz isso, com um sotaque carregado e concentrada em manter tudo nos eixos.

É difícil saber se essa temporada vai conseguir chegar aos pés da anterior que, em todas as premiações, consagrou Sarah Paulson e Ryan Murphy por seus trabalhos fidedignos e verossímeis. Vamos torcer.

Começou com o pé direito!

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