O melhor diretor ruim de todos os tempos

O primeiro Independence Day fez bastante sucesso graças às suas explosões, principalmente a da casa branca. Um roteiro de filme B com ótimo orçamento foi o suficiente para alavancar o filme, mas uma cena entrou profundamente na memória de qualquer um que viu o longa devido ao seu extremo nonsence. Nela, David Levinson (Jeff Goldblum, de A Mosca e que irá aparecer em Thor: Ragnarok) está podre de bêbado. Faz dois dias que os aliens atacam a Terra e tudo parece perdido. eis que seu pai surge preocupado para que ele não pegue um resfriado, palavra esta que faz evaporar qualquer efeito do álcool, e dá ao cientista a infeliz brilhante ideia de contaminar a nave mãe adversária com um vírus de computador. Esperasse que a continuação trouxesse este mesmo ar de inocência certo? Sim e não…

 

Aqui faço um pequeno adendo. Eu acredito que nem todo filme deva ser de uma complexidade e um peso que faça o expectador sair do cinema repensando em sua vida e pronto pra se tornar em um alguém melhor. É errado por exemplo dizer que o primeiro Transformers é ruim porque ele não consegue alcançar o nível de roteiro de  Neon Genesis Evangelion, por exemplo. Transformers tenta ser divertido, e consegue fazer isso, logo para o que ele se propõe, é um filme bom. O problema é quando o próprio filme tenta ser algo a mais, isso dá ao expectador mais elementos para esperar e analisar, o que pode sabotar o filme. é exatamente o que Independence Day: O Ressurgimento faz, e isso é culpa de seu diretor, Roland Emmerich.

Eu explico: O diretor alemão vêm desde O Dia Depois de Amanhã ressuscitar o gênero dos filmes de catástrofe com toda a sua pompa, destruição e lições de moral. Nada contra e ele realmente consegue dar uma boa visão para cenas de ação, mas ele falha miseravelmente quando tenta fazer o link entre o espetáculo e seu sub-texto. são tantas explosões, e elas são tão bem feitas que quando o roteiro tenta ganhar profundidade, só queremos saber da próxima cena de ação. Neste filme, Emmerich tenta dar um ar dramático para a guerra que ocorre no primeiro filme. Todo mundo perdeu alguém durante a batalha ou sofre de graves problemas psicológicos em decorrência do encontro, o que poderia ser legal se o filme se comprometesse com estes dramas, mas isso não ocorre, a próxima batalha é mais importante.

Todos os personagens antigos perdem força enquanto os novos são absolutamente desinteressantes justamente por causa desta tentativa de criar personagens profundos em um filme cujo DNA é ligado aos filmes B. Uma pena, pois o próprio roteiro brinca com os elementos trashs do primeiro filme (há boas piadas com a cena da cura da bebedeira supracitada e ao soco que Will Smith dá no alien). Se algo neste filme é melhor do que o primeiro é só a tecnologia humana, e olha que volta e meia ela cria diversos furos de roteiro inacreditáveis (Vocês tiveram 20 anos para se preparar para uma batalha e não estudou a movimentação do inimigo?). De resto, o filme até que diverte, há cenas de ação bem dirigidas, há os já manjados momentos de contra-luz ou flare que dão imponência a cenas importantes… Mas no fim, fica a sensação de que o filme fracassa ao tentar ser maior e melhor que o anterior, ao invés de simplesmente tentar ser divertido.

Como lição fica a velha máxima: nem todo filme tem que se tornar mais sombrio e realista para se tornar melhor.

REVER GERAL
Roteiro
7
Efeitos Visuais
9
Fotografia
8.5
Atuação
7
Direção
6
Trilha Sonora
7
Fundador - CEO - Designer - Líder da casa Mundo Hype! Desenvolvedor Front End, Designer e Fotógrafo. Apaixonado por cinema, viciado em séries e colecionador de HQs. Super-Heróis favoritos: Iron Man e Spider-Man.

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