Crítica – Sherlock (1ª Temporada)

 

Saudações novamente, multiversistas!Esta é a coluna Levando a Série, onde usamos cada terça-feira para falarmos brevemente sobre alguma temporada de série que nos marcou e nos prendeu, seja qual for o motivo. Já
passaram por aqui Homeland e Flash, cada uma com seus diversos episódios e
enredos entrelaçados. Hoje quem dá as caras é Sherlock, série britânica criada
em 2010 que, como o próprio nome já sugere bastante, é baseada nas célebres
aventuras do mais famoso detetive do mundo, Sherlock Holmes, publicadas entre o
fim do século XIX e primórdios do XX. A diferença se dá pela maneira com que as
histórias são abordadas, mais precisamente no tempo delas. O seriado tem um quê
mais atual, como se narrasse as aventuras do detetive na Londres atual. Elementar,
meu caro multiversista. Boa leitura.

 

Um pouco da história original

Surgido da mente de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes
encantou os seus leitores ao empregar em suas narrativas uma abordagem
interessante e metódica. Já haviam antes de Doyle excelentes contos voltados
para o mistério (vide Edgar Allan Poe), mas a figura do sujeito alto,
esquelético, entediado e acima de tudo cerebral, capaz de deduzir metade da
vida de alguém somente observando sua aparência, fisgou a todos os que o liam. Ao
todo, foram 60 histórias, divididas em 56 contos e 4 romances, que ganharam e
ainda ganham incontáveis adaptações ao longo do tempo.Um fato curioso e que
ajuda a ratificar esse fato, é que o domínio do personagem Sherlock Holmes é
público. Ou seja, se você, caro leitor multiversista, decidir escrever novas
histórias do amado detetive, não encontrará maiores problemas. Só precisará
mandar tão bem como Conan Doyle… Brincadeiras à parte, é por isso que
Sherlock Holmes tornou-se um dos mais (se não o maior) adaptados personagens de
toda a história do mundo das artes. Seja em outras obras literárias, seja no
cinema, o sucesso foi tão grande que o detetive é um dos poucos personagens
privilegiados que tiveram a honra de assumir uma fama maior de que a seus
respectivos autores. Afinal, foi Conan Doyle quem criou Sherlock Holmes? Ou
Sherlock Holmes fez a fama de Conan Doyle? Um pouco dos dois. O fato é que
muitos dos contemporâneos a Doyle acreditavam piamente que o detetive existiu
de fato. E pasme, ainda existem pessoas que acreditam. Quem dera fosse verdade,
hehe.
Outra das tantas adaptações do dono do endereço 221B Baker
Street
, está nos seriados. Atualmente, dois estão fazendo as novas gerações
conhecerem a enigmática figura, Elementary, e a pauta da postagem de hoje,
Sherlock.
Sherlock
Como dito anteriormente, a séria se foca na modernidade, o
palco das aventuras baseadas é a mesma Londres, só que atual. Então acostume-se
a encontrar Holmes e seu fiel amigo e escudeiro Dr. Watson a se utilizarem da tecnologia
para os auxiliar em suas histórias. Um dos pontos onde Sherlock merece umas
pequenas críticas está na pouquíssima quantidade de episódios por temporada. E
quando eu digo poucos, são poucos mesmo, até agora cada temporada possui apenas
três episódios. Além disso, a demora por parte da BBC, produtora da série, em
lançar cada temporada deixa os fãs (inclusive esse que vos fala) de cabelos em
pé. Para se ter uma ideia, a terceira e última temporada desenvolvida até agora
foi lançada no início de 2014. A nova temporada, no entanto, está prevista
apenas para 2016. Se fossem 30 episódios por temporada, seria até compreensível
hehe. Mas convenhamos, é muita espera para três episódios apenas. Em
contrapartida, cada episódio tem a duração de 90 minutos (isso mesmo, quase um
filme), e as histórias em si fazem toda a espera valer muito a pena.

 

O primeiro episódio, A Study in Pink, foi adaptado a partir
do primeiro romance de Sherlock Holmes de Conan Doyle, Um Estudo em Vermelho. Holmes investiga uma série de supostos
suicídios que se revelam posteriormente trabalhos de um assassino, pago pelo
arqui-inimigo de Holmes, Moriarty. Também é nesse episódio que Sherlock conhece
seu parceiro Watson.
Sherlock Holmes e Dr. Watson

 

O segundo episódio, The Blind Banker, consiste na aventura
que começa quando seu irmão, Mycroft Holmes, pouco citado nas narrativas
literárias, o convida para realizar uma investigação acerca de um assalto a um
banco, em circunstâncias misteriosas. Sua espantosa mente e capacidade de
dedução o levam a descobrir a estranha maneira que o crime foi executado, a
mesma maneira que um dos antagonistas das histórias originais de Doyle se
utiliza.
O terceiro episódio, The Great Game, marca a introdução do
próprio Moriarty na história, que obriga Sherlock Holmes a mais uma vez colocar
sua cabeça pra funcionar e resolver uma série de desafios, caso contrário,
várias bombas detonarão sobre a cidade.
O episódio tem um final surpreendente que faz quem está assistindo
querer imediatamente baixar a segunda temporada.
Moriarty, arqui-inimigo do detetive nas histórias originais

 

E você, multiversista de plantão, já assistiu Sherlock? Já
leu as histórias de Conan Doyle? Conte pra gente como foram essas experiências.
Vamos, não se acanhe, eu sei que você está doido para sugerir a sua série
favorita para o Levando a Série hehe. Um abraço, e até a próxima semana.

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