Crítica – Reign (1ª Temporada)

 

     Saudações novamente, multiversistas de plantão! Essa é a sua já conhecida coluna Levando
a Série
, um breve papo descontraído que serve para discutirmos o papel do
universo ocupado pelos seriados nesse extenso multiverso. Aqui você debate
sobre seriados marcantes, relembra seriados nostálgicos, conhece seriados
novos, enfim, tudo relacionado a esse formato que tanto nos agrada. Seguindo a
temática a qual o Levando a Série se propôs, hoje estou trazendo mais um gênero
para pôr na prateleira. Como você já viu, por aqui já passaram comédias,
suspenses, dramas, policiais, spin-offs, nacionais, séries baseadas em outras mídias e
mais (veja AQUI a lista do que já saiu de bom no Levando a Série). Sem mais
delongas, hora de adicionar mais um. Seja bem-vindo ao mundo de Reign, seriado
que mistura fantasia, romance, mistério e disputas políticas com história. Boa
leitura.

Reign (Primeira Temporada)

     O ano é 1557. Quando o Brasil ainda engatinhava em sua jornada como uma nova nação, o negócio já era bastante tenso para o lado da Europa. A jovem Mary, futura rainha da Escócia, esconde-se em um convento de freiras para a sua própria segurança, desde os nove anos de idade. Um ataque à sua segurança, já no primeiro episódio, nos mostra que a medida é justificável. Tudo isso porque Mary representa e é a principal esperança de um futuro melhor para sua nação, o que, logicamente, não é visto com bons olhos por países que não desejam isso, como é o caso da Inglaterra.
Assim sendo, não é grande surpresa a tentativa de envenenamento que ocorre
ainda nos primeiros minutos da série. Entretanto, graças ao procedimento padrão
do convento, que determinava que toda refeição servida a ela fosse provada
antes, a vida de Mary é salva. Percebendo que sua vida iria correr bastante
perigo agora, as freiras decidem mandar ela para outro lugar.

 

Rainha Mary

 

     Mary muda-se então, para a Corte Real Francesa, lugar onde mora o seu prometido
desde a infância, o Príncipe Francis, futuro rei da França. Ao chegar lá,
contudo, ela percebe que sua vida não será um conto de fadas como esperado a
princípio. Mary depara-se com uma profunda e intensa disputa política,
percebendo que seu futuro casamento nunca passou de uma aliança para beneficiar
os dois países. Mary frustra-se bastante ao perceber que seu noivo não está
interessado nela, e sim nas conveniências que a aliança irá representar para
seu povo e país.
      Para piorar, descobrimos que haverá também conspirações dentro da Corte, ou seja, não adianta lá muita coisa para a segurança de Mary ter se mudado para lá. Tudo isso porque um sujeito aliado à Rainha da França possui o dom das visões. Seu nome, Nostradamus. Nostradamus vê que o casamento de Francis com Mary causará a morte do rapaz, o que faz a
Rainha querer protegê-lo a qualquer custo, inclusive se isso representar a queda da aliança e perigos à vida de Mary.
    Como se tudo isso não bastasse, ainda encontramos um lado de mistérios e sobrenatural. Mary descobre que a lenda de uma garota com rosto distorcido vivendo no castelo não é exatamente apenas uma lenda. Além disso, há a seita misteriosa com objetivos obscuros vivendo na floresta adjacente ao castelo.

 

Mary e seu prometido, Francis

 

     É impressionante como a série consegue ser bastante semelhante a Game of Thrones (outro seriado premiadíssimo de fantasia e talvez o mais popular atualmente, veja em breve aqui no Levando a Série) sem, no entanto, ser necessariamente igual. Toda a disputa política, os casamentos por aliança, as intrigas, tudo isso você encontra nas duas séries. Troque apenas Winterfell, Rochedo Casterly e Porto Real por Escócia, França e Inglaterra.
    Outros elementos semelhantes incluem também os personagens. Uma rainha loira, disposta
a fazer tudo pelo bem de sua família, ainda que signifique passar por cima de
tudo e de todos. Lembrou alguém? Pois é, Cersei Lannister e a Rainha da França
tem isso em comum. Até mesmo a temática sobrenatural das duas séries, tais como
as estranhas criaturas (os Outros no caso de GoT e o fantasma do castelo de
Reign) e a questão da região proibida (a região além da muralha no caso da
primeira e a floresta no da segunda).
    Mas chega de comparação, vamos aproveitar as duas que é a melhor coisa que fazemos.
Afinal, ambas já mostraram ser de muitíssima qualidade e se você curtiu Game of
Thrones, muito provavelmente também gostará de Reign. Reign, aliás, tem todo um
potencial para suas futuras temporadas, com a inserção de personagens
interessantes, como o irmão bastardo de Francis, Bach, que se aproxima de Mary
e deixa o príncipe enciumado, quem diria. Além disso, há também a expectativa
causada por novos elementos e até mesmo países, como Espanha e Portugal.
     Reign lançou sua primeira temporada em 2013, temporada essa que contou com 22
episódios. Em outubro próximo sairá a terceira (esse outubro está prometendo
hein?).

 

     Mas conte aí, amigo multiversista, já ouviu falar da série ou é a primeira vez? Se
sim, dê uma chance e compartilhe aqui conosco sua opinião. Como sempre,
sugestões serão muito bem-vindas. Um abraço e até a próxima.

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