Desde que a Netflix firmou o acordo com a Marvel/Disney, foi uma sequência de acertos que inevitavelmente faria com que qualquer série produzida voltada para esse universo, que tem intuito de formar Os Defensores (que já teve as gravações encerradas), se tornasse interessante aos olhos do público. E com isso faltava introduzir o Punho de Ferro, contando a sua origem e sua caminhada para o público geral se familiarizar com o personagem. Punho de Ferro ou Iron Fist, seu nome original, foi liberado no dia 17 de março, como de costume todas ou quase todas as séries produzidas pela Netflix tem todos os episódios liberados de uma vez e com Iron Fist não foi diferente.

Com um roteiro muito singular e único e deixando a fórmula Netflix de dar sequencias aos seus episódios como se fosse uma tomada só, diferente de muitas series que tem seus vilões semanais, Punho de Ferro começa bem contido e no primeiro episódio não acontece muita coisa mostrando que a série seguiria uma pegada mais para Jessica Jones, do que Demolidor e o próprio Luke Cage, no começo a série fica mais lenta, com poucos momentos de ação e fica mais nas apresentações do personagens como Danny ou Daniel ou Punho de Ferro interpretado pelo ator (Jinn Jones), que no decorrer da série deixa claro que o maior dilema do do personagem é identificar sua verdadeira personalidade, se ele é o Danny, ou Punho de Ferro. Vemos também um personagem tentando reconquistar todo um legado de sua família, recuperar aquilo que foi inesperadamente tomado por um grave acidente e que fez com que ele tivesse o treinamento de um guerreiro  e posteriormente se torne o Punho de Ferro, coisa que a serie explora muito pouco, quase não vemos o personagem em treinamento, um dos pontos pouco aproveitado para um background tão rico e que tem muito a ser explorado, posso estar me precipitando em querer isso já na primeira temporada, mas ficou com a impressão de que poderia ser melhor aproveitado.

Conhecemos também personagens que poderiam ser facilmente removidos da série ou que poderiam ter aparecido menos na série, personagens como Ward Meachum interpretado por (Tom Pelphrey),  personagem sem relevância para o enredo, em contra ponto podemos ver sua irmã Joy Meachum (Jessica Stroup), que tem belas atuações e contrapõe muito bem ao Danny e tem que certamente tem espaço garantido na segunda temporada de Punho de Ferro, ao decorrer da série podemos rever a enfermeira da noite a Claire Temple (Rosario Dawson) sempre sendo o elo de ligação nas series do universo Marvel/Netflix, mas a melhor atuação e que faz a serie ganhar peso é da Colleen Wing interpretada pela (Jessica Henwick) que provavelmente se tornara a Tigresa Branca no universo Marvel, no contexto geral, a série agrada e não foge daquilo que queremos ver, luta, uma história bem contada e que leve a algum lugar.

Um ponto negativo são as cenas de lutas do personagem principal, não consegui enxergar peso, parecem mais coreografias de dança e não dá pra sentir que realmente os golpes tem força no impacto. Fora isso não podemos negar o fato que a Netflix entregou um bom material, um vilão bem desenvolvido e bem ocultado, soube explorar bem o tentáculo e introduziu melhor do que em Demolidor que vimos só a ponta do que essa organização é.

Se você  gosta de uma boa diversão e curte super-heróis é uma boa pedida maratonar essa serie que no contexto geral é muito boa e logo poderemos ver esse Punho de Ferro em ação novamente em Os Defensores, é isso ai, o Multiverso News recomenda Punho de Ferro, se não assistiu, assista, tire suas próprias conclusões. Um abraço e até mais.

REVER GERAL
Roteiro
8
Efeitos Visuais
9
Fotografia
8
Atuação
7
Direção
7
Trilha Sonora
8

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