Amanhã, dia 17 do 06 de 2016, estreia a 4° temporada de OITNB (lembrando que a Netflix costuma disponibilizar todos os episódios de uma vez só), então hoje vamos falar sobre as três primeiras temporadas dessa série, antes de finalmente poder conferir o que vem por aí nessa nova temporada.

Orange Is the New Black, é uma série americana de comédia dramática criada por Jenji Kohan (mesma criadora da série Weeds)é uma série original da Netflix, produzida pela Tilted Productions em associação com Lionsgate Television, é baseada no livro de Piper Kerman, “Orange Is the New Black: My Year in a Women’s Prison”, que aborda sua experiência na prisão. A primeira temporada foi lançada no dia 11 de Julho de 2013 e antes disso a segunda já tinha sido encomendada, essa foi lançada em 6 de junho de 2014 e a terceira dia 12 de junho de 2015. No dia 05 de Fevereiro de 2016 a Netflix renovou a série por mais 3 temporadas (quinta, sexta e sétima) ainda sem datas de lançamento.

A série conta a história de Piper, uma jovem de classe média alta e com uma vida bastante comum ao lado do namorado Larry, ela acaba sendo sentenciada a pouco mais de um ano de prisão por causa de algo ocorrido muitos anos antes, quando ela namorava a traficante de drogas Alex. A trama passa a contar o dia a dia não só de Piper, mas de todas as detentas de Litchfield (nome fictício do presidio de segurança mínima aonde se passa a série).

A Primeira Temporada da série mostra a chegada e adaptação de Piper na prisão e seu reencontro com a ex-namorada Alex Vause lá mesmo, em Litchfield e sempre intercalando com flashbacks do seu passado para que possamos saber como elas se conheceram e também sobre seu relacionamento com Larry Bloom, seu noivo. A temporada vai apresentar como funciona a divisão das detentas na prisão em grupos, o fanatismo religioso de Pennsatucky, o relacionamento de Daya uma das detentas com Bennett, que é um dos guardas da prisão, Crazy Eyes e sua obsessão por Piper, e Red (minha personagem preferida) como chef de cozinha, e do contrabando dentro da prisão.

A segunda temporada começa com Piper transferida temporariamente para uma prisão de segurança máxima em Chicago para depor sobre seu caso. Já em Litchfield temos a chegada de Yvonne “Vee” Parker, uma aliciadora de menores que cuidou da divertida Taystee (mais uma das detentas), quando adolescente. Com algumas passagens pela prisão no currículo, Vee retorna disposta a reconquistar a posição de “manda-chuva”. Ou seja, se o território já estava nebuloso com o poder das latinas na cozinha e o exílio de Red, só piorou com a chegada de Vee.

A maternidade é o grande tema da terceira temporada, tanto o efeito que as mães tiveram na vida das detentas, quanto o que a experiência de ser mãe mudou seu presente e futuro. O destaque, claro, está em Daya, que está quase dando a luz ao filho que terá com o guarda Bennett, mas que quase todos acreditam ser fruto de um estupro cometido por George Mendez, também conhecido como Bigode (outro guarda da prisão), o qual inclusive foi preso por esse motivo.

Orange is The New Black poderia ser simplesmente a história de uma menina de boa família que tem que cumprir algum tempo de pena na cadeia por um erro cometido no passado, mas a série original da Netflix é mais do que isto. Episódios complexos que misturam humor e drama contam a verdadeira história por trás de um presídio feminino nos EUA. E é esse o melhor da série que é riquíssima em diversidade, tanto de cor e aparência física das mulheres, quanto de orientação sexual (e até de gênero, pois uma das personagens é um homem transexual, que vive dentro da cadeia junto com as demais detentas), classe social e religiosidade. Todas as personagens se destacam tanto por suas personalidades, suas loucuras, seus ideais e tantas outras coisas que se encaixam perfeitamente com cada uma das atrizes que as interpretam.

Pra mim o grande destaque da série é esse, mostrar o dia a dia dessas detentas, como elas são e porque foram parar ali (no decorrer da série vários flashbacks com as histórias de cada uma mostra o passado delas), a grande maioria por tráfico de drogas, mas algumas por fraude em cartão, a Red por envolvimento com a Máfia Russa e a Irmã Jane, uma freira presa por invasão. A série sabe ser engraçada na medida certa e com um toque de drama que se encaixa perfeitamente naquele ambiente e por tudo o que essas mulheres tem que passar. A personagem que eu menos gosto na série é justamente a principal, Piper. Diferente das outras, ela não consegue se destacar, tanto que conforme a série vai se passando, ela deixa realmente de ser o destaque, até porque cada uma das outras personagens merece um foco grande.

A abertura de OITNB é comprida, mas é incrível. Todos os rostos que aparecem são de detentas de verdade e a música é bem contagiante e te deixa no clima da série. Se você ainda não assistiu esse seriado, aproveita que vai começar a nova temporada e corre assistir, tenho certeza que você não vai se arrepender. Para finalizar, então deixo a abertura para vocês conferirem:

REVER GERAL
Nota
8.5

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