Crítica – Homeland (1ª Temporada)

 

Salve,
multiversistas de plantão! É com muito orgulho que o Multiverso News lança mais
uma coluna para falarmos desse mundão nerd que tanto nos agrada. Com vocês, o
Levando a Série! Como o próprio nome sugere, a nova coluna abordará os assuntos
relacionados aos seriados que tanto curtimos. Falaremos dos dramas, das
comédias, dos suspenses e aventuras que esse formato nos proporciona. De séries
famosas a desconhecidas, de séries terminadas/canceladas a atuais, de séries
extensas a séries com apenas alguns episódios, sejam bem-vindos ao universo
ocupado pelas séries no nosso querido multiverso. A ideia é trazer a cada
terça-feira um review de temporada, episódios, personagens ou acontecimentos
que marcaram e ainda marcam nossas vidas. Por isso, caro leitor, sinta-se à
vontade para sugerir sua série favorita, aquela que você gostaria de ver aqui
no Multiverso. Sua participação será sempre bem-vinda.
Mas
por que gostamos tanto de séries? Alguns apontam como principal motivo a
identificação com os personagens. Outros curtem a diversidade de títulos
existentes, dos mais variados gêneros. Claro que tudo isso só estimula nossa
vontade de acompanhar, mas em minha opinião, o fator-chave está no fato de
estar um passo adiante de filmes e outros formatos. O filme, por melhor que
seja, é apenas aquilo e acabou. É um tiro curto. Os seriados, com seus vários
episódios e ainda com a possibilidade de novas temporadas, nos proporcionam um
novo nível de acompanhamento, uma complexidade nova, complexidade essa que justamente
nos possibilitam identificarmos com determinado personagem ou não, acompanhar
diversas tramas num mesmo período, e outros fatores que não seriam possíveis em
uma mídia mais curta.Está bem aí, em minha opinião, o motivo do sucesso de
Game of Thrones, por exemplo. Toda a complexidade dos livros não poderia ser
devidamente representada em um filme de poucas horas. Mas, quando se trata de
gostos, vale a máxima de que não se discute. Tudo é relativo. Mas podem ser
aproveitados. Porque não deixamos a relatividade com Einstein, e partimos pra
curtir as séries, os filmes, os livros, ou o que for? Ganhamos muito mais dessa
forma. E para inaugurar com chave de ouro o nosso já querido Levando a Série,
trago para vocês o review da primeira temporada de Homeland, série
estadunidense premiada que estreou em 2011. Boa leitura.

 

Homeland

Homeland
(Segurança Nacional, no Brasil) é uma série baseada em outra série israelense,
menos conhecida. A própria Homeland, apesar de bastante premiada, era
relativamente desconhecida em terras tupiniquins, antes de entrar na
programação da Rede Globo, em 2014. Trata-se de outra das histórias que
envolvem a relação entre o Ocidente e o Oriente Médio, com todas as suas
disparidades, tais como cultura e religião, alimentados ainda mais com a ameaça
do terrorismo.

 

A série, desenvolvida por Howard Gordon e Alex Gansa
(Arquivo X e 24 Horas), tem como protagonistas a instável Carrie Mathison
(Claire Danes) e o Sargento Nicholas Brody (Damian Lewis). Carrie é uma agente
da CIA que recebeu no Iraque a informação de que um prisioneiro de guerra
estadunidense foi convertido para o lado da Al-Qaeda. Inicialmente, ela não
encontrou muito significado pra aquilo, até ser informada, dez meses depois,
que o soldado Nicholas Brody, dado como morto há oito anos, foi resgatado
durante uma operação.

 

Inicia-se aí, a luta solitária de Carrie para manter Brody
sob intensa vigilância, pois acredita que ele é o tal prisioneiro de guerra
convertido, e representa uma grande ameaça para a segurança nacional. Brody, no
entanto, é recebido por todo o país como um herói. Além disso, conhecemos o
fato de Carrie tomar remédios anti-psicóticos de maneira controlada. Com isso,
não só os poucos aliados de Carrie, como também nós que assistimos passamos a
nos perguntar se ela vive na posse de suas plenas faculdades mentais. Você
frequentemente passa a se perguntar se Brody realmente se tornou um terrorista
perigoso ou se tudo não passa de coisa da cabeça de Carrie. Além disso, dramas
paralelos como a readaptação de Brody à sua vida de antes, seu relacionamento
com sua mulher Jessica (interpretada pela brasileira Morena Baccarin), com seus
filhos e “amigos” e outras surpresas que a série nos reserva só contribuem para
melhorar a trama.
Algumas cenas da primeira temporada: 

 

 

 

A série já está indo para a 5ª temporada, cada uma
arrematando diversos prêmios, destacando-se o Emmy de Melhor Série Dramática. E
não é pra menos. Se você tinha dúvida entre assistir ou não, dê uma chance e
nos conte o que achou. Já assistiu? Nos diga o que foi que você mais gostou em
Homeland.
E claro, caro leitor, não deixe de sugerir aquela série que você
curte, em breve ela estará aqui no Multiverso News. Um abraço, e até a próxima!
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