Saudações multiversistas, o Levando a Série de hoje está trazendo a primeira temporada

daquela que talvez seja a série mais popular da atualidade, a super adaptação
televisiva da série literária do nosso amigo (ou não) George R.R. Martin,
Guerra dos Tronos! Para você que ainda não deu chance para a série seja qual
for o motivo, tome vergonha nessa cara e conheça logo! Boa leitura.

Game of Thrones (Primeira Temporada)

Antes de mais nada, a primeira coisa que temos que levar em consideração é um fato
que já foi dito aqui: Game of Thrones trata-se da adaptação de uma série
literária. Não querendo entrar na eterna discussão de qual formato é o melhor,
é inegável que os livros são sempre mais detalhados, ainda mais se tratando de
uma obra que ostenta aproximadamente 700 páginas por livro. Não que a série
seja ruim, muito pelo contrário, mas se você nunca entrou em contato com
nenhuma das mídias de Guerra dos Tronos e deseja conhecer melhor esse mundo,
recomendo primeiramente a leitura, depois a adaptação. Em minha opinião, tal
forma estimula a melhor experiência e aproveitamento da obra. Mas como cada
caso é um caso, você pode não curtir ler um livro de tal tamanho, então
aproveite o seriado, ele foi muito bem representado, diga-se de passagem.
Apenas gostaria de deixar claro que tudo o que a série nos mostra é melhor
explicado nos livros, e compreensão em uma obra de tamanha complexidade é
fundamental. Confesso que até lendo os livros essa complexidade complica um
pouco hehe. No mais, bom proveito.

 

George R.R. Martin, autor da épica série

 

Game of Thrones se passa majoritariamente em um continente conhecido como Westeros. Nele, o sistema que rege todo o território consiste em um velho conhecido nosso, um governo
onde um rei é a autoridade máxima, e governa principalmente através de alianças
convenientes, casamentos arranjados e punição aos inimigos. Nada muito
diferente de exemplos do mundo real mesmo. Mas aí entra uma pergunta: o que
aconteceria a um reino onde seu chefe só quer saber de beber e fornicar ao
invés de governar, e ainda por cima, se encheu de “aliados” que só querem saber
de poder, incluindo a rainha? É… nada de bom.
O continente de Westeros
      Como você já percebeu, o rei é bastante omisso, para ser gentil com ele. Quem
realmente governa o reino é a Mão do Rei, uma espécie de Primeiro-Ministro, o
segundo homem mais poderoso dos reinos. Ocorre que esse homem acabou morrendo
sob circunstâncias misteriosas, inclusive com suspeita de assassinato.
      Entram em cena então, os Stark, família que vive no Norte do território, região de
extremo frio. O patriarca da família, Eddard Ned Stark é o melhor amigo do Rei
Robert
e é desejo de Vossa Majestade nomeá-lo como nova Mão do Rei. Ned não tem
absolutamente interesse nenhum na honraria, mas considera a possibilidade ao
descobrir evidências de que o Rei corre perigo.

 

A família Stark. Da esquerda para a direita; Bran, Arya, Sansa, Robb, Eddard, Catelyn e Rickon

 

      Surgem os Lannister. Lembra dos “aliados” que só estão interessados em poder? Pois é.
A busca dessa família pelo poder parece não ter limites, ao preço que for necessário. O grande problema é que agora já não tem mais volta, a Rainha é uma Lannister, e seu irmão, torna-se o chefe da Guarda Real. Os dois ainda compartilham um certo segredo que mudará todo o rumo da estória.

 

Os Lannister. Da esquerda para a direita; Jaime, Cersei e Tyrion. No alto, o patriarca da família, Tywin. As crianças são Joffrey, Myrcella e Tommen

 

Será que Ned Stark conseguirá proteger o rei dos perigos iminentes? Assista para conferir. Apenas vou adiantando que esta é uma das poucas obras que já tive o prazer de contemplar que não existe personagem principal e garantia nenhuma de que o bem sobrepujará o mal. Pensa que acabou?
Sabe de nada inocente. Quando estamos indo, George Martin já foi e voltou quatro vezes.
Este conflito de interesses, a literal guerra pelo trono, é apenas uma das três
vertentes que a primeira temporada nos oferece. Lembra do Ned Stark? Ele é
retratado como uma pessoa que leva a sua honra e o dever como as coisas mais
sérias de sua vida. Ocorre que esse tão honrado personagem gerou um bastardo há
quinze anos. Em tal condição, Jon Snow não é considerado como um Stark de
verdade, o que de certa forma o amarga e magoa. Ele descobre que existe uma
vocação conhecida como Patrulha da Noite que aceita e valoriza a todos,
independente de sua condição ou nascimento. Sendo assim, ele decide ir para a
Muralha, região ao extremo norte do território que tem como objetivo principal
defender todo o reino dos selvagens e supostas outras criaturas que vivem para
lá da muralha. Pobre Snow, mal sabia ele que a Muralha não seria nem um pouco
parecida com o que ele imaginou. E que em uma região tão desoladora como
aquela, não seria difícil duvidar das lendas que o entretinham quando
criança…  Aqui o sobrenatural se mostra
bastante tangível, um dos pontos altos tanto dos livros quanto da série!

 

Jon Snow em uma de suas tarefas na Patrulha da Noite

 

      A terceira e última vertente da série se faz presente em outro continente, no longínquo leste. O Rei Robert, aquele fanfarrão mesmo, só se encontra no poder porque liderou uma rebelião anos atrás contra os antigos governantes, a família Targaryen. Naquela ocasião, Robert teve e não desperdiçou a oportunidade de exterminar todos os Targaryen da face de Westeros.
Bem, quase todos. Uma pequena criança e um bebê de peito conseguiram ficar fora do alcance do Usurpador, e tiveram que sobreviver literalmente fugindo por todas as suas vidas. Hoje, mais crescidos, Viserys e Daenerys buscam reconquistar o que nunca deveria ter sido lhes tomado.

 

Os últimos Targaryen, Viserys e Daenerys

 

Você que nunca leu/assistiu Guerra dos Tronos deve estar pensando que eu mais desestimulei do que outra coisa… hehe de fato, a complexidade do mundo criado por George Martin chega a assustar os mais desavisados. Mas acredite, apesar deste post estar resumido com a essência de toda a obra, todos os fatos ou eventos narrados aqui não cobrem nem a metade do que realmente é esta fantástica série, seja literária, seja televisiva. São incontáveis personagens, incontáveis lugares, incontáveis enredos… George R.R. Martin narra brilhantemente esta saga que também brilhantemente foi adaptada, a deixando facinho facinho no meu top 3. Meu conselho é que você dê uma chance a qualquer um dos formatos, e depois nos diga o que achou. Afinal, é difícil a dramatização de toda a complexidade até mesmo nos próprios livros, quanto mais em um post de poucos parágrafos. Nem tive oportunidade de abordar personagens interessantíssimos como Tyrion Lannister, ou mesmo de famílias inteiras, como os Tully. Se pudesse ter a oportunidade de resumir a estória inteira em apenas uma frase, diria:  Guerra dos Tronos, ou você gosta ou você não entendeu direito.
Converse com a gente, caro multiversista! O que você mais gostou em GoT? E do que não gostou? Ainda não teve a oportunidade de acompanhar? Qual seu personagem
preferido? Responda nos comentários abaixo! Suas avaliações serão sempre
bem-vindas. Sinta-se a vontade para sugerir sua série favorita para o Levando a
Série, só deixar aí nos comentários que ela estará muito em breve aqui, no
Multiverso News. Um abraço, e até a próxima.

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