Crítica – Freaks and Geeks

O momento mais aguardado para todo seriador, é a fall season. A época de estreia das principais séries nas TVs americanas. E quando a fall season chega ao fim e ficamos “orfãos” por algum tempo de nossas séries favoritas, é época de procurar outras séries que não vimos ainda para passar o tempo. Foi em um desses períodos que eu encontrei a série da qual vou falar hoje.

Freaks and Geeks, produzida e criada por Judd Apatow e Paul Feig, teve sua estreia no dia 25 de setembro de 1999, teve apenas 1 temporada com 18 episódios, o que deixou seus fãs muito tristes. a série foi concluída em 8 de julho de 2000. O Elenco da série conta com vários atores que na época estavam apenas começando suas carreiras e que agora fazem muito sucesso e alguns deles costumam protagonizar muitos filmes junto.

Nos papéis principais contamos com: Linda Cardellini como Lindsay Weir e John Francis Daley como Sam Weir dois irmãos com personalidades muito diferentes. Os amigos de Lindsay são protagonizados por: James Franco como Daniel Desario, Busy Philipps como Kim Kelly, Jason Segel como Nick Andopolis e Seth Rogen como Ken Miller. Os amigos de Sam ganham a interpretação de: Samm Levine como Neal Schweiber e Martin Starr como Bill Haverchuck

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A história se passa nos anos 80 e conta a história de Lindsay e seu irmão Sam, na época que frequentavam a escola Liceu McKinley. Lindsay sempre foi uma boa menina. Aluna dedicada, membro do clube de matemática e com uma vida voltada para um futuro acadêmico brilhante, ela era o orgulho de seus pais e de seus professores. Mas depois da morte de sua avó, ela fica muito abalada e acaba se rebelando contra essa vida que levava. Mas no fundo Lindsay quer descobrir o seu lugar no mundo, experimentar coisas e pessoas novas e descobrir quem realmente é.

Com isso, ela começa a se aproximar do grupo de “Freaks” da escola, os  politicamente incorretos e problemáticos, Kim, Daniel, Nick e Ken. A fama dos Freaks é péssima. Envolvidos sempre em problemas, drogas, álcool. Mas ao longo da temporada começamos a entender esses personagens e perceber que eles não são ruins. Lindsay influencia muito, de forma positiva seus novos amigos, assim como eles ajudam a protagonista a se encontrar.

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Em contra – partida com a história de Lindsay, temos Sam, seu irmão mais novo. O típico nerd, sempre acompanhado de seus dois melhores amigos Neal e Bill. Os três se esforçam para serem aceitos por seus colegas de escola, como qualquer outro adolescente. Mas devido a imagem de geeks sempre são atormentados pelos outros. Os três amam quadrinhos, ficção Científica e filmes de comédia.

Apesar de Sam ser o protagonista, quem chama mais atenção no grupo é Bill. Ele tem aquele estereotipo nerd e esquisito, com seus óculos fundo de garrafa que tanto vemos em filmes e séries. Mas Bill demonstra ser o dono de um coração enorme, disposto a sempre ajudar seus amigos quando necessário. Ele é viciado em TV, adora assistir séries com um prato de sanduíches de queijo, aparece até fantasiado de Mulher Biônica durante a série, Bill está sempre confortável em sua própria pele. Ele nos ensina a sempre ser quem nos somos, sem dar importância para o que os outros pensam.

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A série abordou temas como drogas, alcool,  sexo, o desejo de se encaixar, temas já discutidos em milhares de séries adolescentes mas nunca abordados como deveriam. E Freaks and Geeks desempenhou muito bem esse papel. Deixando os clichês de lado e mostrando realmente esse lado da adolescência de tentar descobrir quem você é e o que você quer fazer com sua vida. Representando essa fase em que a maioria das pessoas inicia uma crise de identidade.

A trilha sonora da série é maravilhosa. A maioria das músicas são de bandas que fizeram muito sucesso na  década de 80 como: Journey, The Who, Joan Jett (que canta a música tema da série “Bad Reputation”), David Bowie entre outros. 

Pra quem ficou curioso, deixo a abertura da série para vocês conferirem:

 

 

 

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