Crítica – Everybody Hates Chris

 

     Salve Multiverso! Sempre uma satisfação poder bater um papo
com vocês. Essa é a coluna Levando a Série, responsável por relembrar, debater,
discutir e acima de tudo, aproveitar o que os seriados podem nos proporcionar.
Assim sendo, sejam bem-vindos mais uma vez à parcela que as séries ocupam nesse
extenso Multiverso.
     Há
umas semanas atrás, você viu por aqui o seriado cômico Eu, a Patroa e as
Crianças (relembre AQUI). Naquela ocasião, cheguei a afirmar que essa tenha
sido talvez a melhor série de comédia que já passou pela tv aberta tupiniquim.
Depois de publicar a matéria, me lembrei da pauta que abordaremos hoje, e
instantaneamente mudei de ideia, ou pelo menos, as duas merecem estar em um
mesmo patamar. Um patamar bem alto. Essa série em questão saiu da programação
aberta habitual já há alguns anos, mas uma rápida relembrada recente foi
suficiente para me mostrar o porquê que ela conseguia reunir muitas pessoas na
frente na tv durante as tardes de muitos anos. Com vocês, a agora bastante
nostálgica Everybody Hates Chris (Todo Mundo Odeia o Chris). Boa leitura.
Everybody
Hates Chris
     Todo
Mundo Odeia o Chris, na tradução para o português brasileiro, foi um sitcom que
teve apenas 4 temporadas, exibidas originalmente entre 2005 e 2009. Consiste da
adaptação da infância do ator e comediante Chris Rock (Gente Grande). A série
nos mostra, ainda que às vezes de forma exagerada, os perrengues reais que o
ator foi obrigado a passar ao morar num bairro residencial pobre de Nova York,
além de ser o único negro a estudar em uma escola cheia de brancos. A série nos
passa muito bem todos os problemas vividos por Chris, principalmente o
preconceito. O diferencial está no fato de que ele fez questão de retratar
esses assuntos da maneira mais cômica possível, nos fazendo perceber como realmente
devemos encarar essas questões, coisas dignas de se fazer piada mesmo.
Chris Rock, o verdadeiro Chris

 

     Na série (embora não na realidade), Chris é o mais velho de
três irmãos, que moram com os seus pais. Relembre um pouco dos personagens.
Julius
   O pai de Chris, interpretado por Terry Crews. Um
sujeito grande, extremamente trabalhador, mas totalmente dedicado e de coração
mole quando o assunto é sua família. Retratado como um tremendo mão-de-vaca, sabe
exatamente quanto custa cada coisa, e é capaz de fazer coisas inimagináveis se
for necessário para economizar, nem que seja alguns centavos. Relembre abaixo
uma das suas cenas mais épicas, sua interpretação de I Will Survive.

 

 

Rochelle

 

     Mãe de Chris, retratada como uma mãe brava ao extremo, que
ameaça seus filhos com punições inimagináveis, tais como “vou te bater tanto
que vou te virar ao avesso”. Mas no fundo não seria capaz de fazer tais coisas
pois ama muito seus filhos e é bastante dedicada ao marido.

 

 

Drew

 

     Filho do meio, é o tipo de cara que não liga pras coisas que
não são de seu agrado. Por exemplo, é bastante popular com as garotas, mas se
diverte mesmo aprendendo sobre artes marciais e carros, enquanto Chris procura
bastante a atenção das garotas, mas sem muito sucesso. Desperta uma certa mágoa
em Chris por conta disso, além de ser mais novo e mais alto. Mas no fundo, os
dois se gostam bastante.

 

Tonya

 

    Típica caçula da família, e que por isso é sempre mimada por
seu pai. Aproveita essa fato para passar por cima de seus irmãos, sempre
jogando a culpa de suas peripécias pra eles, o que desperta bastante a raiva de
Chris.

 

 

Greg

 

    Melhor amigo de Chris, acompanha ele na maioria das
aventuras. Se aproximou de Chris por não ser lá muito popular também. Nas
palavras do próprio Chris: “ser o saco de pancadas do colégio uniu a gente”.

 

 

Caruso

 

     O valentão da escola, atormenta moral e fisicamente Chris e
Greg sempre que tem a oportunidade.

 

Temporadas
    Como já foi dito, a série conta com 4 temporadas. Na primeira,   Chris nos apresenta à sua família e à sua nova casa, no bairro de Bed-Stuy, no Brooklyn. Além disso, passamos a já acompanhar o duro preconceito que Chris encontra ao se mudar para o colégio Corleone, uma escola repleta de brancos, onde Chris é o único negro. Durante a segunda temporada, somos apresentados a novos personagens, como o Doc, dono da mercearia onde Chris passa a trabalhar; e sua professora, Srta. Morello, uma mulher que se mostra amigável com Chris, mas que paradoxalmente, relaciona-o a vários estereótipos, ajudando a disseminar o preconceito.
     Já a terceira temporada é, na humilde opinião desse escritor, a melhor. A participação do próprio Chris Rock, episódios inesquecíveis e a inclusão de novos personagens ajudam a ratificar essa informação.
     A última, mas não menos engraçada, retrata a mudança de colégio de Chris, que passa a estudar no colégio Tattaglia. Além disso, já na adolescência mais avançada, Chris nos mostra um comportamento mais radical, exemplificados nos atos de responder sua mãe e querer abandonar o colégio.
Entenda o final
    No final da última temporada, quando Chris estava no
primeiro ano do Ensino Médio, ficamos sabendo que há um limite de atrasos no
colégio Tattaglia, limite esse que corresponde a 30 atrasos. Chris já atrasou
29 vezes, portanto, se ele atrasasse mais uma vez seria obrigado a repetir todo
o primeiro ano. Inicia-se então, sua saga para chegar no horário, mas naquele
que foi um dos mais engraçados episódios da série, Chris se atrasa pela
derradeira vez.
    Aturdido pela possibilidade de repetir todo um ano
novamente, Chris decide sair do colégio. Tempos depois, ele descobre uma outra
maneira de completar o seu ensino, o supletivo, que consiste de uma prova em
que se é possível obter o diploma caso sua nota seja suficiente.
    No episódio 22, temos aquela cena clássica. Chris no
restaurante com sua mãe e irmãos, com um estranho discretamente os espreitando.
Ao som de Livin’ on a Prayer, de Bon Jovi, Julius chega com o resultado da
prova de Chris. Expectativa a mil, só faltavam os tambores rufando, Chris
pergunta o que diz o resultado. E então, PUF, a série acaba, sem ao menos um
encerramento.
     Lembro
que fiquei pensando… “Como assim cara? Isso não é possível, deu algum
problema técnico”. Mas pesquisando depois descobri que sim, a série acaba dessa
forma.
O que aconteceu
     Aconteceu que, assim como no seriado, aquela
época da vida real de Chris Rock foi muito conturbada. Além dos problemas
escolares, Chris sofreu uma dura perda, o Julius da vida real, devido a
problemas de saúde. Percebendo que o foco original da série estava se perdendo,
a produtora decidiu por descontinuar Everybody Hates Chris.
     Descobrimos depois que o estranho que espreitava Chris e sua
família foi a pessoa que o levou para iniciar sua carreira de comediante, e não
o cara que matou Julius como alguns especulavam. Um breve vislumbre no caminhão
de Julius antes de entrar no restaurante nos mostra o número 735, o que nos
sugere que Chris não passou no teste, já que a nota mínima seria 800.
     Enfim, o destino realmente reservava a carreira
de comediante para Chris. Afinal, se não fosse assim não teríamos essa excelente série para nos entreter e passar o tempo. Quanto ao fim do seriado,
realmente talvez tenha sido melhor assim. Afinal, quem iria conseguir
acompanhar numa boa sem a presença de Julius? Fiquemos então, com as
desventuras de sua infância. Já é mais que o suficiente. Reveja abaixo a clássica última cena do seriado.

 

      E
aí amigo multiversista, você, assim como eu, assistia todos os episódios de
TMOC? Ou estudava/trabalhava no período vespertino? Se esse for o caso, dê uma
chance e nos diga o que achou. Quanto à discussão inicial, você prefere Todo
Mundo Odeia o Chris ou Eu, a Patroa e as Crianças? Ou tem outro sitcom para pôr
na briga? Compartilhe conosco sua opinião. Sugestões de séries, como sempre,
serão muito bem-vindos. Um abraço e até a próxima semana.

 

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