Crítica – Eu, a Patroa e as Crianças

 

      Saudações multiversistas! É sempre uma satisfação estar
escrevendo para vocês. Esta é a coluna Levando a Série, que como você já sabe
(e como o nome sugere), tem como foco discutir sobre o importante papel que os seriados
exercem no nosso amado multiverso. A ideia é que passem por aqui ótimos
exemplos dos mais variados gêneros, desde os clássicos dramas até as estranhas
ficções científicas, passando ainda por suspenses e policiais. Ah, e claro que
não abordaremos aqui apenas séries atuais (o tema de hoje é um bom exemplo
nisso).
    Ultimamente, os fãs de séries cômicas ficaram bastante
agitados com anúncios que saíram sobre sitcoms, as assim chamadas séries de comédia
que retratam a vida cotidiana de determinadas pessoas. O provável reboot de Um
Maluco no Pedaço
sugerido por Will Smith, a reunião do elenco de As Visões da
Raven
para um possível especial e o anúncio da volta de Três é Demais foram
suficientes para deixar os fãs dessas séries de cabelo em pé, no bom sentido,
claro. Unindo isso à proposta do Levando a Série, nada melhor do que relembrar
hoje aquela que, na minha humilde opinião, foi a que mais fez sucesso em
comédia aqui no Brasil, além, claro, de nos dar aquela pitada de nostalgia: Eu,
a Patroa e as Crianças
. Vai que o pessoal responsável pela série resolva também
nos trazer uma nova adaptação hehe. Boa leitura.
Eu, a Patroa e as Crianças
     A casa
que tanto nos acompanhou e divertiu fez sua primeira aparição em 2001 (sim,
estamos ficando velhos). Eu, a Patroa e as Crianças trata-se da dramatização da
vida de Michael Kyle e de sua família, que durante suas aventuras sempre nos
faziam dar umas boas doses de gargalhadas, sem, no entanto, se afastar do
conceito de família unida. A série, que sempre nos ensinava uma boa lição, teve
apenas cinco temporadas, terminando em 2005.
      No enredo,
Michael Kyle é um pai dedicado para com sua esposa e filhos, mas malandro,
meio egocêntrico e com métodos peculiares em fazer seus filhos aprenderem as
lições da vida. Sua esposa, Jay, é mais compreensiva com seus filhos, mas de
vez em quando também assume um papel de cúmplice nas carapuças do seu marido.

 

Os genitores da família, Michael e Janet Kyle

 

      Os filhos
são um show à parte, todos eles representando típicos papeis de filhos
estadunidenses. Michael Kyle Jr. é o típico adolescente dos Estados Unidos, que
curte basquete e um bom rap. Um tanto quanto burrinho, ele é o responsável,
junto com seu pai, pela maior parte das situações cômicas que a série nos
proporciona.
      Sua irmã mais velha, Claire, é a típica adolescente
revoltada com a vida e com os pais, aquela que gostaria de sair com as amigas e
ser mais popular. Uma pena para ela que os planos de seu pai sempre estejam um
passo à frente.
      Já a caçula, Kady, é a típica princesinha dos pais, sempre
mimada, e que por isso, nunca perde a oportunidade de zoar seus irmãos. Claro
que eles também não deixam por menos.

 

    A
partir da terceira temporada, entram em cenas novos personagens que conseguem
complementar brilhantemente a já estranha rotina da família Kyle. Tratam-se dos
companheiros dos filhos da família.
      Franklin
Mumford
é uma criança superdotada que passa a nutrir uma paixão extrema por
Kady. Claro que isso só traz ainda mais diversão à família.
     Vanessa
é a namorada certinha de Jr, que busca um futuro melhor para os dois através da
faculdade. Tudo se complica quando ela engravida de Jr. Não preciso dizer a
oportunidade que Michael Kyle enxerga em corrigir seu filho. Para não ser
expulso, Jr vai morar na garagem, arruma um emprego na empresa de seu pai e os
apresenta aos pais de Vanessa, dois aproveitadores. Mais gargalhadas.
      Tony,
o novo namorado de Claire, é um jovem fanático religioso. Apesar de suas
diferenças, os dois aprendem a se gostar de verdade, e o jovem também sempre
traz à tona seus repentes.

 

     Feitas
as apresentações, não é difícil imaginar onde que toda essa misturada de
personagens diferentes vai dar. Quando a família toda está reunida então, é
diversão garantida. Fora os episódios que se passam fora da casa da família
Kyle, como as viagens, por exemplo.

 

Uma comparação entre o antes e depois dos atores que interpretaram os principais personagens

 

      Agora
falando sério, acredito que o diferencial da série está por conta de justamente
falar sério. Conflitos em família, diferenças de personalidades e as mudanças
da adolescência são fatores pertinentes em qualquer família. O modo como a
série os aborda, nos mostra que, apesar de tudo, as diferenças podem ser
superadas se houver o interesse. Claro, o fato da série ter feito parte da
televisão aberta ajudou muito para o sucesso da mesma, diferentemente de
seriados de comédia mais atuais (tais como The Big Bang Theory e Two and a Half
Men, até então, disponíveis apenas para a TV fechada). Praticamente todos que
paravam para dar uma espiada em Eu, a Patroa e as Crianças se identificavam com
a série. Talvez esse tenha sido o fator primordial do sucesso do seriado.

 

       Mas
e você, amigo multiversista, gosta de seriados de comédia? Assistia Eu, a
Patroa e as Crianças ou mudava de canal? Curtiria ver uma nova adaptação do
sitcom nos dias atuais? Compartilhe suas opiniões, sugestões e pedidos nos
comentários. Serão sempre bem-vindos. Um abraço e até a próxima.
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