Crítica – Doctor Who (1ª Temporada)

      Saudações Multiverso! Este é o Levando a Série que você já
conhece, espaço dedicado para uma breve conversa destinada exclusivamente aos
seriados que tanto curtimos. Por aqui já passaram dramas, policiais, spin-offs
e até mesmo séries baseadas em personagens de outras mídias (vide Flash e Sherlock). Para variar mais um pouquinho, nesta terça trazemos para vocês uma ficção científica. A ficção científica hehe. Boa leitura.
Doctor
Who
(Primeira Temporada)
      Multiversista de plantão, você apostaria em uma série que basicamente consiste de um
alienígena que procura companheiros para suas aventuras no tempo e espaço? É…
eu também não. Mas por mais besta ou infantil que a proposta da série possa
parecer, de alguma forma Doctor Who, seriado britânico de ficção científica,
conseguiu prender a atenção de milhões de pessoas ao longo de seus 50 anos de
história. Isso mesmo, em 2013 a série comemorou seu quinquagésimo aniversário.
Bem, bem, vamos lá.
       Como já foi dito, a temática da série não se mostra lá muito
animadora, até mesmo beirando o infantil. Acontece que no ano de sua estreia,
em 1963, o seriado era direcionado justamente para as crianças, que eram
estimuladas pelo Doctor a aprenderem ciências, matemática e afins graças às
suas experiências e aventuras mirabolantes. O que ninguém esperava, entretanto,
era o fato de que DW conseguiria também fisgar os mais velhos e com isso, aos
poucos, a série foi mudando sua proposta original.
       Logicamente, o seriado foca-se na figura do Doctor, o último representante de uma raça
conhecida como Timelords (os Senhores do Tempo), cujo planeta e civilização
foram completamente destruídos no evento conhecido como Grande Guerra do Tempo.
A grande sacada da série está no fato de que aos Timelords tornou-se possível a
realização do processo de regeneração, onde o Doctor ganha um novo corpo e nova
personalidade. É exatamente essa mecânica que permite que haja a troca dos
atores que interpretam o Doctor, e assim garantir a manutenção da série por
todos esses anos, fazendo DW ter seu lugar garantido no Livro dos Recordes por
sua longevidade.
TARDIS, nave utilizada pelo Doctor que, devido a uma avaria, ficou pra sempre com a aparência de uma cabine de polícia londrina

 

Os oito Doctors da série clássica
      Apesar
disso, circunstâncias fizeram com que a série entrasse num grande hiato em
1989; hiato esse que só veio a acabar com a aposta da BBC em trazê-la de volta
em 2005, numa super produção. Desde aí, a série já conta com oito temporadas. É
essa primeira temporada da nova produção que vem a ser a pauta de hoje.

 

Os quatro novos Doctors até a atual temporada
      O Doctor desta temporada é o nono (os outros oito fizeram
parte da série clássica), interpretado por Christopher Eccleston. Ao lado da
terráquea Rose Tyler e de outros companheiros menores, Doctor se aventura desde
o antigo passado até o longíquo futuro; explorando da Terra até o mais distante
planeta. Pode até parecer que os 13 episódios da temporada são aleatórios, mas
eles fazem parte de um arco maior que recebe várias referências ao longo dos
episódios, se quem estiver assistindo for mais atento para perceber. No final,
essas referências se mostram como a chave para derrotar um grande inimigo.
      Outra
sacada bacana é que pelo menos uma vez em cada temporada, o Doctor volta no
tempo para visitar personalidades históricas. O escolhido dessa temporada é o
escritor Charles Dickens, durante o terceiro episódio.
O Nono Doctor, responsável por trazer novamente a enigmática figura, em 2005

 

Rose Tyler, a principal acompanhante do Nono Doctor

Opinião

      Lendo
o que escrevi, percebo que nem mesmo eu ficaria encorajado a dar uma chance
hahaha. A temática da série se mostra muito ingênua, dessas que você pensa que
vai ser um completo fiasco. Mas o conselho que eu deixo é que você assista pelo
menos uns episódios para decidir por si mesmo se curte ou não Doctor Who. Pode
não parecer, mas a série possui todos os ingredientes necessários para uma obra
de sucesso, personagens envolventes, enredos bem tramados, comédia, aventura,
emoção e uma série de sentimentos. Vai que você se torna mais um whovian. Mas
se você for daquelas pessoas que não curtem muito tramas e engenhos
mirabolantes, esqueça. Doctor Who é uma daquelas obras que ou você ama ou você
odeia. Mas o fato de que a série está fazendo cada vez mais sucesso a cada
temporada nos obriga a pelo menos refletir. Não foi à toa que o seriado
tornou-se um dos maiores marcos da cultura popular britânica.
      E aí caro leitor multiversista, você já é um whovian? Ou faz
parte das tantas pessoas que nunca ouviram falar da série? Vai dar uma chance
pra Doctor Who? Conte pra gente. Estamos completamente abertos a sugestões para
o Levando a Série. Um abraço e até a próxima semana.
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