Crítica – Breaking Bad (1ª Temporada)

Acho difícil achar uma série que me prendeu tanto quanto breaking bad, não sei se foram os personagens ou o roteiro, ou até mesmo uma junção de todo. Apesar de acompanhar o protagonista Walter White por 5 temporadas e saber que o que ele faz não é certo, não parei de torcer pra ele um minuto sequer, acho que acabei me colocando no lugar do personagem ou entendi bem suas motivações.
A serie conta a história de Walter White (Bryan Cranston) um pacato professor de química de classe media, que por conta de sua mulher Skyler (Anna Gun) estar gravida e não poder trabalhar e ainda por cima eles já terem um filho com paralisia cerebral, acaba arrumando um segundo emprego num lava-jato. Num dia normal de trabalho Walter descobre que está com câncer terminal no pulmão (sem nunca ter fumado na vida) e decide, já que vai morrer, fazer uma ultima boa ação e deixar um dinheiro para sua família, mas como o salário de professor e lava-jato não pagam tão bem ele acaba adentrando no mundo das drogas com a ajuda de Jesse Pinkman (Aaron Paul).
Alguns reclamam da primeira temporada ser bem lenta, entendo suas reclamações, mas faz todo sentido seu desenvolvimento demorado, Walter é um simples professor, nunca pegou uma arma ou agiu fora da lei em 50 anos de vida a transição no decorrer da série para ele adentrar a esse mundo onde tudo é novo para ele não é fácil, ele está completamente perdido e encurralado em um mundo de cão. Então o que mais o deixa inquieto? Ele vai morrer, tem câncer, poderia muita bem contar a família e eles simplesmente darem um jeito de passarem por isso juntos, como é quando o ex-sócio de Walter decide que vai ajuda-lo a pagar o tratamento, ou também aproveitar os últimos momentos juntos. Mas não é tão simples, ele constantemente exita em aceitar ajuda, temos no primeiro episódio onde vemos Walter em sua primeira tentativa de fazer drogas para ver se ganha mais dinheiro, uma primeira tentativa que quase resulta em sua morte e gera uma cena emblemática do protagonista de cueca segurando uma arma no meio do deserto até o sétimo episódio onde ele finalmente se decide e cai de cabeça nesse mundo.
Bom uma coisa podemos ter certeza, Walter White é um gênio com um nobel e de química ele não é pouca coisa e mesmo assim constantemente sendo feito de palhaço por adolescentes enquanto professor e por seu chefe no lava-jato, parece que o único lugar em que ele chama a atenção é no mundo do crime, o protagonista começa a fazer junto com seu parceiro Pinkman Metanfetamina (uma droga puramente sintética e altamente viciante, mas conhecida nos Estados Unidos como Crystal) com o domínio de Walter com a química ele acaba fazendo uma das melhoras metanfetaminas da cidade, talvez do mundo. O que rapidamente é reconhecida por traficantes como Tuco, ou seja enquanto na vida normal ele não era ninguém em sua outra vida ele já estava começando a ganhar reconhecimento, mesmo que de um jeito ruim.

 

O que dificulta ainda mais sua vida são dois pontos, além dessa vida perigosa, Walter nos primeiros momentos reluta em entrar para a vida do crime, pois primeiro seu cunhado é da DEA (Divisão de Narcóticos) e segundo ele é um homem de 50 anos com família, como ele poderia explicar isso para eles, o dinheiro ou os sumiços constantes. Além de um roteiro extremamente redondo de Vince Gilligan, produtor e diretor da série, a obra conta com atuações fantásticas de todos os personagens, um destaque em especial para o protagonista, além de um recurso que nunca imaginei enquanto via a serie, ela foi gravada usando uma Single Camera.Para quem ainda não viu fica um recomendação fortíssima de uma série fantástica que ganhou muitos prêmios e é uma das minhas favoritas.

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